Mário Frayão: um homem “sem fim”

Mário Frayão foi um exemplo, sobretudo na parte final da sua vida, de cidadania e amor à terra, iconicamente traduzido na imagem [com direitos reservados] acima publicada. Como se vê, já sem a plenitude das suas faculdades físicas, mas com as intelectuais intactas – malgrado uma ou outra falha de memória, que encarava com a ironia que sempre o caracterizou -, Mário Frayão marcou presença, em 2018, na grande manifestação de faialenses fora da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores sobre as acessibilidades aéreas ao Faial.

Esta fotografia, publicada no Facebook por Helen Rost Martins, a propósito do seu falecimento, regista, com especial simbolismo, o sentido cívico da existência de Mário Frayão e a forma inabalável como defendia os anseios da sua e nossa ilha do Faial.

Como é próprio de quem incomoda pela irreverência de atitudes, Mário Frayão foi mimado por alguns dos seus contemporâneos com o epíteto de homem “sem fim” que começa mas não acaba, por ser demasiado voluntarioso e não ter conseguido que muitas das suas aspirações chegassem a bom termo, mas esse é o preço que pagam os audazes, sobretudo nos lugares em que, por vezes, a mesquinhez impera.

Até na sua partida Mário Frayão cumpriu o desígnio de homem “sem fim”, pois não completou, por um dia, o seu 91.º ano de existência, deixando no ar a sensação de que o teremos connosco sempre que as recordações o tornarem presente.

Hoje, dia do seu aniversário, dá início a mais uma jornada e de novo sem fim! |X|

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