BEM DITO!

Luís Rosa, antigo colaborador da imprensa faialense, no Facebook, sobre o massacre de animais selvagens de grande porte na Torre Bela:


​”Se com as moscas tenho uma ação pedagógica, enxotando-as, e mosquitos só mato quando lhes acerto, fiquei naturalmente incomodado com o sucedido.”  

COVID-19. São Miguel receia aumento exponencial de casos positivos nos próximos dias

Governo manda avançar com testagem massiva de comunidades escolares na ilha de São Miguel a partir de terça-feira

| TEXTO SOUTO GONÇALVES |

Uma fonte bem posicionada assegurou a Escrevi.blog que na próxima semana haverá surpresas desagradáveis quanto ao número de casos positivos de COVID-19 na maior ilha dos Açores.

A convicção baseia-se nos motivos que conduziram à decisão governamental, hoje tomada, de testar, de forma massiva, as comunidades escolares — alunos, docentes e não docentes — de todos os estabelecimentos de ensino do concelho de Vila Franca do Campo e da vila de Rabo de Peixe.

“Os testes serão realizados a partir da próxima terça-feira, dia 5, devendo os estabelecimentos que tiveram interrupção letiva no Natal permanecer em regime de ensino a distância, até estar concluída a testagem”, diz uma nota do portal de comunicação do governo na internet, por volta das 17 horas de hoje.

Neste curto comunicado é sublinhado que “a decisão do Executivo açoriano surge na sequência da permanente vigilância epidemiológica”, cujo objetivo é “a salvaguarda da defesa da segurança da comunidade e da saúde pública”.

22 MORTES NOS AÇORES E 7.188 NO PAÍS

A agência de notícias Lusa noticiou a decisão do Governo Regional dos Açores adiantando que até hoje foram detetados no arquipélago 2.058 casos de infecção pelo novo coronavírus que causaram 22 mortes. Até gaora verificaram-se 1.529 recuperações.

Dos 413 casos positivos ativos na região 360 encontram-se em São Miguel, 35 na Terceira, 10 no Faial, cinco em São Jorge, dois nas Flores e um no Pico, refere o despacho da agência de notícias portuguesa.

Portugal, por seu lado, contabiliza pelo menos 7.118 mortos associados à COVID-19 em 427.254 casos confirmados de infecção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que a Lusa também divulga.

Recorde-se que o estado de emergência decretado em 9 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 7 de janeiro. |X|

COVID-19. Novo caso no Faial importado de São Miguel

Análise realizada ao sexto dia, após o rastreio inicial, deteta caso positivo de coronavírus no Faial em indivíduo que fez a ligação aérea Horta — Ponta Delgada — Horta

| TEXTO SOUTO GONÇALVES |

Foi hoje atingida na ilha do Faial a dezena de casos positivos ativos de COVID-19, que ocorre nas freguesias da Feteira e Praia do Almoxarife, com três indivíduos infectados cada qual; Matriz com dois e Angústias e Castelo Branco, com um cada. Até ao momento há 12 casos de recuperação no Faial.

Há também uma cadeia de transmissão da doença no Faial, inicialmente apresentada como partilhada entre esta ilha e a das Flores, cuja partilha, entretanto, não se confirmou.

O caso positivo detetado neste domingo, 3 de janeiro, verificou-se na freguesia da Feteira, pois ontem apenas existiam duas situações naquela freguesia, que passou a somar três.

De acordo com o comunicado da ASR o novo caso positivo do Faial diz respeito a uma análise de rastreio de 6.º dia relacionado com uma viagem interilhas com partida e regresso à Horta, num deslocação a São Miguel. |X|

Clima. Desde 1931 que não havia uma década tão quente como a de 2011-2020

Manhenha, ilha do Pico, 2012. Em novembro de 2020 choveu menos nos Açores em comparação com o período de referência anterior apresentado pelo IPMA [fotografia de arquivo: Tiago Gonçalves]

A versão preliminar do Boletim Climatológico — Ano 2020, divulgada a 23 de dezembro último pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), refere que “a década 2011-2020 será a mais quente desde 1931 em Portugal continental”

| TEXTO SOUTO GONÇALVES |

Em nove dezenas de anos, desde o princípio da década de 30 do século passado, o último período de 10 anos foi o mais quente em Portugal, excluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, cujos dados não entram nesta avaliação.

“O valor médio da temperatura média do ar deverá ser ligeiramente superior a 16 °C com um desvio em relação à normal de cerca +1 °C”, lê-se no relatório preliminar do IPMA do Boletim Climatológico — Ano 2020. O texto diz também que “os maiores desvios verificaram-se nos anos de 1997 (+1.3 °C) e 2017 (+1.1 °C)”.

“Em Portugal continental e durante o ano de 2020 foram poucos os meses com anomalias negativas”, de acordo com o IPMA. Apenas junho (temperatura mínima do ar) e outubro (temperatura mínima e máxima do ar) se inscreveram dentro desses parâmetros. “Destacam-se por outro lado as anomalias positivas da temperatura máxima do ar em fevereiro (+3.5 °C), maio (+4.4 °C) e julho (+4.6 °C)”, especifica o Boletim Climatológico.

TEMPERATURA DO GLOBO

Numa altura em que o aquecimento global está na ordem do dia estes dados confirmam que as preocupações associadas à subida das temperaturas na Terra não são infundadas.

O documento citado acrescenta que “a nível global e de acordo com Organização Meteorológica Mundial  o ano de 2020 deverá ser um dos 3 anos mais quentes alguma vez registados (podendo ainda igualar ou superar o ano de 2016, o mais quente)”.

Segundo o boletim do IPMA, disponível na internet, “a anomalia de temperatura média do ar global deverá ser cerca de 1.2 °C em relação aos valores pré-industriais (1850-1900)”. A década 2011-2020 será a mais quente, com os 6 anos mais quentes a ocorrerem desde 2015.

2020 SECO

“Em relação à precipitação o ano deverá classificar-se como seco com um valor médio no continente inferior ao normal”, analisa o IPMA, explicando que “ao longo de 2020, apenas os meses de abril, maio e outubro registaram valores de precipitação superiores ao normal”.

“As anomalias negativas dos meses de janeiro e fevereiro” são responsáveis por “um inverno de 2019/2020 mais seco que o normal”.

“O mês de dezembro (apuramento até dia 15) regista também um valor de precipitação muito inferior à média”, conclui o IPMA.

Açores: menos chuva e temperatura mais baixa

Quanto ao arquipélago dos Açores a informação disponível mais recente no sítio da internet do IPMA está contida no Boletim Climatológico — Novembro 2020, onde se lê que “os desvios da quantidade mensal da precipitação na região foram negativos relativamente ao período de referência” [1961-1990].

“A temperatura média mensal do ar à superfície na região dos Açores apresentou desvios significativamente negativos”, sublinha o mesmo documento. |X|