COVID-19. Número de casos aumenta no Faial

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Embora não haja ainda informação oficial, Escrevi.blog, após o cruzamento de diversas informações, confirma a existência da propagação de COVID-19 na ilha do Faial na sequência da contaminação de um indivíduo hoje anunciada pela Autoridade de Saúde Regional (ASR)

Souto Gonçalves texto

Uma mulher proveniente do continente chegou ao Faial com teste negativo à COVID-19 e realizou o exame ao sexto dia, também negativo. Passado algum tempo e após a verificação de sintomas associados ao coronavírus a pessoa em causa foi alvo de novo teste cujo resultado foi positivo. Na sequência, contactos familiares próximos foram testados e o resultado, hoje obtido mas ainda não divulgado, corresponde a, pelo menos, o diagnóstico de uma criança com a infeção pelo novo coronavírus.

O comunicado de hoje da ASR indiciava que poderiam surgir outras notícias em consequência do novo caso de COVID-19 no Faial ao indicar que as circunstâncias que o envolviam ainda se encontravam “por aferir”.

A avaliação epidemiológica está, entretanto, em curso. Já existem indicações da ASR para o confinamento de contactos próximos, nomeadamente de âmbito profissional, dos familiares da pessoa que deu origem à contaminação da referida criança, no mínimo.

Trata-se de um aluno que frequenta a Escola António José de Ávila (AJA), o que implica a testagem, já mobilizada, de contactos com ele relacionados no âmbito daquele estabelecimento de ensino, bem como da Escola Profissional da Horta (EPH), onde se torna também necessário averiguar a presença do vírus por razões relacionadas com afinidade entre o estudante da AJA e um profissional da EPH.

Escusado será salientar que, tendo em conta as circunstâncias envolventes deste caso, o Faial poderá sofrer um ataque do novo coronavírus, com a disseminação da doença de uma forma que, até agora, poucos seriam os que admitiam como possível, em face do diminuto número de casos positivos ativos na ilha.

A forma traiçoeira como “o bicho” — para usar uma expressão que tende a popularizar-se na denominação do vírus — se dissemina não se compadece com atitudes de negligência, seja de que tipo forem, daí que não é aceitável que alguém se exima de cumprir com a totalidade das determinações em vigor que visam proteger a saúde pública.

A gravidade da situação, que se espera ser apenas potencial, justifica estas linhas, embora escritas ao arrepio da estrita informação que aqui se pretende dar. Talvez ultrapassando a barreira que separa tal informação da opinião de quem redige — que neste blogue se tem como inviolável — o momento grave que vivemos justifica-o, no entender do autor.

CORVO CONFINADO

A COVID-19 chegou ao Corvo, soube-se hoje através do comunicado diário da ASR.

Depois do anúncio de um caso positivo, de um indivíduo residente proveniente do exterior e detetado após a análise do sexto dia, a ASR recomendou o confinamento da população da ilha até ser completada a testagem em curso, “tendo em conta as especificidades” daquela pequena comunidade. |X|

COVID-19. Um positivo e um recuperado

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Após os últimos desenvolvimentos o Faial mantém o mesmo número de infecções pelo SARS-CoV-2. Foi detetado um novo caso positivo, mas, entretanto, verificou-se uma recuperação.

O comunicado diário da Autoridade de Saúde Regional (ASR) indica que as circunstâncias que envolvem o novo caso do Faial estão, ainda, por apurar. O único dado revelado adianta que se trata de um indivíduo residente nas Angústias.

Enquanto isto verificou-se a recuperação do indivíduo que até ontem figurava como único caso positivo no Faial.

A ilha do Corvo, entretanto, passou a fazer parte do registo epidemiológico dos Açores com o primeiro caso positivo, um residente com histórico de viagem e análise de rastreio ao sexto dia.

O Pico mantém dois casos ativos na Madalena e a respetiva cadeia de transmissão do vírus.

De acordo coma ASR “existem presentemente 588 casos positivos ativos na Região, sendo 556 em São Miguel, 27 na Terceira, dois no Pico, um no Faial, um nas Flores e um no Corvo. Foram detetados até hoje 3.366 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, verificando-se 23 óbitos e 2.656 recuperações”.

A ASR divulgou o seguinte quadro:

Souto Gonçalves texto

Tempo. “Respirar pelas guelras”

Precipitação “por vezes abundante” é o que se pode esperar na reta final do primeiro mês do ano de 2021, com uma folga amanhã, para combater a abstenção

Souto Gonçalves texto

Um dia de chuva na Horta, em 2020 fotografia de Souto Gonçalves

Invocando memórias do seu pai o internauta Martins Goulart usou uma forma imaginativa para caracterizar o estado do tempo cuja previsão para os próximos dias divulgou hoje no Facebook, conforme faz com regularidade.

Martins Goulart previne que “vamos ter que respirar pelas guelras” em face da possibilidade de nos últimos dias de janeiro o arquipélago dos Açores ser fustigado por chuva “por vezes abundante”.

Referindo-se à expressão “vamos ter que respirar pelas guelras” Martins Goulart explica que era este o modo utilizado pelo seu pai para anunciar a aproximação de dias chuvosos.

José António Martins Goulart é filho do médico António Sebastião Goulart, já falecido, natural da freguesia do Salão, ilha do Faial, que foi uma figura proeminente da sociedade faialense, como médico e político, tendo ocupado o cargo de presidente da Câmara Municipal da Horta.

De acordo com a previsão do estado do tempo avançada por Martins Goulart “a partir de hoje e durante toda a próxima semana, com pausas no domingo, até ao fim da tarde, e na quarta feira” o arquipélago encontrar-se-á sem proteção “em relação aos efeitos da aproximação e da passagem de vários sistemas frontais associados a uma série de depressões que evoluirão a norte” das ilhas.

“Tudo isto se deve ao posicionamento desfavorável do ‘nosso’ anticiclone, presentemente localizado a sueste do Açores”, explica Martins Goulart.

Conforme atrás referido tudo isto provocará “precipitação, por vezes abundante, e vento moderado a fresco de sudoeste, podendo ser muito fresco de terça a quinta-feira”, pormenoriza Martins Goulart, realçando que nem tudo são más notícias: “A única consequência positiva da evolução prevista, merecedora de relevo, refere-se à temperatura atmosférica que se manterá amena e estável (média 16º C, com amplitude térmica quase nula)”.

Em jeito de remate do seu “post” de hoje de manhã no Facebook Martins Goulart escreve que “felizmente, no domingo haverá um período suficientemente longo sem precipitação, assim facilitando a participação dos cidadãos no acto eleitoral”.

Amanhã, domingo, 24 de janeiro de 2021, recorde-se, decorrem as eleições presidenciais. |X|