ECONOMIA

Náutica. Quebra abrupta na Horta

O apoio prestado por diversas entidades, desde privadas a oficiais, passando por associativas, aos velejadores que rumaram ao Faial ao mesmo tempo que a COVID-19 grassava pelo mundo, foi incapaz de evitar um ano para esquecer no movimento de “aventureiros” (nome dado pelos faialenses aos tripulantes dos iates de recreio) no porto da Horta

Souto Gonçalves texto e fotografia

Movimento de veleiros na baía da Horta sofreu diminuição acentuada em 2020

Os pergaminhos da Horta enquanto porto seguro depois da tempestade, que oferece aos marinheiros sedentos de terra um “upgrade” de acolhimento único no Atlântico e no mundo, não sofreram qualquer deslustre com os efeitos da pandemia, mas não travaram a queda abrupta na procura da capital do iatismo nos Açores.

Apesar de tudo foi possível manter o prestígio do porto oceânico mais famoso do Atlântico Norte no que concerne à vela de cruzeiro internacional, apesar da queda a pique nos gráficos das escalas realizadas, porque, a fama de bem receber até foi sublimada pelos préstimos da gente do porto: iniciativa privada, movimento associativo e instituições oficiais, que não deixaram desamparados os navegadores, fazendo-lhes chegar víveres e todo o tipo de apoio, sem que fosse necessário, porque não permitido devido às restrições derivadas da COVID-19, o desembarque.

Pelo menos um título da imprensa internacional, de resto, confirmou que o dístico da hospitalidade continua decifrável numa das “mais belas baías do mundo”.

ESTATÍSTICAS INAUDITAS

Consultando o mapa estatístico da empresa Portos dos Açores sobre embarcações não locais de náutica de recreio que passaram pela marina da Horta desde 2012, nota-se, nos primeiros dois anos a partir dessa data, um ligeiro decréscimo que, em 2015, é contrariado por uma subida constante.

Em 2019, no entanto, entraram no porto da Horta 1.132 veleiros, um número que não tem paralelo nos últimos sete anos, ou seja, comparando com o período entre 2012 a 2018, é a cifra mais baixa, o que deixa no ar a interrogação sobre a razão desta súbita descida.

O mesmo já não se pode dizer em relação ao ano de 2020, cuja queda de 50%, relativamente ao número mais alto desde 2012 (obtido em 2018), encontra na pandemia a causa que a justifica.

Terão entrado no porto da Horta no ano passado cerca de 700 iates, apurados por estimativa em face das circunstâncias, pois muitas das anotações foram realizadas manualmente.

Até hoje e no ano em curso já chegaram à Horta três iates. |X|

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