COVID-19. SATA diz que regras foram cumpridas no embarque de passageiro positivo que viajou de Lisboa para a Horta

Para já a culpa continua solteira. Até agora não há notícia do que falhou. Hoje, com outra companhia, repetiu-se o episódio: um passageiro viajou infetado

Souto Gonçalves texto

Foi na passada terça-feira e a notícia correu veloz: a SATA trouxe de Lisboa, para o Faial, um passageiro com teste positivo à COVID-19!

Ninguém queria acreditar, ainda por cima numa altura em que os faialenses estavam com o coração nas mãos por causa da ativação de uma cadeia de transmissão local do novo coronavírus.

Como é que isto é possível? O que é que falhou? As interrogações saltaram para as redes sociais, nas conversas o tema era obrigatório, gerou-se alguma indignação.

Nem o anúncio da participação do sucedido ao Ministério Público por parte da Autoridade de Saúde Regional (ASR) travou a onda de insatisfação devida a este abalroamento da consciência e desprezo das regras elementares de segurança que a pandemia exige.

Na quarta-feira ESCREVI.BLOG indagou junto dos serviços de comunicação da SATA “sobre o que se passou, visto que, supostamente, não é permitido o embarque a passageiros portadores da infecção pelo novo coronavírus”.

Na quinta-feira a SATA informou que “o processo de análise ao caso decorreu a partir do momento em que foi do conhecimento da transportadora aérea” e prometeu a resposta para “breve”.

Enquanto isto, através do comunicado de hoje da ASR ficou a saber-se que um passageiro com teste positivo à COVID-19 viajou de avião para Ponta Delgada. Neste caso tratou-se de outra companhia, não a SATA.

A RTP-Açores, no Telejornal, às 20h30, a propósito, deu a notícia e avançou, depois, com a conclusão da companhia aérea açoriana às averiguações sobre a viagem de um indívíduo portador de COVID-19 entre Lisboa e a Horta a 26 de janeiro, ou seja, o caso que foi referido atrás.

Às 21h32 no e-mail de ESCREVI.BLOG entrava uma mensagem do serviço de comunicação da SATA com o seguinte texto:

“No seguimento da questão levantada a respeito do embarque no voo S4 151, à partida de Lisboa com destino à Horta, de um passageiro alegadamente positivo à COVID-19, informamos que após conclusão do inquérito interno de averiguação, foi deduzido que o procedimento de embarque adotado pela empresa prestadora de serviços de ‘handling’, que presta assistência em terra à SATA Azores Airlines no aeroporto de Lisboa, obedeceu ao procedimento estabelecido. Contudo, e porque o caso em apreço não deixa de ser um alerta, já foram tomadas diligências, no sentido de reforçar a vigilância antes do embarque em voos com destino ao Arquipélago dos Açores.”

A resposta da SATA é clara e objetiva: foram cumpridos os procedimentos adequados à situação, isto é, à empresa de ‘handling’, que os executa e à companhia aérea que os contrata, não podem ser assacadas responsabilidades.

Acusando a receção do e-mail da SATA, ESCREVI.BLOG adiantou, eram 22h12: “A falha foi cometida por quem, onde e como? ESCREVI.BLOG parte do princípio que a SATA nada mais tem a dizer sobre esta questão, cujas circunstâncias o autor deste blogue procurará esclarecer noutro plano, já que, como sói dizer-se, a culpa não pode morrer solteira.” |X|

VER:

COVID-19. Duzentos testes ontem no Faial

COVID-19. Passageiro contaminado descoberto na ligação aérea entre Lisboa e a Horta

Meteorologia. Ondas de 16 metros nos próximos dias

Fotografia de arquivo

O inverno não arreda pé e não é caso para admirar, porque “está no tempo dele”, como diz o povo

Souto Gonçalves texto

A Autoridade Marítima Nacional (AMN), ao fim do dia de ontem, avisou, numa nota informativa publicada no seu sítio da internet que até quarta-feira próxima, no arquipélago dos Açores, “a agitação marítima será caracterizada por uma ondulação proveniente de oeste, com uma altura significativa que poderá atingir os 10 metros e uma altura máxima de 16 metros, com período médio entre os 14 e os 20 segundos”.

Ainda de acordo com a AMN “o vento poderá registar uma intensidade média superior a 80km/h e rajadas superiores a 130km/h, provenientes do quadrante sudoeste”.

Condições meteorológicas semelhantes afetarão igualmente a costa do continente português.

Estas condições meteorológicas levaram a que a AMN e a marinha reforçassem “a recomendação, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar”, de um “eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução”. |X|

RECORDAR É VIVER

Fotografia com direitos reservados

As redes sociais são um caixinha de surpresas. Esta fotografia, publicada no Facebook por Rui Pedro Ávila, que por sua vez a atribui a Carlos Lourenço, que certamente a encontrou nalgum baú, evoca três figuras da sociedade faialense cuja feição, passado talvez meio século, não trai.

Além da camisola do Fayal Sport Club, aqui envergada em pleno Estádio da Alagoa, sobre um verdadeiro relvado (não sintético), as personalidades em causa têm em comum o facto de terem escolhido os números como objeto das suas profissões, com o que não se deram mal, a avaliar pelos respetivos percursos nas suas vidas profissionais e públicas.

Da direita para a esquerda, quem olha para a fotografia, vê Alberto Gonçalves, funcionário das finanças, que atingiu o posto mais alto nos Açores deste organismo do Estado; Eugénio Leal, economista, professor e membro do Governo Regional dos Açores e Rui de Jesus Goulart, professor de matemática e presidente da Câmara Municipal da Horta.

Quanto ao desporto e ao futebol em particular, afinal a razão de ser deste texto, baseado na fotografia que o justifica, não há tanta semelhança entre os componentes de tão destacado trio, nanja no que toca ao amor à camisola, mas no que diz respeito ao desempenho enquanto atletas da sua modalidade preferida.

O pequenino Alberto Gonçalves foi um poço de raça dentro das quatro linhas, sempre de verde vestido. A sua estatura era inversamente proporcional ao gigantismo, senão brilhantismo, com que atuava, a meio-campo, durante uma carreira longa.

Eugénio Leal e Rui de Jesus, não por falta de empenho, mas quiçá porque a bola lhes atrapalhava os pés de alguma maneira, acabaram por passar ao lado da glória desportiva, ou nem tanto, pois como guarda-redes da equipa de professores na Escola Secundária da Horta “Gemé” era dado como intransponível! |X|

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COVID-19. Faial tem mais um caso positivo e uma recuperação

A infecção pelo novo coronavírus anunciada hoje no Faial diz respeito a um viajante residente, o que faz supor que não se encontra ligada às duas cadeias de transmissão local existentes nesta ilha, uma delas partilhada com o Corvo

Souto Gonçalves texto

O número de casos positivos ativos na ilha do Faial manteve-se, nas últimas 24 horas, apesar de ter sido diagnosticada mais uma infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Isto deve-se ao facto de, no mesmo período, se ter registado uma recuperação da doença COVID-19 de uma pessoa residente na Matriz da Horta.

O caso detetado é resultado de uma análise realizada ontem, ao 6.º dia após o primeiro exame efetuado fora da ilha e diz respeito a um indivíduo, residente da freguesia da Matriz, com histórico de viagem ao exterior, o que quer dizer que não se insere na cadeia de transmissão local que se gerou no final da passada semana, nem faz parte da cadeia partilhada entre as ilhas do Faial e do Corvo.

A Autoridade de Saúde Regional (ASR) informou ao princípio da tarde de hoje que há mais 28 casos positivos ativos nos Açores, dos quais 24 em São Miguel, três na Terceira e o já referido caso no Faial, após a realização de 1.870 análises.

Número de casos positivos ativos na ilha do Faial em 30 de janeiro de 2021

Atualmente há 505 casos positivos ativos no arquipélago: 426 em São Miguel, 56 na Terceira, 17 no Faial, quatro no Pico, um nas
Flores e um no Corvo. Os diagnósticos de infecções pelo SARS-CoV-2 já atingiu 3.616 casos.

Até agora ocorreram 25 óbitos, o mais recente na manhã de hoje, de um homem com 77 anos de idade, natural e residente na Praia da Vitória, que estava internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, desde o dia 30 de novembro.

Também há a assinalar, em todo o período da pandemia, 3.616 recuperações. |X|

VISÕES

Após a tempestade, a bonança, exaltando este magnífico conjunto formado pelas ilhas do Faial e do Pico. |X|

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