COVID-19. Novo caso positivo no Faial vindo do exterior

Fotografia de Esmeralda Rosa

O comunicado desta quinta-feira da Autoridade de Saúde Regional (ASR) informou que foi diagnosticado um novo caso positivo de COVID-19 na ilha do Faial, atribuído a um indivíduo proveniente do exterior, com residência na freguesia do Capelo.

Nos Açores surgiram apenas cinco novas infecções: três em São Miguel, uma na Terceira e a já referida no Faial.

Existem presentemente 335 casos positivos ativos na região: 282 em São Miguel, 36 na Terceira, 13 no Faial, três no Pico e um
nas Flores.

No Faial, por freguesias, a distribuição é a seguinte: um caso no Capelo, um nas Angústias, um em Castelo Branco, um nos Flamengos, um na Conceição e oito na Matriz.

Foram detetados no arquipélago, até hoje, 3.702 casos de infecção pelo novo coronavírus, ocorrendo 26 óbitos e 3.240 recuperações. |X|

Souto Gonçalves texto

COVID-19. Vacinação começa, risco diminui

Vice-presidente do governo presente: Santa Casa da Miseridórdia da Horta vacina 150 utentes e 170 trabalhadores fotografia: Governo Regional dos Açores

Em época em que a expressão “dois em um” se popularizou — ou se tornou “viral”, para usar uma palavra apropriada ao momento —, atribuída a promoções comerciais, talvez não escandalize quando aplicada ao que hoje se passou no Faial: foi anunciado que a ilha perdeu o estatuto de médio risco quanto à COVID-19, felizmente, ao mesmo tempo que o plano de vacinação começava aqui, depois de passar por São Miguel e pela Terceira.

O vice-presidente do governo, Artur Lima, assistiu, na Santa Casa da Misericórdia da Horta (SCMH), ao início do “processo de vacinação das pessoas com deficiência da região que estão institucionalizadas”, diz um comunicado do gabinete de comunicação do executivo açoriano.

Na SCMH, que possui lar de idosos, Centro de Atividades Ocupacionais, lar residencial e cuidados continuados integrados, estão a ser vacinados cerca de 150 utentes e 170 trabalhadores.

Entretanto a primeira fase de vacinação prossegue nesta ilha.

BAIXO RISCO, SEM CARNAVAL

Na manhã de hoje o secretário regional da Saúde e Desporto anunciou, em conferência de imprensa, as decisões do governo sobre o combate à pandemia e no âmbito da renovação do estado de emergência nos Açores.

As ilhas do Faial e da Terceira passaram de médio para baixo risco. Clélio Meneses informou que, a partir de agora, o Boletim de Risco Semanal, que contém os níveis de risco epidemiológico dos concelhos e ilhas dos Açores, será divulgado à quinta-feira e não à sexta, como até agora, continuando a conter as medidas tomadas no Conselho do Governo, que se reúne, semanalmente, à quarta-feira.

Uma das alterações que se verificam na passagem de médio para baixo risco é a dilatação, em duas horas, do horário de encerramento dos restaurantes, que passa para as 22 horas.

Mas a medida governamental com maior impacto, anunciada hoje, diz respeito ao Carnaval.

Em toda a região, a partir das 20 horas do dia 12 de fevereiro de 2021 (sexta-feira anterior ao Entrudo), ficam obrigados ao encerramento todo o comércio não essencial; todos os estabelecimentos de restauração, bebidas e similares, com exceção do funcionamento em “take away” e do serviço de entrega ao domicílio.

Estão também proibidas todas as festividades associadas ao Carnaval, bem como a circulação na via pública entre as 20 e as 5 horas, exceto situações que posteriormente serão regulamentadas pelo governo. |X|

Souto Gonçalves texto

Saúde. Clélio Meneses estará amanhã no Faial

Teresa Ribeiro apontada à administração do Hospital da Horta. João Morais disponível para continuar

Souto Gonçalves texto


O Hospital da Horta é uma das três principais unidades de saúde dos Açores fotografia do Tribuna das Ilhas

O secretário regional da Saúde e Desporto ainda não decidiu o que é que vai fazer em relação à recondução ou substituição dos presidentes dos Conselhos de Administração do Hospital da Horta (HH) e da Unidade de Saúde da Ilha do Faial (USIF).

“Em breve” foi a resposta obtida por ESCREVI.BLOG da parte do serviço de imprensa do gabinete de Clélio Meneses, hoje, véspera da visita que fará ao HH, USIF e Laboratório de Biologia Molecular do Faial (LBMF).

O titular do sector da saúde do Governo Regional dos Açores encontra-se amanhã às 9 horas com o Conselho de Administração do HH para manter a primeira conversa com o respetivo presidente, João Morais.

“Estou nomeado para três anos, encontro-me no fim do primeiro ano. Se aceitei ser nomeado para três anos é porque aceitei continuar a trabalhar o tempo que, à partida, me pediram para eu me comprometer”, disse João Morais a ESCREVI.BLOG, interrogado sobre a sua “predisposição” para continuar no cargo.

O presidente do órgão executivo do HH esclareceu que não se trata de predisposição e remeteu o assunto para a tutela: “O senhor secretário é que sabe”.

LONGA CARREIRA

João Morais [na fotografia, do Tribuna das Ilhas] tem uma longa carreira de gestor. Entre as décadas de 80 e 90 do século passado assumiu funções de diretor comercial a nível nacional de uma empresa do perímetro da gigante da informática Apple; fundou e geriu empresas no Faial na mesma área das novas tecnologias e foi presidente da Hortaludus, empresa municipal da Horta.

A chamada deste gestor ao HH, não obstante a sua folha curricular, foi uma surpresa, visto que passava a abraçar os destinos de uma instituição numa área de ação com que antes não se tinha cruzado.

Presentemente está a cumprir o terceiro mandato — tomou posse em 2013 —, acumulando, assim, uma significativa experiência no campo da gestão hospitalar.

Independentemente da avaliação do seu trabalho, em especial no HH, que é uma das entidades mais representativas da ilha do Faial tendo em conta o volume da atividade ali desenvolvida, este gestor público deixa sempre uma marca distintiva por onde passa.

Comprometido, publicamente, com o Partido Socialista, a continuação, ou não, de João Morais à frente do HH, que depende de uma decisão política, tem todos os condimentos para poder ser interpretada, conforme o sentido que tomar, como uma opção que leve em linha de conta o aspeto partidário.

Além disso, nos “mentideros” locais, corre como muito provável que o governo esteja inclinado para nomear Teresa Ribeiro como presidente do conselho de admnistração do HH.

Advogada, formadora da Escola Profissional da Horta, presidente da Assembleia Municipal da Horta, considerada uma das figuras com maior potencial político dentro do PSD do Faial e dos Açores, embora se lhe aponte demasiado tacitismo, Teresa Ribeiro, sem tarimba de gestão, já prestou serviços jurídicos ao HH. É próxima de José Manuel Bolieiro.

A opção por esta jovem advogada faialense, ou pelo gestor público João Morais, será uma decisão difícil. Entre outros aspetos, o avanço da primeira poderá significar uma tentativa de apagar alguns incêndios dentro do hospital; caso contrário, equivalerá a dizer que Clélio Meneses pretende uma mão de ferro para executar o seu programa neste particular.

HELENA REIS: SIM OU NÃO?

Na presidência do Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha do Faial (Centro de Saúde da Horta) está a gestora Helena Reis [na fotografia, com direitos reservados].

Antiga vereadora da Câmara Municipal da Horta, pelo PS, tem um perfil “low profile” e um rasto de competência, tanto em funções públicas, como no âmbito empresarial onde se movimenta profissionalmente.

O Centro de Saúde da Horta, após a sua entrada em 2015 (termina o segundo mandato dentro de dois meses) mudou a face. Por exemplo, no “front office”, na Vista Alegre, as coisas começaram a fluir extraordinariamente e no campo do atendimento ao utente este serviço de saúde ganhou reconhecimento público, sendo a primeira unidade acreditada em termos de cuidados de saúde primários a nível regional.

Interrogada por ESCREVI.BLOG, no seu estilo cuidadoso, Helena Reis respondeu que amanhã, perante Clélio Meneses, será toda ouvidos, ou seja, quer escutar o que pensa o secretário regional sobre o futuro. Reservou, portanto, para si, as suas expectativas, ou falta delas. Tal como João Morais, vai estrear-se no contacto presencial com o novo titular da pasta da saúde do governo regional. |X|

COVID-19. Faial começou a ser vacinado

Seiscentas vacinas, a aplicar em idosos e profissionais de saúde, chegaram depois do almoço

Souto Gonçalves texto

Ilha do Faial, com a cidade da Horta em primeiro plano fotografia com direitos reservados

A manchete da edição de hoje do diário faialense anuncia o início do programa de vacinação contra a COVID-19 na ilha do Faial, que deverá ocorrer ainda nesta quinta-feira.

Logo após o almoço uma operação logística com algum aparato policial foi suficiente para se perceber que as vacinas estavam a chegar.

Logo após o almoço uma operação logística com algum aparato policial foi suficiente para se perceber que as vacinas estavam a chegar, numa altura em que mais seis ilhas dos Açores (excluindo São Miguel e Terceira, onde a vacinação começou mais cedo) também recebem o desejado antídoto.

De acordo com o Incentivo a Unidade de Saúde da Faial “conta aplicar” 270 vacinas, enquando no Hospital da Horta os respetivos funcionários terão à disposição entre 300 a 330 doses.

O jornal adianta que “quer no que se refere à unidade de saúde, quer no que diz respeito ao hospital, há alguns casos de pessoas que optaram por não receber a vacina”.

De resto, nesta primeira ronda de vacinação serão abrangidos, ainda segundo o que noticiou o jornal, profissionais ligados à Unidade de Saúde do Faial, “utentes da Santa Casa da Misericórdia da Horta, que se dividem entre os utentes da estrutura residencial, do lar residencial e do centro de dia daquela instituição”, bem como “os colaboradores, incluindo os que prestam apoio domiciliário”.

Beneficiará igualmente da primeira toma da vacina, conforme diz o Incentivo, o “Centro Comunitário do Divino Espírito Santo dos Flamengos, onde funciona um centro de dia e um centro de noite”.

“O mesmo acontece — acrescenta o periódico — com uma estrutura privada nos Cedros e outra que presta apenas apoio domiciliário. Para além dos utentes da primeira, os colaboradores destas duas empresas também estão incluídos”, tal como as Casas do Povo da Praia do Norte e da Ribeirinha “com a vacinação dos seus colaboradores que prestam apoio domiciliário”.

O diário faialense diz, por fim, que “as doses sobrantes, após a vacinação dos casos referidos, serão aplicadas aos profissionais de saúde que contactam diretamente com os utentes no âmbito dos serviços que são prestados pela Unidade de Saúde da Ilha do Faial”. |X|

Madalena. Ondulação impede operação no cais novo

Molhe do cais da Madalena do Pico fotografia de Rui Machado

A primeira viagem (saída às 7h30) e a segunda viagem (10h45) do Canal nesta quinta-feira, efetuadas entre os portos da Horta e da Madalena pelo navio Mestre Jaime Feijó, tiveram um contratempo: foi necessário operar no cais velho daquela vila piocense.

Marla Pinheiro, diretora comercial da Atlânticoline, empresa que assegura as ligações marítimas de passageiros e viaturas entre o Faial e o Pico, contactada por ESCREVI.BLOG, previu que o mesmo deve suceder nas duas viagens que falta realizar hoje, às 14h15 e às 17h15.

Sempre que a ondulação forte dos quadrantes norte e noroeste ocorre no porto da Madalena a operação de atracagem fica potencialmente comprometida, obrigando, por vezes, a abandonar a opção pelo cais novo, com recurso ao velho cais como alternativa. Quando que isto acontece não é realizado o transporte de viaturas, como sucedeu na manhã de hoje, com a única viatura arrolada para viajar.

O empresário faialense Rui Machado, que viajou na primeira ligação do dia da Madalena para a Horta, assistiu à intempérie que obrigou à mudança de cais para permitir o desembarque e embarque dos passageiros.

O registo fotográfico da ondulação forte fala por si. |X|

Souto Gonçalves texto