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Obituário. Faleceu o empresário José Alberto Tavares

José Alberto Tavares, um flamenguense exemplar fotografia com direitos reservados

Pertence a uma geração cujos méritos são hoje difíceis de repetir. Os tempos são outros. José Alberto Tavares (JAT) foi capaz de representar fielmente os que se assumem como aquele tipo de pessoa cuja entrega ao bem comum é uma divisa de vida.

É mais fácil descrever o que JAT não fez pelos Flamengos, do que enunciar a sua participação em inúmeras organizações e iniciativas de âmbito comunitário, tal a dispersão de colaborações, sempre de modo empenhado e sem qualquer tipo de interesse pessoal.

Fisicamente notável, a dimensão do seu carácter, altruista, superou qualquer outra característica, das quais se pode também destacar a modéstia.

A bonomia que irradiava com naturalidade tornavam uma abordagem que se fizesse a JAT num momento gratificante, quer fosse por causa dos seus negócios, quer por motivos relacionados com as causas em que se empenhou.

Dificilmente o bom senso encontrou um local tão adequado para se alojar como a atitude responsável e equilibrada de JAT para resolver as coisas.

BIOGRAFIA

Nasceu no dia 17 de agosto de 1946 e faleceu no dia 6 de fevereiro de 2021, com 74 anos de idade, após várias complicações de saúde.

Empenhou o seu nome, saber e capacidade empreendedora numa firma, sediada nos Flamengos e com uma sucursal no Pico, que, paulatinamente, se afirmou no tecido comercial destas ilhas, de forma respeitada e solidez económica assinalável, depois de ter sido funcionário da Bensaude, onde ajudou a confirmar, na Horta, os pergaminhos desta “casa”.

Católico em toda a dimensão que esta condição implica deu o seu inestimável contributo como “baixo” na capela (grupo coral) da paróquia de Nossa Senhora da Luz dos Flamengos.

Ainda no campo musical era personagem notada da Tuna e Grupo Folclórico Juvenil dos Flamengos, não passando despercebida a sua voz e o traje típico que envergava nas exibições públicas, destacado pela grandeza da sua presença.

Sócio e dirigente da Casa do Povo dos Flamengos, a cuja mesa da assembleia geral presidiu, também dirigiu, como presidente, a Assembleia de Freguesia dos Flamengos, em representação do Partido Social Democrata, com cujo ideário, sem extremismos, se identificou e foi referência segura.

Se a todas as instituições da sua freguesia JAT nunca regateou esforços, empenho, disponibilidade e dedicação, o Futebol Clube dos Flamengos, entre as quais, será a que mais beneficiou do autêntico amor à camisola deste seu associado e fundador, a quem coube a honra de presidir à primeira direção, mantendo uma constante e profícua colaboração com esta coletividade.

JAT estudou no Liceu Nacional da Horta e tem o seu nome ligado às companhias dos cabos submarinos, de que foi funcionário, tendo feito parte mais recentemente do grupo de antigos cabografistas que tem o objetivo de resgatar as memórias desse tempo dourado do cosmopolitismo da cidade da Horta.

O ex-presidente da direção da Casa do Povo dos Flamengos, Joaquim Correia, resumiu da maneira seguinte, para ESCREVI.BLOG, o sentimento que caracteriza quem conheceu de perto JAT: “Uma pessoa muito bondosa e amiga, sempre disponível. Perde-se um verdadeiro flamenguese”. |X|

Souto Gonçalves texto

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