DOMINGO À NOITE


SEG. 8 FEV. 2021

A primeira notícia da semana informou que a Linha Açores de atendimento Não Médico COVID-19 passou a dar apoio a solicitações de ordem psicológica.

A Praça da República foi invadida por palhaços [na fotografia, de Souto Gonçalves]. O Carnaval não será festejado este ano, mas é lembrado.

Faial manteve sete casos ativos da COVID-19, mas nos Açores a variante britânica do SARS-COV-2 foi detetada em duas ilhas.

Manuel Tomás, presidente da Associação dos Amigos do Canal, em entrevista a ESCREVI.BLOG, falou das dificuldades do resgate da Espalamaca, que parece cada vez mais distante.


TER. 9 FEV. 2021

Mais um dia sem casos positivos, quando foram registadas três recuperações. O título desta notícia assinalou que o Faial se encontrava “no bom caminho” quanto à COVID-19.

Avisos amarelo e laranja deram conta de forte agitação marítima e muito vento para os dias seguintes.

A mortalidade nos Açores voltou à normalidade no final do ano passado e princípio de 2021, revelou o Diário dos Açores.


QUA. 10 FEV. 2021

Na rubrica FAIAL DESENHADO Rui Bettencourt apresentou uma fotografia [em cima] do Portão de Porto Pim, visto do topo norte da praia. O ângulo é comum, mas a beleza do quadro impressiona sempre.

Chegaram ao Faial boas notícias sobre a COVID-19: num dia sem casos positivos e com duas recuperações os casos ativos são dois apenas.

O inverno insiste. Em janeiro a Atlânticoline cancelou um terço de ligações a São Jorge. Em apenas dez dias de fevereiro os cancelamentos já superaram a metade.

A renovação do estado de emergência aproximava-se. O parlamento dos Açores foi chamado a pronunciar-se.


QUI. 11 FEV. 2021

A primeira notícia do dia revelou que o Faial continuava sem novos casos positivos de COVID-19.

No Pico, a Polícia de Segurança Pública interrompeu uma festa de aniversário, realizada à margem das de combate à pandemia.

Neste dia faleceu José da Silva Duarte, engenheiro agrónomo, que dirigiu os serviços agrícolas do Faial.


SEX. 12 FEV. 2021

ESCREVI.BLOG avançou a com a informação de que a ilha do Faial se encontrava sem novos casos positivos ativos da COVID-19 há cinco dias.

Nove mil açorianos a caminho da vacinação. Número divulgado pelo secretário regional da Saúde e Desporto.

Numa ação de fiscalização no Pico a PSP apreendeu artigos de pirotecnia.

Os charcos de Pedro Miguel [na fotografia, de João Melo] encontram-se com muita água e o parque natural está plantar cedros nas suas margens.


SÁB. 13. FEV. 2021

Faial continua sem novos casos de COVID-19.

Faleceu o mecânico Arnaldo Abreu, ligado ao automobilismo no Faial e nos Açores.

Passou a ser conhecido publicamente o plano de reestruturação da SATA, apresentado em Ponta Delgada [na fotografia, do Telejornal da RTP-Aores, Luís Rodrigues, presidente da companhia].


DOM. 14 FEV. 2021

Mais uma recuperação da COVID-19 na ilha do Faial. Horta só tem um caso ativo.

Faleceu o enfermeiro José Manuel, massagista e muito ligado às tradições folclóricas.

Irra“. Título de um artigo de opinião do autor do blogue sobre as acessibilidades aéreas ao Faial. |X


Nesta semana ESCREVI.BLOG publicou 24 artigos. |X|

Irra!

É lamentável que o discurso dos nossos representantes políticos continue a ser uma charada no que toca a alguns assuntos. A forma enviesada como nos falam merecia a pergunta que o célebre Obélix da banda desenhada fez, quando encontrou os romanos pela frente: Que tal Astérix, umas chapadinhas?

O caso do aeroporto da Horta é o melhor exemplo disto.

A velha história dos compadres que reciprocamente se elogiam, aqui tem um sentido invertido: só há dois partidos responsáveis por a pista ainda não ter sido aumentada, um partido é o meu, ora diga lá o meu compadre qual é o outro?

A questão das ligações aéreas do Faial e do Pico com o continente segue a mesma anedótica bitola.

Plantados na frente do televisor, inclinados sobre o rádio, folheando o jornal ou digitando no computador, estamos condenados a seguir o labirinto de palavras incompletas, expressões inacabadas e frases redondas acerca das histórias e respetivas versões que nos querem impor.

Já ninguém tem dúvidas de que a legião de assessores de imprensa e adjuntos dos governantes e deputados serve para ocultar informação. Ou melhor: desfazem-se em comunicados e “telefonemazinhos” quando a coisa corre de feição, mas ficam carrancudos quando a pergunta incomoda.

Porque o jornalismo existe para incomodar e o poder para ser conservado estamos perante um mal sem remédio.

Portanto, daí não há que esperar nada quanto a ficarmos esclarecidos.

Nos últimos tempos no Faial assistimos a uma inaudita proliferação de títeres que deixou a nossa terra gravemente ferida no seu orgulho. Não tivemos ninguém, no plano político, que nos defendesse com voz grossa, nem sequer o edil-mor, que costuma elevar os decibéis quando julga necessário.

Por mais que agora se esforce a anterior titular do cargo político mais alto dos Açores, passarão anos até que consiga branquear o seu total apagamento enquanto defensora desta terra.

Do outro lado da contenda temos alguém, agora no poder, incapaz de fazer valer os interesses do Faial.

Persiste a mensagem institucionalizada, blindada nas notas de imprensa, que, como diria o saudoso António Silva, “não adianta nem atrasa antes pelo contrário”.

O que a população do Faial agora quer do PSD não é a promessa de que “continuará, como o demonstrou ao longo dos anos, ao lado dos faialenses na defesa de melhores acessibilidades aéreas”. Não, não é isso.

O Faial quer, preto no branco, é saber se as acessibilidades aéreas a esta ilha, mais do que ficarem comprometidas, serão, efetivamente, melhoradas.

Não queremos artigos em orçamentos, que para percebê-los é preciso estudar gramática.

Como é que se pode compreender que esta preocupação, logo que levantada na sequência da apresentação do plano de reestruturação da SATA, não tenha tido uma resposta rápida e definitiva?

É difícil de aceitar que um deputado, Rui Martins, membro da coligação governamental, lance suspeitas sobre o futuro das “gateways” (incluindo, obviamente, a do Faial) e não haja quem explique, prontamente, que se trata de um não-assunto.

Afinal, digo eu, não há garantias nenhumas de que o Faial não perca o que tem!

Reafirmo, portanto, o que disse ao princípio: estamos fartos de frases sibilinas, expressões dúbias e palavras ocas.

Neste complexo mundo da aviação, em que é muito difícil entrar, torna-se cada vez mais necessário tirar um curso para poder entender o que nos querem transmitir. Ou talvez seja necessária uma especialização para descobrir o que nos querem esconder.

No meio de tudo isto, como diria a minha saudosa mãe, usando um dito de que nunca encontrei a origem, “caiu-me o estalecido” quando vi o maior responsável do PSD do Faial, para tentar acalmar os ânimos, socorrer-se de uma informação obtida por quem foi a mais alta figura do PS nos Açores.

Diz o povo e com razão que há alguém, em determinada situação, que é sempre o último a saber. Irra! |X|

SOUTO GONÇALVES

Obituário. Enfermeiro José Manuel

Após doença prolongada, José Manuel Garcia, mais conhecido por “enfermeiro José Manuel”, faleceu ontem.

Com uma longa carreira no Hospital da Horta, larga experiência e trato que o distinguia como pessoa de bem, o enfermeiro José Manuel fazia lembrar, aos mais velhos, os antigos enfermeiros Câmara e Biscaia, que marcaram uma época no “hospital velho”.

O enfermeiro José Manuel foi enfermeiro-diretor do Hospital da Horta, fazendo parte do conselho de administração e chefiou serviços daquela unidade saúde, designadamente o serviço de urgência.

Também passou pelo Centro de Saúde da Horta numa altura em que o número de enfermeiros ao serviço era diminuto.

Para além da sua profissão, cujo desempenho lhe valeu o reconhecimento público, foi também um cidadão prestante, extravasando a sua disponibilidade pessoal para os campos do desporto e da cutura.

Como massagista da velha guarda prestou inestimáveis serviços a dois clubes fundadores da Associação de Futebol da Horta: Fayal Sport e Sporting.

Durante muito tempo realçou-se como tocador de violão e de viola da terra do Grupo Folclórico do Salão. Foi presença assídua em ranchos de Natal. Exímio mandador da chamarrita, “era uma delícia bailá-la quando ele mandava”, diz quem participou com o enfermeiro José Manuel neste popular baile regional.

Faleceu aos 64 anos, poucos dias depois de ter recebido a notícia de que estava reformado. Natural de São João do Pico, mas há muito radicado no Faial. Frequentou a Escola de Enfermagem de Ponta Delgada e licenciou-se em enfermagem. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO

COVID-19. Faial sem novos casos e com uma recuperação

Fotografia de Esmeralda Rosa

Em domingo de Carnaval as notícias são animadoras: nos últimos sete dias, incluindo hoje, não se registaram novas infecções pelo SARS-CoV-2 na ilha do Faial.

Nos Açores foram diagnosticados, nas últimas 24 horas, seis novos casos positivos, todos em São Miguel e todos em contexto de transmissão comunitária.

O concelho da Horta já só tem um caso positivo ativo, depois da recuperação do caso da Praia do Almoxarife. A Matriz mantém um positivo.

No Hospital da Horta foi dada alta à pessoa que ali se encontrava internada por causa da COVID-19.

Nos Açores, neste momento, há 101 casos positivos ativos, dos quais 87 em São Miguel, nove na Terceira, três em São Jorge, um no Faial e um no Pico.

Até hoje foram detetadas 3.783 infeções no arquipélago, registados 29 óbitos e assinaladas 3.550 recuperações. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO