Igreja do Capelo reabre

Previsão aponta para o próximo mês de abril

A notícia é avançada na edição de hoje do jornal Incentivo, que cita o pároco da freguesia. A reparação dos estragos está em bom ritmo, revela Fábio Carvalho, acreditando que o serviço religioso seja retomado no próximo mês de abril.

Neste templo — dedicado à Santíssima Trindade, mas cuja festa principal, em julho, é dedicada a Santa Ana, mãe da Virgem Maria — deflagrou, no dia 4 de janeiro de 2020, um incêndio que destruiu por completo uma das duas sacristias (a do lado da cidade). As chamas também atingiram a capela-mor.

A investigação sobre as causas do incidente está entregue à Polícia Judiciária, que ainda não revelou resultados.

O fogo destruiu também um conjunto valioso de alfaias utilizadas nas cerimónias litúrgicas, mas o arquivo paroquial encontra-se a salvo, visto que as respetivas cópias estão depositadas na sede da diocese.

A igreja do Capelo foi construída em 1680, para substituir o templo primitivo daquela localidade, que não resistiu à erupção do Cabeço do Fogo (1672). O vulcão dos Capelinhos causou danos na edificação, que no entanto, resistiu a essa crise de 1957-58. Posteriormente tem sido objeto de beneficiações, apresentando-se hoje muito bem conservada.

IGREJAS DO FAIAL

Ao longo do tempo as igrejas do Faial têm sido alvo de obras vultuosas, nomeadamente a Matriz da Horta e a igreja de Nossa Senhora das Angústias, construída no local onde foi erigido pelos povoadores o primeiro templo da ilha.

O grande sismo de 1998 deixou marcas profundas no património religioso faialense nas igrejas do Capelo, já referida e de Castelo Branco, Feteira e Praia do Almoxarife, entretanto reparadas. Os efeitos maiores, porém, fizeram-se sentir nos Flamengos, Pedro Miguel, Ribeirinha e Salão. As igrejas destas paróquias sofreram os efeitos mais devastadores do abalo de terra de 9 de julho de 1998. Flamengos e Salão já reconstruíram os seus templos, Pedro Miguel tem as obras em curso e Ribeirinha apresentou o projeto.

As igrejas da Conceição, a Praia do Norte e a Cedros, ainda não referidas neste texto, não ficaram isentas de calamidades ao longo da sua história. A majestosa igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição desapareceu com o terramoto de 1926; o vulcão dos Capelinhos deitou abaixo a bonita igreja de Nossa Senhora das Dores da Praia do Norte e em 1971 um incêndio devorou a totalidade do valioso património da igreja de Santa Bárbara dos Cedros. Nos seus lugares ergueram-se novas e modernas igrejas.

O Faial foi muito rico em património religioso, pois basta lembrar os conventos da Glória e de São João, que deram lugar à Praça da República e ao Jardim Florêncio Terra, ou ainda a igreja de Santo António onde hoje existe a Casa de Infância de Santo António (conhecida por “colégio”).

A Torre do Relógio é a marca visível da antiga igreja Matriz, enquanto o Convento do Carmo e a sua altaneira igreja, bem como o Colégio dos Jesuítas, com a belíssima Matriz ao centro, constituindo o maior frontispício dos Açores no que toca à arquitetura religiosa, representam na atualidade um passado valioso, sem esquecer a igreja de Nossa Senhora do Rosário (vulgo igreja de São Francisco), que possui uma acústica interior inigualável. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO E FOTOGRAFIA

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