DESINTERESSE

Qualquer convocatória de uma assembleia geral de uma qualquer agremiação, nos dias de hoje, prevê que, perante a inexistência de “quorum”, os associados se possam reunir meia hora ou uma hora depois independentemente do número de presenças.

Isto já acontece há bastantes anos e tornou-se uma prática corrente, ao ponto de os estatutos das coletividades terem vindo a ser alterados, precisamente para acolher o procedimento em causa.

Como ninguém aparecia nas assembleias gerais e para evitar segundas convocatórias alguém teve a ideia e agora já é assumido que só aparece à hora marcada quem tem a chave da porta e aos (poucos) restantes basta comparecer passados os referidos 30 ou 60 minutos de dilação.

Trata-se de um sintoma dos tempos modernos, em que os cidadãos deixaram de se interessar pela vida das suas associações, por causa de outros apelos, em que o comodismo comanda.

Eu tinha a ideia de que esta ausência era uma coisa recente, mas, ao folhear a coleção do jornal Correio da Horta, apercebi-me que, já no recuado ano em que eu nasci, o desinteresse pela vida coletiva da nossa comunidade se fazia sentir. Ou, então, tratou-se de um caso esporádico.

Atente-se no fac-símile.

“EMBRAER” NO AEROPORTO DA HORTA

“Embraer Phenom 300” fotografado hoje na pista do Aeroporto da Horta (LPHR, segundo o código ICAO — International Civil Aviation Organization) por Cláudio Rodrigues.

Curiosamente, enquanto a aeronave percorria a pista do aeroporto, um enorme transatlântico vislumbrava-se na linha do horizonte. |X|

FADO NO BARÃO PALACE

Realiza-se na noite de hoje, no restauranate Barão Palace, na cidade da Horta, uma noite de fados, antecedida de jantar

O repasto inicia-se pelas 19 horas, seguido da atuação dos fadistas faialenses Tânia Gonçalves e António Dias, acompanhados por Rute Duarte, na guitarra portuguesa; Isaac Silveira, na viola de fado e António Pimentel, no baixo. |X|

OFICINA DE GENEALOGIA NA BIBLIOTECA

Realiza-se na próxima semana na Biblioteca João José da Graça uma ação de formação denominada Genealogia sem Segredos sob a orientação de Francisco Queiroz

Aberta ao público, esta “oficina”, da iniciativa da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG), funcionará em dois grupos: o primeiro, de segunda-feira, 25 de outubro, a quinta-feira, 28 de outubro, das 18 às 20 horas e o segundo, da terça-feira, 26 de outubro, a quinta-feira, 28 de outubro, das 14 às 16h30.

“O principal objetivo desta formação é ajudar os participantes a fazerem pesquisa genealógica e/ou a história da sua família, sabendo por onde ir, por onde não ir, como ultrapassar os obstáculos, quando pedir ajuda e a quem”, lê-se numa nota informativa da BPARJJG.

Francisco Queiroz, doutorado em História da Arte pela Universidade do Porto, é o preletor da “oficina”. |X|

VER MAIS AQUI.

RALI DO FAIAL NA ESTRADA

O XI Rali do Faial inicia-se pelas 13 horas de hoje com nove pilotos na linha de partida

A competição, organizada peloa Clube Automóvel do Faial (CAF), é constituída por seis PEC (Prova Especial de Classificação), ou seja, três passagens pelos troços Caldeira/Cabouco Velho e Torrião/Canada Larga. |X|

COBARDIA!

Acompanhei, especialmente atento, como, talvez, uma parte substancial dos açorianos que se preocupam com a sua terra, a crise política gerada nos últimos dias a propósito das “agendas mobilizadoras” respeitantes à aplicação nos Açores do Plano de Recuperação e Resiliência (bazuca).

Acompanhei e quero continuar a acompanhar, pois presumo que a procissão, que já não vai no adro, não ficará por aqui.

Feitas as acusações e reconhecidos os erros; apresentadas as argumentações e contra-argumentações, não vou vou entrar no despique porque não disponho de informação suficiente para isso.

Interessa-me, no entanto, outra análise, de natureza política, porque, pela primeira vez, nem cedo, nem tarde, impende sobre o XIII Governo Regional dos Açores, cuja base de apoio é inédita na história da nossa autonomia e periclitante, uma autêntica espada de Dâmocles, verbalizada pelo deputado do (pequeno) PAN, Pedro Neves, no parlamento: “Não podem contar mais connosco!”

Como se explica que, perante um cenário político que se foi compondo nas últimas horas de forma clara e evidente, o presidente do governo, que se tornou um verdadeiro bombo da festa da opinião pública açoriana, se tenha, pura e simplesmente, eclipsado do debate parlamentar?

Como é que José Manuel Bolieiro vai sair desta? Era a pergunta que, provavelmente, milhares de açorianos fizeram até às 10 horas de hoje.

Os grandes estadistas não se revelam quando as coisas se apresentam de feição. Afirmam-se, principalmente, nos momentos de dificuldade.

Acusado, ao longo do último ano (e, até, anteriormente, por quem hoje lhe tributa vénias e ajuda a sustentar na liderança partidária e não só), de escassa capacidade de liderança, o presidente do PSD-Açores e presidente do governo, desaproveitou, de uma forma confrangedora, uma oportunidade de ouro para calar a censura e revelar a coragem política necessária para fazer acreditar que é capaz de levar a bom porto a missão que tem entre mãos.

Nem falo do vice-presidente do governo e presidente de um dos partidos que constitui um dos vértices da coligação governante (dizem que o mais perigoso, por não ter pejo em governar-se, se a oportunidade surgir). Artur Lima, confirmou, com a sua ausência, o indisfarçável oportunismo que, apesar de um escasso ano em funções, tem pautado a sua ação.

O que mais me custa, derivado da costela social-democrata que não consigo renegar, é ficar com a sensação de que, afinal, tudo isto continua a funcionar “à antiga”, com os mesmos métodos, a mesma fraqueza de espírito, a mesma falta de identificação com a realidade…

Continuam sem perceber quando é que a emenda é pior do que o soneto.

No plano local foi esta visão pequena, esta repetição de métodos arcaicos e desajustados, esta ilusão de querer tapar o sol com a peneira, como se o povo fosse ignorante, que me levou a afastar de um partido que, confirmo agora, é incapaz de reinventar-se e seguir em frente.

Repito o que já expressei dezenas de vezes: ganhar eleições não justifica tudo, muito menos “assaltar” ou querer manter o poder à custa de manobras, jogos de bastidores, favorecimentos, amiguismos, jeitos etc. (não me refiro só à bazuca, como é óbvio). Porém, quando se age por cobardia, não há remédio mesmo! |X|

ALMOXARIFE: UM CASO DE ESTUDO

O cientista Mário Rui Pinho, da Universidade dos Açores, sugeriu hoje, numa publicação no Facebook, que a “dinâmica sedimentar da Praia de Almoxarife”, que “é extraordinária”, merece “ser estudada”.

A imagem, da autoria do referido universitário, há muito ligado ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, trabalhando na Horta, mostra o areal da Praia do Almoxarife a cobrir parte da escaleira do pequeno porto ali existente, contrastando com o que é habitual presenciar-se, ou seja, uma zona com alguma profundidade onde os banhistas costumam mergulhar. |X|

ESCÂNDALO

Já ontem, através do Facebook, no decorrer da sessão de instalação da Assembleia Municipal da Horta (AMH) e tomada de posse da Câmara Municipal da Horta (CMH), em que participei, representando o Grupo de Cidadãos Eleitores SOMOS FAIAL, a convite da senhora presidente da AMH, tive oportunidade de desejar a todos os cidadãos eleitos um mandato profícuo a favor do Faial e dos seus habitantes, o que, agora, reitero.

A cerimónia decorreu com uma dignidade e elevação adequadas ao momento, para o que contribuiu, naturalmente, a equipa responsável pelo protocolo, renovada na totalidade. Cumpriu, assim, com nota máxima, o seu papel e primeiro desafio.

Para mim, não é de somenos importância realçar os aspectos formais numa ocasião como esta, já que se trata, em grande medida, de uma momento em que o ritual e a etiqueta se sobrepõem aos demais aspectos em presença.

Em mais de uma hora como assistente, não me fico, contudo, pela natureza cerimoniosa do ato, porque aí não se esgota a sua importância, até porque de um convidado não se deve esperar apenas o aplauso, penso eu…

Por isso, sem delonga, realço dois aspectos:

Depois de ter convocado uma conferência de imprensa para exaltar o legado que deixou, o anterior presidente da câmara disse que “sempre assumiu os seus compromissos, por isso não será agora que o vai deixar de fazer”. (vide Incentivo, 2021-10-11).

Embora tenha declarado que irá tomar assento no seu lugar de vereador, a verdade é que faltou à posse. Não ficou bem!

O discurso de posse do presidente da câmara ficou, para mim, muito aquém das expectativas. Foi uma cópia da campanha eleitoral, tirando umas citações poético-literárias.

Passado o tempo em que as regras do “marketing” político são mais apertadas, para atrair votação, era de esperar — melhor dizendo, esperava eu — uma intervenção com outra profundidade, isto é, ancorada no que foi a ideia-chave (não explicada) do programa eleitoral vencedor: uma visão de futuro para o Faial, devidamente planeada.

Ou seja, eu tinha a ilusão de que o presidente da câmara mais desejado pelos faialenses, depois de Renato Leal, fosse capaz de um golpe de asa no momento inaugural do seu mandato.

Em género de parêntesis e a propósito, faço uma comparação entre Carlos Ferreira e Renato Leal: ambos cumpriram o desígnio da mudança, baseados num grau de popularidade assinalável, mas sem correspondência programática.

O presidente da câmara que entrou em funções ontem tem a seu crédito pelo menos quatro anos para confirmar que eu estou enganado.

Parte substancial das propostas para o mandato em curso são da responsabilidade do governo regional. Resta saber se o governo regional as cumprirá e, mais do que isso, se a Câmara Municipal da Horta terá força suficiente para chamar o governo à razão.

Na campanha eleitoral chamei a atenção para o facto de o Faial precisar de um presidente de câmara e não de um delegado do governo, como aconteceu no consulado socialista.

Em tempos, escrevi, citando uma anedota atribuída Bocage, a propósito de um discurso do presidente João Fernando Castro, em que apresentou obras do governo em vez de obras da câmara para justificar a validade do voto nos socialistas, que “o peido que aquela senhora deu, não foi ela, fui eu”.

Escandalizei na altura. Espero não ter que escandalizar de novo. |x|

PORRA

Os dicionários dizem que esta palavra indica irritação, desagrado, impaciência, descontentamento.

A primeira vez que a pronunciei não foi antes de ir à tropa, pois tinha sido ensinado a não dizer “nomes feios”.

O convívio com o calão, que os militares “orgulhosamente” usam, levou-me a uma certa promiscuidade de linguagem, que depois procurei corrigir.

Mais tarde, no desporto, sobretudo no futebol, mesmo nas camadas mais jovens, vim a assistir ao uso escandaloso de termos obscenos, como se tratasse de uma forma de afirmação pessoal de quem os usa.

De há uns tempos para cá, com alguma surpresa, comecei notar, na comunicação social, a introdução da palavra que dá o título a este escrito.

Só hoje, dois jornalistas proeminentes, é certo que em espaços de opinião, a pronunciaram.

Talvez eu seja um “bota de elástico”, mas não me agrada nada uma certa perda de valores que tudo isto representa. |X|

CHUVA, TROVOADA E VENTO AMANHÃ

O arquipélago dos Açores vai ser fustigado novamente por chuva forte e trovoada

Até agora, quase a meados do mês, outubro tem sido um misto de dias veranis e invernosos. A previsão do tempo para as próximas horas confirma-o: precipitação por vezes forte acompanhada de trovoada.

Os três grupos de ilhas dos Açores estarão sob avisos laranja e amarelo.

Já ao fim da tarde de hoje, a partir das 18 horas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para chuva e trovoada no Grupo Central (aviso amarelo). Às três horas da madrugada de amanhã entrará em vigor um aviso laranja (precipitação forte, podendo ser acompanhada de trovoada) que se prolonga até ao meio-dia, altura a partir da qual e até às 15 horas o alerta passa a amarelo novamente.

Há também um aviso amarelo para vento sul e sudoeste, das 9 às 18 horas de amanhã, com rajadas até 90 km/h. |X|