INFORMAÇÃO, SOCIEDADE

CUMBRE VIEJA AFETA OS AÇORES

Até à próxima quinta-feira, dia 4 de novembro, o arquipélago dos Açores vai ser atingido por aerossóis sulfato resultantes da erupção vulcânica Cumbre Vieja, em curso nas ilhas Canárias

Imagem apresentada pelo IPMA sobre a deslocação dos aerossóis sulfato sobre os Açores

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na tarde de hoje que “de acordo com os resultados do modelo do Serviço de Monitorização Atmosférica do programa Copernicus, verifica-se uma intrusão de partículas de aerossol sulfato na região dos Açores”.

No Faial os ares continuam muito “fechados” e durante a tarde, após a dissipação de algumas nuvens, observava-se a sul da ilha um fenómeno com algumas semelhanças com o que ocorreu no fim de setembro, precisamente quando o nosso arquipélago foi afetado pelo fenómeno dos aerossóis sulfato oriundos do vulcão Cumbre Vieja, em erupção nas Canárias.

O que se verifica é uma espécie de neblina num tom macerado, não tão intensa como a bruma habitual das ilhas, que reduz a visibilidade à distância.

Os aerossóis sulfato resultam “da reação em fase líquida do dióxido de enxofre com a água, constituindo pequenas partículas líquidas, que servem de núcleos de condensação e podem ser transportadas pelo vento”, explica o IPMA no seu sítio da Internet. “Essas partículas – especifica – possuem também propriedades óticas que contribuem para uma maior dispersão da luz e, consequentemente, provocam uma redução da visibilidade”.

O IPMA diz que “com a região a ser afetada pela passagem de uma superfície frontal com ondulações e a previsão de ocorrência de precipitação, a atual massa de ar deverá ser substituída ao mesmo tempo que a remoção húmida do aerossol se verifica”, apontando para que a situação esteja resolvida a partir da madrugada de quinta-feira.

TEMPESTADE TROPICAL

Enquanto isto, está a evoluir no Atlântico Norte, a oeste dos Açores, a tempestade tropical Wanda, cuja possibilidade de afetar, diretamente, estas ilhas é baixa, se bem que a respetiva trajetória seja caracterizada, pelo Centro de Prevenção e Vigilância Meteorológica dos Açores do IPMA, por uma elevada incerteza.

Às 9 horas desta terça-feira a Wanda encontrava-se a uma distância de 1.285 quilómetros da região açoriana. Os ventos atingiam 110 km/h.

O IPMA avisa que, nos próximos dias, permanecerão “as condições para a ocorrência de chuva forte” nos Açores, em consequência de um sistema frontal quase estacionário instalado nas proximidades das ilhas.

Na imagem a previsão da deslocação da tempestade tropical Wanda pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA)

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