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MAIS UM ATROPELAMENTO MORTAL

Quatro dias depois da morte de um transeunte, por atropelamento, junto ao hipermercado Continente, ao início da noite de ontem, quinta-feira, a tragédia repetiu-se com o mesmo desfecho, na estrada da Espalamaca, a norte do parque da Alagoa

Por volta das 20 horas da quinta-feira, 11 de novembro, um indivíduo do sexo masculino, residente, mas não natural da ilha do Faial, com 62 anos de idade, foi atropelado mortalmente junto à antiga moradia de Mário Couto da Silva, já falecido, popularmente conhecida por “casa do Titon”, na estrada que liga o topo norte da avenida marginal ao monumento de Nossa Senhora da Conceição, na Espalamaca.

A população do Faial viveu consternada nos últimos dias por causa do primeiro atropelamento, ocorrido no domingo, situação raríssima nesta ilha, mas que ontem, inesperadamente, se repetiu.

Normalmente associado a folias, o Dia de São Martinho, neste ano de 2021, será, contudo, recordado como aziago para os faialenses, pois registaram-se no Faial quatro falecimentos.

A manhã de ontem foi abalada pela notícia inesperada quanto a morte de Mário Serpa (filho), que hoje completaria 58 anos de idade. Após doença prolongada pereceram também, a 11 de novembro de 2021, Francisco Ilídio Correia, antigo funcionário do Banco Português do Atlântico (BPA) e o advogado Mário Melo.

Funcionário do Serviço de Desporto do Faial e desportista, tendo-se destacado no voleibol, Mário do Rosário Serpa era também um ativo dirigente sindical e membro do Partido Comunista Português. Será recordado como uma figura alegre, que espalhava boa disposição nos ambientes que frequentava.

Francisco Ilídio Correia, para além da profissão de bancário, que exerceu com assinalável mérito, deixou a sua marca pessoal no Futebol Clube dos Flamengos, nomeadamente como presidente desta coletividade desportiva. Também foi, durante muito tempo, um apreciado colaborador da Salsicharia Lisbonense, à Rua Serpa Pinto.

Mário Melo, o mais antigo causídico do Faial, fez escola na barra dos tribunais, especialmente na Comarca da Horta. Foi um advogado que se notabilizou pela forma cordata como desempenhou a profissão, sendo-lhe reconhecida larga competência pelos seus pares. Desenhava muito bem, mas nunca fez alarido desse dom.

Enquanto isto, o corpo de Lurdes Teixeira de Freitas, após as exéquias fúnebres que ontem tiveram lugar na igreja de Nossa Senhora das Angústias, será cremado na ilha Terceira, após o que as cinzas voltarão ao Faial. As circunstâncias da sua morte por atropelamento provocaram uma onda de pesar por toda ilha, pois tratava-se de uma pessoa que gozava de geral simpatia, além de ser uma profissional, da área da restauração, de grande prestígio. |X|

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