Nunca fui de me esmerar na vestimenta. Desde que andasse limpo, a etiqueta era secundária. Um dia, ao desvalorizar um conselho para me aperaltar, alguém me disse: em certas ocasiões, devemos vestir-nos bem, não por vaidade, mas por consideração para com o anfitrião. Gravei este ensinamento. E pensei, por exemplo, nos nossos avós, que usavam o “fato do domingo” em ocasiões especiais, por exemplo, para ir à missa, em sinal de respeito a Deus, em quem acreditavam. Hoje, só tenho um fato e gravata, reservados, precisamente, para quando surge um momento único.

Os leitores deste texto lembrar-se-ão de uma chegada do primeiro-ministro António Costa a Luanda, de calças de ganga. Agora, vejo no Twitter Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro da Cultura português em calções numa avenida brasileira.

Como o comum dos cidadãos, ambos têm todo o direito de fazer uma vida normal, quando as circunstâncias são de normalidade. Não é o caso de uma visita de Estado. Mas toda a gente acha graça. Eu não! |X|

RUBRICA \ EM CIMA DO JOELHO – Reação, de forma repentina, a qualquer ocorrência digna de atenção.

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