MARCHA DA SEMANA DO MAR JÁ TEM VOZ

RESUMO DA EDIÇÃO DE TERÇA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 2022

— CAROLINA DIAS, JOSÉ MARIA SILVA E VICTOR RUI DORES DÃO VIDA À MARCHA DA SEMANA DO MAR 2022

— CONSELHEIRO DA DIÁSPORA ACREDITA NO INCREMENTO DAS RELAÇÕES ENTRE A HORTA E NEW BEDFORD

— SIMONE MARTINS E PAULO NÓBREGA ENCONTRAM-SE COM PEIXE RARO

— FUTEBOL DE 7 DURANTE DUAS SEMANAS COM MAIS DE UMA CENTENA DE JOGADORES

— GONÇALO TOCHA QUER FUTEBOL DE REGRESSO AO CAPELO E PRAIA DO NORTE

Carolina Dias interpreta a Marcha da Semana do Mar 2022

A gravação do “videoclip” decorreu nos últimos dias, com a Marina da Horta como um dos cenários, como é habitual e natural.

É sempre uma das novidades mais aguardadas do programa da Semana do Mar. A Marcha deste ano viverá do rosto e da voz de Carolina Dias [na fotografia, com direitos reservados], funchalense a residir na Horta, que também é a voz feminina da Orquestra Ligeira da Câmara Municipal da Horta. A música brota da inspiração virtuosa do maestro José Maria da Silva, enquanto a letra escorre da pena do multifacetado professor Victor Rui Dores.

Amanhã, no Parque da Alagoa, pelas 11 horas, a Câmara Municipal da Horta apresenta, em conferência de imprensa, o programa da Semana do Mar 2022 [ + AQUI ], que, se 1975 for considerado o ano inaugural destas que são as maiores festas do Faial, das maiores dos Açores e pioneiras das festas de verão deste tipo no arquipélago, atingirá a 45.ª edição. |X|

Rui Baptista espera reativação do relacionamento da Horta com New Bedford

2022 é o ano do 50.º aniversário da geminação das cidades de New Bedford e da Horta. A efeméride passaria despercebida não fora a notícia do Tribuna das Ilhas, que despertou o inQuieto para o assunto, ao qual nos referimos na nossa edição número 5, publicada a 1 de julho passado [ + AQUI ].

A altura é propícia a balanço, visto que se atingiu meio século deste relacionamento. Não se sabe se ainda alguém tomará a iniciativa de fazê-lo. De qualquer maneira, o inQuieto abordou o conselheiro da Diáspora Açoriana [ + AQUI ] eleito pelo Estado de Massachusetts, o faialense Rui Baptista, sobre a importância da geminação.

«Na passagem de 50 anos da geminação entre as cidades de New Bedford, na Costa Leste dos Estados Unidos e a cidade da Horta, gostaria de manifestar o meu agrado pelo acontecimento. No entanto, acho que as relações entre estes dois municípios ao longo dos anos se tem perdido um pouco, o que é mau para ambos, mas especialmente para a nossa a Horta, por vários motivos: culturais, turísticos, académicos e até empresariais. Sei que da parte do Município da Horta há uma grande vontade de reativar essa relação o que espero que efetivamente aconteça. Não é por acaso que uma das grandes concentrações de faialenses nos Estados Unidos da América é na cidade baleeira de New Bedford», declarou o conselheiro Rui Baptista [na fotografia, com direitos reservados]. |X|

Peixe raro nos Açores “de visita” ao Faial

A enfermeira Simone Martins e o “web developer” Paulo Nóbrega, que estão ligados a atividades marítimas, nomeadamente mergulho, avistaram em dois dias consecutivos, segunda-feira, 4 e terça-feira, 5 de julho, um tarpão (em inglês «tarpon»), espécie de peixe rara por estas bandas. O avistamento ocorreu junto à costa do Pasteleiro e Paulo Nóbrega registou o momento, fotografando o animal ao perto, a “meia água” (dois a três metros de profundidade), no segundo dia deste encontro. |X|

Simone Martins testemunhou o sucedido no Facebook: «Num mergulho aqui no nosso “quintal” tivemos um encontro com um “Tarpon”! Fiquei mesmo impressionada e deixou-nos acompanhá-lo ainda durante um tempinho. É um peixe gigantesco! Tinha, sem dúvida, mais de metro e meio. Impressionante! Julgo que é um avistamento muito raro aqui pelos Açores». A mergulhadora, falando ao inQuieto, acrescentou que quando viu o peixe, «mesmo» ao seu lado «de repente parecia uma tainha gigante ou uma anchova». E explicou: «Depois percebemos pelas barbatanas e pela forma da cabeça e da boca que era um Tarpon». |X|

DESPORTO

Torneio António Teixeira arranca hoje no Estádio da Alagoa

Mais de uma centena de atletas participa, durante duas semanas, no Torneiro Futebol 7 António Teixeira 2022, organizado no Estádio da Alagoa pelo Fayal Sport Club.

A competição tem início hoje, realizam-se cinco partidas por jornada (dia), às terças, quintas-feiras e sábados, pelas 18h30, 19h00, 19h30, 20h00 e 20h30.

Tomam parte onze equipas: Alvinegros, Os mata leão, Bar de Munique, Valete 7, Futebolada street, Martelos FC, Horta Galaxy, Os albicastrenses, Lagoa street, F. Pacheco congelados e Os atrasados.

A competição, que já se realizou em anos anteriores, é uma homenagem ao falecido sócio do Fayal Sport Club António Teixeira “Preto”, que gozava de grande popularidade entre dirigentes, atletas e a massa associativa “verde”. |X|

Tocha, após festa do União Vulcânico, deseja recuperar futebol no Capelo e Praia do Norte

Com a presença de representantes da Fundação Pauleta e do próprio Pauleta o campo de futebol do União Vulcânico Futebol Clube (UVFC), no Parque Florestal do Capelo, ganhou vida novamente, numa tarde desportiva (9 de julho) [na fotografia, de José Macedo], cujo realce vai para um encontro de futebol, na categoria de infantis, entre uma equipa formada por jogadores do Capelo e da Praia do Norte e a equipa de infantis do grupo Desportivo Cedrense.

Seguiu-se uma partida entre antigos jogadores do UVFC e um conjunto da Fundação Pauleta, onde, como é óbvio, pontificou o antigo internacional português. A festa teve outros atrativos, nomeadamente animação musical e o relato das partidas por três nomes consagrados da rádio faialense: João Ávila, Luís Prieto e Hildeberto Silva.

A iniciativa, liderada por Gonçalo Tocha, foi de «um grupo de cidadãos das freguesias do Capelo e da Praia do Norte» que se juntou «para organizar um festa de celebração do clube de futebol União Vulcânico, clube que já extinguiu a sua actividade, mas que desempenhou um papel social e desportivo aglutinador das comunidades desta ponta da ilha, unindo as duas freguesias do Capelo e Praia do Norte, de 1990 a 2006», lê-se num texto publicado no Facebook.

Gonçalo Tocha, na mesma rede social, manifestou o desejo, após a festa, «que seja possível formar equipas de formação entre as duas freguesia». |X|

HÁ 24 ANOS

TERRAMOTO NO FAIAL

No sábado, 9 de julho de 2022, ocorreu mais um aniversário do terramoto de 9 de julho de 1998, registado às 5h19 e que atingiu a ilha do Faial de forma devastadora, bem como a ilha do Pico. |X|

METEOROLHÓMETRO

Os incrédulos num verão “à maneira” tiveram que meter a viola no saco, pois o mês de julho, até agora, está a portar-se muito bem, principalmente nos últimos dias. O Pico saúda os imensos turistas que andam por aí, revelando-se na sua inigualável beleza; a Caldeira toma banhos de sol e até a agora malfadada praia de Porto Pim voltou a ser melhor piscina natural do mundo, pois o grande “operário” da sua limpeza chama-se vento norte, que, porém, só trabalha quando quer! |X|

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EDIÇÃO NÚMERO 7 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

Noite Branca e TVI inebriam faialenses. Saudades do “Fourth July”.

RESUMO DA EDIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JULHO DE 2022

— Faial vive fim de semana de sonho, com troca de beijinhos mediáticos

— PS do Faial representado no Secretariado Regional

— “Fourth July” do Sporting começou há 83 anos

— Bom tempo com vento fraquinho e aguaceiros

— O “animal político” açoriano perdeu a ferocidade

Um beijinho entre Ferreiras

Não se esperava que o programa do 189.º do aniversário da elevação da Horta de vila a cidade, que encerra nesta segunda-feira com a sessão solene comemorativa no salão nobre do Município, às 18h30 e com um concerto, na marina, pela Orquestra de Música Ligeira da Câmara Municipal da Horta, às 21h30, fosse um teste ao desempenho da vereação, cerca de nove meses depois da respetiva eleição. No entanto, a equipa autárquica liderada pelo presidente Carlos Ferreira elevou a fasquia a uma altura muito exigente e conseguiu ultrapassá-la com sucesso, quiçá tocando-lhe apenas com os calcanhares, o que não foi suficiente para o derrube da barra.

No “barómetro” das redes sociais a inédita no Faial Noite Branca, cujo ponto alto aconteceu no concerto do Largo do Infante na noite do sábado, 2 de julho, com muita calor e emoção, contou com uma generalizada aprovação e congratulação dos “facebookianos”, o mesmo acontecendo com o programa da TVI Somos Portugal, que durante a tarde deste domingo projetou a imagem da baía da Horta na emissão nacional daquele canal televisivo, acompanhada de intervenções de divulgação da realidade local. Mais uma vez os faialenses marcaram presença em número significativo em plena Marina da Horta.

O presidente da Câmara Municipal da Horta recebeu um significativo presente da mediática Cristina Ferreira que, encenando um momento inesperado para a senhora, chamou a mãe do seu homónimo Carlos, enquanto o entrevistava, para o beijinho da praxe. Quem conhece de perto o político e autarca ou acompanha as suas publicações na montra do Facebook diria que aqueles breves minutos foram obtidos a pedido.

A verdade é que o Faial, salvas as exceções que sempre existem e não deixaram de ser expressas, viveu um fim de semana de sonho, que conduz à conclusão de que “os faialenses estão animados” [ + AQUI. ]

Faialenses Lúcio Rodrigues e Tiago Branco na direção regional do PS

O ex-deputado regional eleito pelo Círculo Eleitoral do Faial Lúcio Rodrigues e Tiago Branco, que presentemente se encontra no parlamento exercendo as mesmas funções também por esta ilha, foram eleitos para o Secretariado Regional do PS-Açores, neste fim de semana, durante uma reunião no Porto Judeu, na ilha Terceira, da Comissão Regional, principal órgão do Partido entre os Congressos, na sequência da última reunião magna socialista realizada em maio na Horta. O Secretariado é composto por 22 elementos. Rodrigues e Branco fazem parte, igualmente, do Secretariado da Ilha do Faial. |X|

HÁ 83 ANOS

“FOURTH JULY” COMEÇOU COM FESTA PARA OS CABOTELEGRAFISTAS NORTE-AMERICANOS

Uma investigação do fotógrafo faialense José Manuel Medina Garcia, que prepara uma publicação sobre os primeiros 50 anos do Sporting Clube da Horta, cujo centenário ocorre no próximo ano, atribui a provável origem do famoso “Fourth July”, desaparecido em finais do século passado, a uma festa dedicada aos trabalhadores da companhia de cabos submarinos Western Union no Faial. Por sua vez, José António Martins Goulart, ex-presidente dos “encarnados” da Rua Eduardo Bulcão, considera o evento «a mais participada festa profana do Faial [que] enraizou-se, adquirindo o estatuto de relevante tradição sociocultural da cidade da Horta» a meados do século XX. + AQUI. |X|

METEOROLOGIA

O anticiclone dos Açores está forte e bem posicionado sobre o arquipélago afugentando arreliadores sistemas frontais que trazem instabilidade meteorológica. Antigamente o mês de julho era seguro quanto ao bom tempo, dizendo-se que quem queria subir o Pico devia fazê-lo nesta altura pois havia quase a certeza de poder desfrutar de vistas largas, sem nuvens a tapar o esplêndido nascer do sol que de lá se admira. Mas, com as alterações climáticas que já ninguém pode negar nunca se sabe o que vem a caminho. Talvez por isso, os primeiros dias da nova semana se caracterizem por tempo bom, vento insignificante de noroeste a nordeste, existindo, no entanto, uma leve ameaça de aguaceiros. |X|

DITO E CONTRADITO

«Montenegro é uma espécie de heterónimo político de Passos Coelho.» (Carlos César, Açoriano Oriental) // O “animal político” açoriano, desta vez, perdeu a ferocidade! Passos Coelho, contra tudo e contra todos, ganhou eleições. Curiosamente, o “amigo” António Costa quando dispõe de maioria absoluta, desbarata todo o capital político que acumulou em três escassos meses. |X|

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EDIÇÃO NÚMERO 6 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

Homenagens no dia da cidade, Porto Pim em obras e em jogos, bom tempo veio com julho

RESUMO DA EDIÇÃO DE SEXTA-FEIRA, 1 DE JULHO DE 2022

— HOMENAGENS NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE

— PORTO PIM VAI ENTRAR EM OBRAS

— UMA DEZENA DE DESPORTIVOS EM AÇÃO NO FIM DE SEMANA

— HORTA E NEW BEDFORD GEMINARAM-SE HÁ 50 ANOS

— TEMPO BOM NO FIM DE SEMANA E NÃO SÓ

Homenagens no 189.º aniversário da elevação da Horta a cidade

O jornal Incentivo revela na sua edição desta sexta-feira, 1 de julho, os nomes das instituições, personalidades e funcionários municipais que serão distinguidos pela Município da Horta, com diversos galardões, na sessão solene comemorativa do 189.º aniversário da elevação da vila da Horta a cidade. A cerimónia decorrerá nos paços do Concelho, a partir das 18h30.

A Medalha de Honra do Município será atribuída ao Hospital da Horta; à Unidade de Saúde da Ilha do Faial e à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial por causa dos serviços prestados durante a pandemia de COVID-19.

A Medalha de Mérito Municipal Dourada será imposta ao Faialense Sport Club, de Cambridge, pelos seus 50 anos; à Sociedade Filarmónica União Faialense, pelos seus 125 anos e ao Clube Naval da Horta, pelos seus 75 anos.

Receberão a mesma medalha Maria da Conceição Rodrigues de Freitas Dias Bettencourt, que foi diretora técnica da Farmácia Lecoq e do Laboratório de Análises Clínicas que fundou, com o seu nome, a título póstumo; Manuel Norberto Garcia de Oliveira, que dirigiu o Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial, foi chefe de gabinete na Secretaria Regional no mesmo sector e teve importante papel na dinamização de grupos musicais, a título póstumo; José Garcia Lobão, que presidiu à Junta de Freguesia dos Flamengos, a título póstumo e João Carlos Tomé Cardoso, que é o nome mais proeminente do ciclismo faialense.

A Medalha de Mérito Municipal Prateada distinguirá o grupo musical Margens, pelos seus 25 anos; a Associação de Antigos Alunos do Liceu da Horta, pelos seus 25 anos e a Associação de Voluntários do Hospital da Horta.

Quinze funcionários do Município também serão alvo de homenagem, dos quais sete através da atribuição da Medalha de Bons Serviços Municipais Dourada, por 30 anos de serviço e oito através da Medalha de Bons Serviços Municipais Prateada, por 20 anos de serviço. |X|

Obras em Porto Pim postas a concurso

«A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas informa que foi já publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores o anúncio para o procedimento de contratação da Empreitada de recuperação dos estragos provocados pelo furacão Lorenzo no complexo ambiental de Porto Pim. O objeto do contrato contempla, sucintamente, a execução de obras de recuperação no complexo ambiental de Porto Pim, nomeadamente, pavimentação de acesso entre o estacionamento e o passadiço na praia de Porto Pim; passadiço de acesso ao areal e aos balneários da praia de Porto Pim; remodelação integral dos balneários de Porto Pim; e reparações no edifício do aquário e envolvente.»

Este é o teor de uma nota informativa do gabinete de comunicação do Governo Regional dos Açores, divulgada no dia 28 de junho, no mesmo dia em que o inQuieto se referiu a um “post” no Facebook, de Dejalme Vargas, que dizia que o Aquário de Porto Pim estava fechado há 1.000 dias.

A empreitada foi posta a concurso por 900 mil euros, com um prazo de execução de nove meses. |X|

DESPORTO

Jogos de Pim estreiam-se com 10 modalidades

Realizam-se no fim de semana, sábado, 2 e domingo, 3 de julho, com início às 10h30 e 15h30 de cada dia, na zona de porto Pim e monte da Guia, os primeiros Jogos de Pim, promovidos pelo Serviço de Desporto da Ilha do Faial (SDIF), nas modalidades de andebol, basquetebol, canoagem, ciclismo, futebol, karaté, natação, dança, ténis e voleibol, com participantes de vários escalões masculinos e femininos.

A iniciativa envolve parcerias com a Associação de Andebol da Ilha do Faial, a Associação de Basquetebol das Ilhas do Faial e Pico, o Clube Naval da Horta, a delegação do Faial da Associação de Ciclismo dos Açores, a Associação Desportiva e Cultural Ribeirinha Ativa, a Associação de Futebol da Horta, o Clube de Karaté Do Shotokan da Horta, o Clube Desportivo Escolar da Horta, o Clube de Ténis do Faial ténis e a Associação de Desportos da Ilha do Faial.

Uma nota do SDIF refere que o propósito dos Jogos de Pim é «garantir que a maior parte das modalidades que são desenvolvidas na ilha, e que possam ser desenvolvidas naquele local ou nos seus arredores, tenham a oportunidade de ser parceiras do evento e divulgar os seus projetos através da dinamização de variantes simplificadas das suas modalidades, abertas aos praticantes das diferentes modalidades e, se possível, aos demais interessados em participar». |X|

HÁ 50 ANOS

HORTA E NEW BEDFORD GEMINARAM-SE

No ano de 1972 as cidades norte-americana de New Bedford e a portuguesa e açoriana da Horta acordaram a sua geminação. A Câmara Municipal de New Bedford, a 13 de abril, «aprovou uma resolução que estabelecia a cidade da Horta como sua cidade-irmã», escreve o jornal Tribuna das Ilhas na sua edição desta sexta-feira, 1 de julho. «A 3 de maio foi a vez da Câmara Municipal da Horta consagrar a geminação e proclamar New Bedford cidade-irmã da Horta», acrescenta o semanário faialense. E prossegue: «A 4 de julho, numa histórica sessão, que contou a presença de uma numerosa delegação da cidade de New Bedford, foi confirmada de forma pública a geminação».

A aproximação destas duas cidades funda-se na atividade baleeira do século XIX e aprofundou-se, depois, em resultado da emigração provocada pelo Vulcão dos Capelinhos, que o mayor Michael Lawrence destaca num artigo publicado na edição já citada do “Tribuna”. Por seu turno, Carlos Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Horta, num texto no mesmo jornal, perspetiva «a captação de investimento e de contributo para a economia do Faial» em consequência das relações resultantes deste eixo criado entre os Açores e a costa leste dos Estados Unidos, zona de implantação de New Bedford, onde a presença açoriana continua marcante.

É pena que, à passagem de meio século de geminação, a comemoração desta decisão política que, pelo menos em teoria, aproximou as duas comunidades em causa, não tenha tido lugar de algum relevo na programação oficial do “dia da cidade” e, mais do que isso, não se tenha pensado em algo de concreto que a materializasse. Valeu o Tribuna das Ilhas que não se esqueceu do assunto. De palavras bonitas e enunciações pomposas, tal como o Inferno de boas intenções, também os discursos de circunstância estão cheios. |X|

METEOROLOGIA

O mês de julho está a preceito. Beneficiando da visita do nosso desejado Anticiclone dos Açores podemos contar com bom tempo para os próximos dias, para além do fim de semana. Com vento fraco, do quadrante norte e leste, que alivia a humidade, teremos uns dias agradáveis, apenas levemente perturbados por algumas nuvens e prováveis aguaceiros que, com a temperatura a atingir 24 graus, não fazem tortura. |X|

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EDIÇÃO NÚMERO 5 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

AQUÁRIO FECHADO, PORTO (RE)DISCUTIDO, BOTES EM PROVA

RESUMO DA EDIÇÃO DE 28 DE JUNHO DE 2022:

— “PROJETO RUI TERRA” NA MENTE DO PSD?

— AQUÁRIO DE PORTO PIM FECHADO

— BOTE DA FETEIRA VENCE EM CASTELO BRANCO

— IATE ENCALHOU HÁ 10 ANOS

— 13.º ANIVERSÁRIO DE JOSÉ HENRIQUE SILVA E FILHOS

“Projeto Rui Terra” na mente do PSD?

Uma moção apresentada na Assembleia Municipal da Horta fala da obra «fora» do Porto da Horta «e nunca no seu interior». Será que alguém está a pensar na ideia do atual presidente da Portos dos Açores de fazer mais uma doca? A imagem em destaque mostra a configuração atual da baía.

A Assembleia Municipal da Horta reuniu-se na passada quarta-feira, dia 22 de junho, no Salão Nobre dos paços do Concelho e o assunto das obras do Porto da Horta voltou à baila através de uma moção que o Grupo Municipal do PSD apresentou e que foi aprovada, com a abstenção do PS, que tem 16 deputados municipais, dos quais 6 são presidentes de Junta de Freguesia. Votaram a favor, além do PSD (14 deputados, dos quais 7 são presidentes de Junta), o CDS (3), a CDU (1) e o PPM (1). A unanimidade poderia ter sido obtida. Não o foi, porquê? Porque o PS não se reviu na linguagem do documento. Este é um conflito permanente na Assembleia Municipal, que qualquer dos dois partidos mais representados não cuida de ultrapassar; ou seja, utilizam este tipo de iniciativa política para agredirem o respetivo adversário e dão cabo do consenso. Parece que não há remédio!

Quanto à moção em si ela propõe que a Assembleia Municipal promova uma sessão, pública, como aconteceu no mandato anterior, para ouvir o presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores, SA, comandante Rui Terra; o projetista, engenheiro Morim de Oliveira e os técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que elaboraram o Relatório Preliminar dos Estudos da Obra Marítima do Porto da Horta.

Esta “obra de Santa Engrácia”, em que se transformou a 2.ª fase do reordenamento do Porto da Horta (a 1.ª fase foi a construção do Terminal Marítimo e o cais a norte, que a ironia popular classifica depreciativamente como “Portas da Ribeira”, em oposição às Portas do Mar de Ponta Delgada) e cujo prazo parece ser o “Dia de São Nunca à tarde”, continua a dar motivos aos deputados municipais para se entreterem.

Na verdade, pouco, para não dizer nada, se ficou a saber, depois da reunião da Assembleia Municipal, sobre o que irá acontecer ao Porto da Horta, visto que a moção solicita à Portos dos Açores, precisamente, a remessa do Relatório Preliminar e do Relatório Final dos Estudos da Obra Marítima do Porto da Horta, presume-se, para tomada de conhecimento.

É certo que não é a este órgão autárquico que compete resolver o assunto, antes contribuir, com os mecanismos à sua disposição, para que se solucionem as questões, nomeadamente através da pressão política. Porém, não deixa de ser cansativo todo o arrastar do processo, em que as palavras suplantam os atos, mesmo perante gritantes e flagrantes, ainda que indiretos, apelos à necessidade urgente de resolver as coisas, como seja, por exemplo, a baía da Horta transbordante de iates, tal qual se viu nas últimas semanas.

A moção em causa levanta, de qualquer modo, um pouco do véu desta problemática. Da sua leitura, que o jornal Incentivo fez na sua edição de 27 de junho passado, conclui-se que os deputados municipais sociais-democratas, mesmo sem disporem do documento, sabem que Relatório Preliminar dos Estudos da Obra Marítima do Porto da Horta indica que as obras anteriormente projetadas para a baía «não produz os efeitos apregoados e pelo contrário revela efeitos secundários, especialmente no cais comercial, em consequência da redução da zona alagada, algo que já se sabia ser desaconselhado em bacias de reduzidas dimensões como a nossa». Será por este motivo que o PSD defende, na moção aprovada, uma intervenção «fora do porto e nunca no seu interior».

Vistas as coisas pela perspetiva de um leigo na matéria, que é o caso do inQuieto, temos aqui pano para mangas. O cais norte do nosso porto é pequeno porque o celebérrimo secretário regional da Economia Duarte Ponte disse “ou isto, ou nada”. Agora, quem é que acredita que o nada se vai transformar numa terceira doca ou quebra-mar por fora dos dois cais que já temos?

Ao dizer que se deve fazer alguma coisa «fora do porto e nunca no seu interior» o PSD do Faial estará a propor um projeto parecido com o que o atual presidente da Portos dos Açores, ainda antes de sê-lo, apresentou enquanto cidadão faialense? [na fotografia, do Tribuna das Ilhas]

O aquário de Porto Pim está fechado há 1.000 dias!

O alerta foi feito numa publicação no Facebook, na noite desta terça-feira, pelo vigilante da natureza e cidadão faialense muito atento ao desenrolar da vida comunitária Dejalme Vargas. Usando a arma da ironia, Dejalme Vargas escreveu que se procura arquiteto ou engenheiro que possa ajudar a resolver o problema, lembrando que o muro ali caído tem 20 metros. Apenas, dizemos nós. Questionado pelo inQuieto, Dejalme Vargas afirmou que «o aquário está a trabalhar, só que não o abrem e não reconstroem o muro que em nada prejudica o acesso». Recorde-se que a destruição do muro foi provocada pelo furacão Lorenzo, a 2 de outubro de 2019, isto é, há 1.000 dias. |X|

DESPORTO

Bote baleeiro Senhora da Guia vence regata da freguesia de Castelo Branco

O bote baleeiro Senhora da Guia, da Junta de Freguesia da Feteira, foi o vencedor da regata de Castelo Branco, integrada nos festejos de São Pedro naquela freguesia e realizada no sábado, 25 de junho, fora da costa albicastrense, como se vê na fotografia.

Participaram oito concorrentes, classificados pela seguinte ordem:

1.ºSENHORA DA GUIAJUNTA DE FREGUESIA DA FETEIRA
2.ºSENHORA DO SOCORROJUNTA DE FREGUESIA DO SALÃO
3.ºSENHORA DAS ANGÚSTIASJUNTA DE FREGUESIA DAS ANGÚSTIAS
4.ºMARIA DA CONCEIÇÃOCLUBE NAVAL DA HORTA
5.ºCAPELINHOSJUNTA DE FREGUESIA DO CAPELO
6.ºCLAUDINACLUBE NAVAL DA HORTA
7.ºSENHORA DE FÁTIMAJUNTA DE FREGUESIA DE C. BRANCO
8.ºSÃO JOSÉJUNTA DE FREGUESIA DO CAPELO

Também se realizou, na baía da Horta, integrada, do mesmo modo, no programa festivo de Castelo Branco, uma regata com dois botes baleeiros a remo. Na disputa entre entre o Senhora Guia (Feteira) e o Senhora de Fátima (Castelo Branco) chegou primeiro a embarcação da autarquia feteirense.

Entretanto, a 18 de junho, foi inaugurada a época das regatas de botes baleeiros no Faial com a regata de Nossa Senhora das Angústias, cuja classificação foi a seguinte:

1.ºCAPELINHOSJUNTA DE FREGUESIA DO CAPELO
2.ºSENHORA DAS ANGÚSTIASJUNTA DE FREGUESIA DAS ANGÚSTIAS
3.ºMARIA DA CONCEIÇÃOCLUBE NAVAL DA HORTA
4.ºSENHORA DE FÁTIMAJUNTA DE FREGUESIA DE CASTELO BRANCO
5.ºSENHORA DO SOCORROJUNTA DE FREGUESIA DO SALÃO
6.ºSENHORA DA GUIAJUNTA DE FREGUESIA DA FETEIRA
7.ºCLAUDINACLUBE NAVAL DA HORTA
8.ºSÃO JOSÉJUNTA DE FREGUESIA DO CAPELO

O calendário das regatas de botes baleeiros para 2022 é o seguinte:

N.ºNOMEDATALOCAL
1NOSSA SENHORA DAS ANGÚSTIAS2022-05-28BAÍA DE PORTO PIM / PASTELEIRO
2CASTELO BRANCO2022-06-25COSTA DE C. BRANCO / CANAL
3NOSSA SENHORA DO SOCORRO2022-07-09PORTO DO SALÃO / CANAL
4REGATA DE SANTANA (PORTO DO COMPRIDO)2022-07-16PORTO DO COMPRIDO
5CASA DO PESSOAL DA RTP2022-08-13CANAL
6NOSSA SENHORA DE LURDES2022-08-20COSTA DA FETEIRA / CANAL
7VARADOURO2022-09-03VARADOURO
8REGATA INTERNACIONAL2022-09-09 A 11HORTA / CALHETA (PICO)
9ANIVERSÁRIO DO CLUBE NAVAL DA HORTA2022-10-01CANAL

HÁ 10 ANOS | IATE ENCALHOU À ENTRADA DE PORTO PIM

Comentou-se, na altura, que o acidente ocorreu durante “uma soneca” dos tripulantes. Certo é que o pequeno veleiro, de 12 metros de comprimento, [na fotografia, de Raul Dutra Goulart] não se fez rogado e foi para cima dos baixios à entrada da baía de Porto Pim, próximo do “torreão”, que completa o friso de casario junto à rotunda do Pasteleiro. Tudo aconteceu na noite de São João, por volta da meia-noite e teve honras de notícia no portal da Internet do Diário de Notícias. O jornal relatou que o casal de tripulantes deste “aventureiro” apresentava sinais de hipotermia quando foi auxiliado por elementos do Instituto de Socorros a Náufragos e do corpo de bombeiros faialenses. No Hospital da Horta o marinheiro e a marinheira foram mandados embora, pois o seu estado de saúde não inspirava cuidados. O jornal atribuiu às «más condições climatéricas», com «nevoeiro intenso e mar alteroso» as causas do sucedido, contrariando a versão popular do cochilo. |X|

HÁ 13 ANOS | FUNDAÇÃO DA EMPRESA JOSÉ HENRIQUE SILVA E FILHOS, LDA

A empresa José Henrique Silva e Filhos, Lda assinalou nesta terça-feira, 28 de junho de 2022, a passagem do seu 13.º aniversário. Fundada em 2009, é conhecida pelo seu grande armazém situado no lugar do Chão Frio, freguesia da Praia do Almoxarife, onde comercializa mobiliário, entre outros equipamentos. A figura tutelar desta sociedade comercial é o empresário José Henrique, cujo negócio prosperou nas muito conhecidas instalações do Caminho do Meio, naquela freguesia. José Henrique Silva e Filhos, Lda escolheu uma forma curiosa de celebrar a data festiva fazendo descontos de 13% em todos os artigos. |X|

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EDIÇÃO NÚMERO 4 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

Faialenses convidados a vestirem-se de branco

A LER NESTA EDIÇÃO DE DOMINGO, 26 DE JUNHO DE 2022

■ «Alma da maresia» invade a cidade da Horta

■ Visita habitual do navio do Ifremer

■ São Pedro valeu-nos

«Alma da maresia» invade a cidade da Horta

A Horta foi surpreendida neste domingo com a colocação, pela cidade, de adereços da «Noite branca» [fotografias de Ana Margarida Lemos], que vai decorrer, no próximo sábado, dia 2 de julho, sob a denominação «Horta White Experience». A iniciativa integra-se no programa [ + AQUI ] comemorativo do 189.º aniversário da elevação da Horta de vila a cidade.

Os faialenses são convidados a vestirem-se «de branco” e sentirem «a alma da maresia», conforme é dito no cartaz que divulga as diversas atividades da comemoração levada a cabo pela Câmara Municipal da Horta.

Vários motivos, alusivos ao mar, representando peixes, baleias, golfinhos, estrelas do mar, cavalos-marinhos, etc, já se encontram a decorar edifícios de diversas zonas da cidade, entre a Praça da República e o terraço do novo edifício que alberga a empresas marítimo-turísticas, no porto, que serão o palco da festa.

Para já o impacto visual é notório, despertando, naturalmente, a curiosidade dos transeuntes e servindo de chamariz para este acontecimento inédito no Faial. O Município reforça, assim, a dinâmica recreativa em que se tem empenhado e que agora, com a chegada do verão, tem campo propício para se desenvolver. |X|

Visita habitual do navio do Ifremer

Encontra-se, de novo, atracado no Porto da Horta o navio oceanográfico do Ifremer, instituto francês de ciência e tecnologia marinha. Embarcação de grande porte, se comparada, por exemplo, com o nosso «Arquipélago”, que tem sulcado os mares açorianos ao serviço do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (UA), com sede na Horta e cuja substituição, por um barco maior e mais bem apetrechado, se mostra premente, conforme ainda recentemente o Professor da UA Helder Silva disse numa entrevista à rádio Antena Nove. A sua presença na baía faialense, não rara, nunca passa despercebida e confirma a importância estratégica da localização do Porto da Horta. |X|

São Pedro valeu-nos!

Andava por aí muita gente a queixar-se do estado do tempo, esquecendo-se, porém, que maio e junho são aqueles meses responsáveis por aos Açores se dar o nome de ilhas de bruma. Por altura das festas do Senhor Espírito Santo, mais dia, menos dia, o nevoeiro marca presença, toda a gente sabe isso, embora, agora, a “desculpa” das alterações climáticas vá servindo para justificar queixas: isto já não é como antigamente, dizem os que desesperam por dias de sol. Ora bem, o santo a quem se atribui responsabilidades na abertura das torneiras do céu, desta vez fez o seu trabalho e fechou-as bem fechadas, pois temos bom tempo pela frente, a coincidir com o dia que lhe é dedicado. Viva São Pedro!

Segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, pelo menos até meio da semana que hoje se inicia, poderemos contemplar os ares despidos de nuvens, embora, talvez por cautela, os meteorologistas falem da possibilidade de ocorrerem «aguaceiros fracos e pouco frequentes» (algum derrame que São Pedro ignora). A direção do vento, predominantemente do quadrante norte e fraco, proporcionar-nos-á a belíssima sensação do ar seco, em contraste com as pegajosas neblinas que nos costumam bater à porta.

Com tudo isto, a cor e o perfume das flores [fotografia de Souto Gonçalves] vão pintando os primeiros dias de verão. |X|

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EDIÇÃO NÚMERO 3 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

Marchas populares exibem-se no Faial

A tradição das marchas dos Santos Populares está de volta. No corrente ano, no Faial, há três marchas, organizadas pela Casa do Povo de Castelo Branco, Junta de Freguesia das Angústias e Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense. Após os Santos Populares espera-se continuar a ver estes agrupamentos durante as festas do verão, colorindo e animando arraiais, para gáudio do povo, que não regateia aplausos à passagem dos marchantes [na fotografia espectadores do desfile no Largo Jaime Melo].

A composição das três marchas de 2002, à semelhança de anos anteriores, é bastante eclética no que toca à idade dos participantes, pois nota-se bem a diferença de idades entre eles, sendo quase caso para dizer que vão dos oito aos oitenta, o que imprime uma nota interessante, de saudar, pois o convívio intergeracional a todos aproveita.

FOTOGRAFIAS DE FERNANDO DUARTE, NO LARGO JAIME MELO

A marcha de Casa do Povo de Castelo Branco apresenta-se com 24 pares e executantes da Lira Campesina Cedrense na banda que a acompanha; a música é da autoria de Bruno Pereira; a letra de Sandra Medeiros e Carla Frizado e a coreografia de Raquel Raposo.

A marcha da Junta de Freguesia das Angústias tem 17 pares e o acompanhamento musical é produzido por uma instalação sonora; o maestro José Maria da Silva e o professor Victor Rui Dores escreveram, respetivamente, a música e a letra; os ensaios foram dirigidos pela professora de dança Maria João Albuquerque.

Na marcha da Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense figuram 25 pares, aos quais são acrescentados elementos da própria Flamenguense; o maestro Mário Abreu compôs a música e Leónia Melo subscreveu a letra e desempenhou a função de ensaiadora. |X|

Atlantis Cup começa a 1 de agosto

A 33.ª Atlantis Cup – Regata da Autonomia foi apresentada hoje na Marina da Horta, em conferência de imprensa, convocada pelo Clube Naval da Horta (CNH), que promove a competição em parceria com o Clube Naval de Ponta Delgada, o Angra Iate Clube e o Clube Náutico de Angra do Heroísmo. O presidente do parlamento açoriano, Luís Garcia, esteve presente [na fotografia, do CNH, está ao centro], pois a iniciativa tem «o Alto Patrocínio» da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Também tomaram parte no anúncio da mais importante prova de vela de cruzeiro realizada nos Açores [na fotografia, da esquerda para a direita] Jorge Macedo (presidente da Associação Regional de Vela dos Açores), Carlos Ferreira (presidente da Câmara Municipal da Horta), Lúcio Rodrigues (presidente do CNH) e João Morais (CNH).

A Atlantis Cup de 2022 partirá de São Miguel em direção ao Faial, com passagem pela Terceira, seguindo um percurso realizado anteriormente por diversas vezes. Outras rotas também foram experimentadas, nomeadamente com partida de Santa Maria e o “sonho” de ligar as nove ilhas do arquipélago concretizou-se em 2016, 2017, 2018 e 2019. A regata começou em 1988 e só teve uma interrupção, em 2020. A edição de 2022 decorre de 1 a 7 de agosto e integra-se num campeonato regional de cruzeiros.

A Regata do Canal, que tem lugar no último dia de cada Semana do Mar e a Atlantis Cup são como as meninas dos olhos do Clube Naval da Horta e têm obtido ao longo de tempo assinalável prestígio, contribuindo para confirmar o estatuto que a Horta adquiriu de capital do iatismo dos Açores e do Atlântico e que devia ser mais potenciado e aproveitado a favor desta ilha e desta Região. |X|

Presidente do Sindicato dos Jornalistas no Faial

Na próxima terça-feira o presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ) estará no Faial para fazer esclarecimentos sobre a «valorização profissional e direitos laborais» a «profissionais da comunicação social» faialenses, conforme diz um convite para um pequeno-almoço endereçado aos mesmos pela Direção Regional dos Açores do SJ. Esta reunião com Luís Simões decorrerá no Hotel Horta.

Não é comum um encontro deste tipo por estas bandas, onde, na verdade, existem poucos profissionais da imprensa, rádio e televisão e agora também da Internet e logo para falar de «valorização profissional e direitos laborais». Quanto à primeira, não haja dúvida que é muito necessária, sobretudo no campo da formação, para termos jornalistas mais capazes e melhor informação. Quanto aos segundos, não há que ter ilusões, pois, exceção feita aos que trabalham para a Rádio e Televisão de Portugal, por muito que se vá dando o litro, a contrapartida ao fim do mês não é nada motivadora.

Este assunto dava pano para mangas, mas, numa análise mais que sucinta, pode-se dizer que a (in)viabilidade económica da comunicação social local é o fator mais decisivo a influenciar o estado do nosso jornalismo. |X|

EDIÇÃO NÚMERO 2 | inQuieto FAZ PARTE DO BLOG escrevi.blog. É UM JORNAL, EM VERSÃO ONLINE, COM EDIÇÕES NUMERADAS, DE UMA SÓ PÁGINA. A SUA PERIODICIDADE É VARIÁVEL. TRATA DE ASSUNTOS RELACIONADOS, PRINCIPALMENTE, COM A ILHA DO FAIAL, PODENDO ALARGAR ESTE ÂMBITO. O ANTETÍTULO À ANTIGA FAIALENSE, EXPLICADO AQUI, SINTETIZA A FORMA DE ABORDAGEM DOS TEMAS E O ESTILO DE ESCRITA ADOTADO NESTE ESPAÇO JORNALÍSTICO. |X|

Um novo jornal velho

Foi o espírito inQuieto de alguns arrojados faialenses, entre outros motivos, que levou à publicação, em 165 anos (a introdução da imprensa no Faial ocorreu 1857), de um número impressionante de jornais. Só na segunda metade do século XIX saíram do prelo, de um também numeroso conjunto de tipografias, cem e mais um periódicos, segundo o inventário do historiador Tiago Simões da Silva, que pode ser consultado no seu livro, lançado no corrente ano, «A imprensa faialense no século XIX», por iniciativa do Núcleo Cultural da Horta. Provavelmente hoje essa inquietação traduzir-se-ia em novas publicações se não fosse a crise que assola a imprensa, nomeadamente por causa da concorrência da Internet e das redes sociais, mas não só. Mesmo assim, o Faial mantém a publicação de um diário e de um semanário.

Eu próprio, José Manuel Souto Gonçalves, autor deste blog e deste jornal online [ver rodapé], me insiro, ainda que sem os méritos dos avoengos jornalistas faialenses, na inquietação que inspirou a escolha do título em epígrafe. Mal entrado no liceu fiz parte de um grupo que publicou um jornal de parede; depois, fundei, com colegas, “A Palavra”, jornal da Associação de Alunos da Secundária da Horta; participei numa equipa que dinamizou o Correio Desportivo, suplemento do Correio da Horta; fundei, também acompanhado, o semanário Incentivo e, mais, tarde, o diário com o mesmo nome e tornei-me, em sociedade, proprietário de O Telégrafo.

Passadas cinco décadas do tal jornal de parede não se me aquietou o desejo de fazer jornais! Pus-me a pensar e, rapidamente, concluí que publicar um jornal em papel seria praticamente impossível. Para além da capacidade de investimento, existem outros requisitos indispensáveis, por exemplo, no que toca à logística e aos recursos humanos. Além disso, o Faial não precisará de mais jornais. Não sei…

O “bichinho”, porém, foi-me roendo… A janela aberta pela Internet (fazer um site informativo) é aliciante. Mas os custos não são tão curtos como se poderá pensar, sobretudo se o propósito for realizar qualquer coisa com o mínimo de qualidade e as receitas são difíceis de obter. Então decidi-me pelo seguinte expediente: como já tenho este blog, utilizá-lo-ia para dar expressão ao meu espírito inQuieto e, com as devidas adaptações, fazer um jornal em versão online.

Trata-se de um modelo de jornal online muito rudimentar: magiquei, no entanto, uma forma de tornar este projeto o mais interessante e atrativo possível, pois fazer algo diferente ajuda uma ideia a vingar.

Como o inQuieto, graficamente, terá a aparência de uma simples página escrita (embora com a possibilidade de inserir fotografias), ou seja, visualmente pouco atrativa, ao contrário do que acontece com sites profissionais, lembrei-me logo dos jornais que existiam no passado, cujos modelos gráficos eram compostos, precisamente, por textos corridos, quase como as páginas de um livro.

Depois pensei: se o inQuieto tiver uma apresentação parecida com os jornais de antigamente, talvez o seu conteúdo, pelo menos no estilo, também deva ter alguma semelhança com o que se fazia por essa altura.

Em tempos, presenciei uma conversa em que interveio o Senhor Tomás Manuel Rocha, na qual, referindo-se a uma certa iniciativa, disse que tudo estava a ser preparado para acontecer “à antiga faialense”, lembrando a maneira como eram organizados, em anos passados, alguns acontecimentos, que deixaram boas recordações.

Esta frase ficou-me gravada. Aplico-a agora e aqui. O que será, então, fazer um jornal “à antiga faialense”? Penso que a melhor maneira de obter a resposta a esta pergunta é, doravante, ler o inQuieto. Para já, existe uma semelhança com O Pyrilampo — Folha séria e satyrica, destinada a combater a injustiça e a opressão, publicado no recuado ano de 1872, que, no seu primeiro número, explicava: «Esta folha não tem dias certos de ser publicada. Publica-se quando a redacção entender conveniente.» |X|

NOTAS SOBRE O SÃO JOÃO DA CALDEIRA

“Caldeira sem lapas é como São João sem bordão.”

Ditado popular extraído do perfil do Facebook de José António Martins Goulart. |X|

Presidente da Câmara anuncia escolas de chamarritas

Numa entrevista à Rádio Azores High o presidente da Câmara Municipal da Horta, Carlos Ferreira, afirmou que será incentivada a criação de escolas de chamarritas nas freguesias do Faial. Na fotografia em baixo, publicada pelo Município da Horta, pode-se ver um momento do baile da chamarrita em frente à ermida de São João, na Caldeira. Esta tradição fez parte do programa da romaria. |X|

São Pedro colabora com São João

O Sol não se fez rogado e brilhou na tarde do Dia de São João para aclamar os inúmeros faialenses e muitos turistas que encontraram no Largo Jaime Melo uma tarde esplêndida para celebrar o regresso da única romaria digna desse nome na ilha do Faial. Como hoje toda a gente tem carro e até há festas em que há mais carros do que gente, a romaria já não é como antigamente, quando era feita a pé e em grupos. No entanto, a recuperação da carreira com um veículo de transportes coletivos, ligando a cidade à Estrada da Caldeira, fez reviver costumes de antanho, quando as camionetes dos Farias ou dos Cedros acarretavam gente para São João.

A pedido de o inQuieto, José Jorge Garcia, um flamenguense já reformado, lembra-nos que «as freguesias rurais rumavam em grupos» até ao Largo Jaime Melo e «pelo caminho já iam cantando ao desafio». No próprio dia de São João muitas pessoas «desciam ao fundo da Caldeira de manhã e então à tarde era o arraial com a mata do Brum, que andava sempre muito bem tratada, cheia de grupinhos, família e amigos». José Jorge Garcia diz que «depois de bem comidos e bebidos começava a festa», mas «não havia artistas, nem outros grupos, o que era sempre certo era a missa ao meio-dia».

O dia de São João tinha também uma particularidade: «Era escolhido para se descobrir namorada. Na véspera as raparigas punham a fava de molho. Nunca soube o motivo, mas era tradição.» E de outras “tradições” também se compunha o Dia de São João: «Aqui e ali umas cenas de sopapos», com a Polícia sempre presente, pois até na hora da retirada era preciso ordem para se entrar nos transportes, recorda o nosso interlocutor.

«O acesso à Caldeira era feito por um atalho a partir da casa do Estado. Só depois de 1950, mais ou menos, é que foi construída a estrada. Mesmo assim julgo que, no domingo seguinte ou muito perto, havia, na borda da Caldeira, a festa de São João Pequenino. Já não tenho a certeza se coincidia com o dia em que eram recolhidas as ovelhas que durante o ano pastavam dentro da cratera. Esta recolha devia estar relacionada com a tosquia. Era engraçado aqueles pastores chamarem pelas ovelhas. Também se aproveitava esses dias para apanhar, “marcela”, douradinha, para fazer chá para as dores de barriga no inverno e também peixinhos para ter em casa. Duravam pouco tempo, porque eram alimentados a pão de milho», descreve José Jorge Garcia, com um sentimento de saudade e nostalgia na ponta da caneta.

Na tarde deste dia de São João, Maria Antónia Dutra, vereadora da Câmara Municipal da Horta, entidade que merece um rasgado aplauso pela revitalização da romaria, disse, entrevistada pelo repórter da Antena Nove António Furtado, uma frase engraçada, convidando os faialenses para a festa: «Espero que São Pedro continue a colaborar com São João!» E nós acrescentamos: oxalá que São Pedro, contrariando o rifão de que santos de casa não fazem milagres, não se esqueça que o seu dia é já para a semana e não abra a torneira! |X|

Polémica sobre aeroportos

Um artigo de opinião do jornalista Osvaldo Cabral, que dirige o Diário dos Açores, sobre o desempenho economicamente deficitário do transporte aéreo nas “gateways” (portas de entrada) subordinadas ao regime de Obrigações de Serviço Público (OSP), trouxe, de novo, para a ribalta a permanente querela entre os apologistas dos Aeroportos do Faial e do Pico. O Aeroporto de Santa Maria também é abrangido pelo mesmo regime, mas o fogo cruzado ocorre entre as duas ilhas mais próximas. Imprensa, blogues e Facebook são, para já, os campos de batalha. Um assunto do qual falaremos em próxima edição, se tivermos tempo para preparar uma abordagem. |X|

FAIAL TODOS OS DIAS

Quem quiser saber, resumidamente, o que vai acontecendo no Faial pode clicar AQUI.

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