Faz hoje 51 anos…

… que ocorreu um dos maiores ajuntamentos na ilha do Faial

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Amigos do Farol dos Capelinhos lançam livro «Faial a cores»

A obra insere-se no plano de atividades que visa, nomeadamente, a promoção cultural da ilha

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Vai ser criado o «Banco das Artes» na Horta

Antiga agência do Banco de Portugal e Jardim Comendador Eduardo Bulcão serão requalificados

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O “Fourth July” era hoje…

Há um bom par de anos, neste dia 4 de julho, Dia da Independência dos Estado Unidos da América e feriado nacional naquele país, a «mais participada festa profana» da ilha do Faial atraía todas as atenções. Agora, só a nostalgia das gerações antigas celebra o acontecimento [fotografia com direitos reservados].

«O “4th of July” [ou “Fourth July”, segundo um anúncio da imprensa faialense] decaiu a partir do momento em que os luso-americanos começaram a preferir a Semana do Mar.» Esta frase, extraída de um comentário no Facebook de Alzira Luís, cidadã atenta ao desenrolar da nossa vida social e cultural e figura emblemática e histórica de uma das coletividades mais prestigiadas do Faial, o Clube Naval da Horta, interpreta o momento da queda, após a ascensão e consolidação da «mais participada festa profana» da nossa ilha, no dizer de José António Martins Goulart, antigo presidente do Sporting Clube da Horta (1981-83) e filho do popular médico António Sebastião Goulart, também ele figura máxima do Clube da Rua Eduardo Bulcão, a cuja direção presidiu por três vezes.

O “4th of July” / “Fourth July” não escapou à voragem de uma moda, justificando o seu percurso (entre 1939 e, provavelmente, a primeira metade da década de 90 do século passado) o emprego do título do célebre soneto do vate, Luís Vaz de Camões, «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades», aliás de acordo com o que assinalou Alzira Luís.

O “Fourth July” permanece, no entanto, no imaginário das gerações com mais de meio século de vida e, ciclicamente, sobretudo agora que as redes sociais permitem a partilha de fotografias, surgem, por esta altura, saudosas referências às inesquecíveis noites passadas no polidesportivo sportinguista a abarrotar de gente, sob o lema fixado no cimo da bancada de cimento: Hoje e Sempre Sporting!

Martins Goulart recorda a Escrevi.blog que a meados da década de 80 do século passado, na vigência do seu mandato como presidente do Sporting da Horta, «o “4th of July” ainda era celebrado com lotação máxima na esplanada» do Clube e conta que «por doença dos “bilheteiros” habituais (os saudosos Sr. Vieira e o sr. Paulino)», teve que acudir ao “guichet” da venda das entradas, juntamente com a sua mulher: «Nesse ano, bateu-se o recorde de receitas que ultrapassou os 1.330 contos», qualquer coisa superior a 6.500 euros.

José Manuel Medina Garcia, reputado fotógrafo faialense que segue a senda familiar e se interessa pela investigação histórica, tendo já publicações em que as imagens predominam, diz a Escrevi.blog que «a primeira referência a este evento aparece no ano de 1939, possivelmente dedicada aos americanos trabalhadores da companhia Western Union». José Manuel Garcia assegura que «houve sempre festejos no Sporting a 4 de julho, mas só em 1947 aparece novamente a palavra “americanos”, para mais tarde, em 1952, na presidência de Manuel Lacerda, já se encontrar o anúncio [na imprensa faialense, na imagem] com referência “4th July”».

Por sua vez, Martins Goulart chama a atenção para o livro intitulado «Sporting Club da Horta – Subsídios para a Sua História», de Carlos Lobão, onde se lê que «foi a 4 de Julho de 1947 que se realizou a primeira “festa dedicada aos patrícios residentes nos E. Unidos da América do Norte e que se encontram de visita ao Distrito. Atuação da orquestra “Copacabana”». Este presidente “encarnado” lembra também que a fadista faialense, de Castelo Branco, hoje residente na Califórnia, Cidália Maria (a “Amália açoriana”), abrilhantou a festa no ano de 1957, pouco tempo antes de emigrar em consequência do Vulcão dos Capelinhos. «A partir desse ano, a mais participada festa profana do Faial enraizou-se, adquirindo o estatuto de relevante tradição sociocultural da cidade da Horta», sublinha este professor universitário em cujo mandato à frente do Sporting Simone de Oliveira foi estrela do “Fourth July”, no ano de 1982. A atuação da consagrada cantora teve apresentação de Renato Leal, bem como o restante programa, que depois emergiu como apresentador de sessões e espetáculos, circunstância que potenciou a sua popularidade, granjeada entre os estudantes enquanto professor do ensino secundário. Poucos anos depois (1989), foi eleito presidente da Câmara Municipal da Horta, o que não poderá ser dissociado da notoriedade alcançada como homem de palco, com um vozeirão inigualável.

Martins Goulart evoca a «festa maior do Sporting» e os sportinguistas que exerciam a presidência do Clube enquanto o acontecimento ocorreu: João Pinheiro da Silva (1947), Manuel Francisco da Silveira (1957-60), Manuel Lacerda Goulart da Silva (1961-63), Luís Pinheiro dos Santos (1964), Raimundo Rodrigues Garcia de Lemos (1965-67), José Victor Fraião Alves (1968), Gilberto Vieira da Silva (1969-70), Valdemar Dias Simões (1971), João Balixa Baptista (1972), António Augusto de Sousa Guimarães (1973), António Sebastião Goulart (1974), Comissão de Gestão constituída por António Sebastião Goulart, Leonel Silva, Milton Vaz, Hermínio Pinheiro, Hermínio Freitas, Luís Morais e Urbano Simas (1975-76), Cândido Gonçalves Capaz (1976-78), José Amorim Faria de Carvalho (1978-80), António Sebastião Goulart (1980-81), José António Martins Goulart (1981-83), Hélder Medina da Silva (1983-84), Mário Francisco Gregório (1984-85), Fernando Nóbrega (1985-87), Manuel Fernando Ramos de Vargas (1987-88), João Pedro Terra Garcia (1988-90), José Manuel Brum Fontes (1990-91), Hermínio Freitas (1991-92) e Raul Manuel Lima Dutra Goulart (1992-94). |X|

FAIAL ANIMA-SE NO NATAL

De 3 de dezembro de 2021 a 6 de janeiro de 2022 a Câmara Municipal da Horta (CMH) e um conjunto de parceiros põem de pé o programa Faial Ilha Natal, que sucede ao Natal com Tradição. As atividades calendarizadas, na cidade o maior número, mas também nalgumas freguesias rurais, preencherão 22 dias, sobretudo ao fim de semana e com algumas pausas, nomeadamente na quadra natalícia.

O nome do programa de animação com que há anos o Município da Horta brinda a população mudou, o que era esperado, em face da alteração política ocorrida nas eleições do passado mês de setembro, embora o figurino, de uma forma geral, se mantenha.

A iluminação das ruas da cidade, em fase de instalação, será diferente, mas não vai além de uma certa pobreza no que diz respeito à quantidade de luz, o que, provavelmente, é a consequência de uma opção de contenção de custos. A iniciativa mais inovadora do Faial Ilha Natal é a ShowMar – Feira do Mar dos Açores, que decorrerá na Escola do Mar dos Açores. De resto, as artes dominam o programa, como é próprio da época natalícia, embora também haja desporto e uma variedade significativa de outras atrações.

A CMH criou um portal na Internet destinado especificamente ao Faial Ilha Natal, onde, com detalhe, é divulgado o programa, destacando-se no “menu” o Dia das Montras, o Roteiro das Sopas, o “Réveillon” e concursos. Os eventos andarão à volta de nove dezenas e as atrações dividem-se em Aldeia de Natal, Animação de Rua, ShowMar, Árvores dos Desejos, Oficinas de Natal, Exposição de Presépios, Presépio no Parque, Insufláveis e Barraquinhas. O Dia das Montras será, certamente, um dos grandes momentos, senão o maior, a par do Roteiro das Sopas, que tem atraído muitos apreciadores, à procura do prazer que um estômago bem confortado proporciona neste tempo frio. Meia hora depois do Ano Novo começar o espetáculo piromusical irá, ou não, confirmar as boas expectativas que sempre rodeiam este momento. O regresso da marina ao ambiente da festa, pois lá decorrerá toda a animação da Passagem de Ano, é também uma opção nova, que os atuais responsáveis municipais introduziram na primeira vez que elaboraram o programa em causa. Entretanto, a participação dos munícipes é estimulada através dos concursos de decorações de Natal e de presépios e “altarinhos”. |X|

PROGRAMA

2021 DEZ. 3 SEX.

Torneio de Abertura de Ténis (sub-16) [Horário não divulgado] Organização: Clube de Ténis do Faial

2021 DEZ. 4 SÁB.

Torneio de Abertura de Ténis (sub-16) [Horário não divulgado] Organização: Clube de Ténis do Faial.

Exposição e venda dos produtos elaborados pelos utentes do Projeto Moviment´arte | 9h00 – 12h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

Eco Feira de Natal | 11h00 – 21h00, Fábrica da Baleia, Porto Pim | Organização: Observatório do Mar dos Açores (OMA)

“Rally” do Natal – vela de cruzeiro | 14h30, baía da Horta | Organização: Clube Naval da Horta

2021 DEZ. 5 DOM.

Miniveleiros (3.ª Prova Turismar) [Horário não divulgado] baía da Horta | Organização: Clube Naval da Horta | Apoio: Turismar

Torneio de Abertura de Ténis (sub-16) [Horário não divulgado] | Organização: Clube de Ténis do Faial

Eco Feira de Natal | 11h00 – 21h00, Fábrica da Baleia, Porto Pim | Organização: Observatório do Mar dos Açores (OMA)

Concerto “Sons de Natal“ | 18h00, Teatro Faialense | Organização: Orquestra de Música Ligeira da Câmara Municipal da Horta

2021 DEZ. 6 SEG.

Atuação de dança – comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência [Horário não divulgado] Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) | Organização: Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

2021 DEZ. 7 TER.

Um conto de Natal  – concerto de piano e violoncelo com contadora de histórias e projeção de imagem | 10h00, auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Museu da Horta

Um conto de Natal  – concerto de piano e violoncelo com contadora de histórias e projeção de imagem | 11h30, auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Museu da Horta

“Dune” | 21h30, Teatro Faialense | Organização: Cine Clube do Faial

2021 DEZ. 8 QUA.

Encontro de Natal dos Clássicos | 18h00, parque de estacionamento em frente aos CTT | Organização: Clube Automóvel do Faial (CAF)

Um conto de Natal  – Concerto de piano e violoncelo com contadora de histórias e projeção de imagem | 18h00, auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Museu da Horta

Inauguração da Iluminação de Natal | 19h00, Largo Duque d´Ávila e Bolama | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

ShowMar – Feira do Mar dos Açores | 19h00, Banco de Artistas | Organização: Direção Regional das Pescas

Animação de Rua com 9 CIRCOS | 19h00 – 20:00, ruas da cidade da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

Atuação do Grupo Coral Juvenil “Mater Dei” | 19h15, Largo Duque d´Ávila e Bolama | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

Aldeia de Natal – animação infantil | 20h00 – 22:00, Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH) e Urbhorta

Atuação do Duo “Hugo e Rui” | 20h00, coreto da Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

Atuação da Unânime Dixie Band | 20h00, junto ao Jardim Eduardo Bulcão | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

Atuação de “Nuno Carneiro” | 21h30, junto ao Jardim Eduardo Bulcão | Organização: Câmara Municipal da Horta (CMH)

2021 DEZ. 9 QUI.

ShowMar – Feira do Mar dos Açores (sessão de abertura) | 14h15, Escola do Mar dos Açores | Organização: Direção Regional das Pescas

2021 DEZ. 10 SEX.

ShowMar – Feira do Mar dos Açores | 14h30, Escola do Mar dos Açores | Organização: Direção Regional das Pescas

Lançamento do livro “Safira” da autora Sara Porto com ilustrações dos utentes do Projeto Moviment´arte | 20h00, Casa Manuel de Arriaga | Organização: Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

2021 DEZ. 11 SÁB.

Exposição e venda dos produtos elaborados pelos utentes do Projeto Moviment´arte | 09h00 – 12h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

Canoagem (prova de Natal) | 09h30, baía da Horta | Organização: Clube Naval da Horta

Tiro aos pratos – fosso olímpico (prova de Natal) | 10h00, Malhas de Cima, Capelo | Organização: Clube Desportivo de Caça e Golfe do Faial (CDCGF)

Vela Ligeira (Regata do Nata) | 10h00, baía da Horta | Organização: Clube Naval da Horta

Aldeia de Natal – animação infantil | 10:00 – 12:00, Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Passeio de Natal com os utentes da APADIF e Centros de Atividades Ocupacionais | 14h00, parque de estacionamento em frente aos CTT | Organização: Clube Automóvel do Faial (CAF)

Trackday Motocross e Quadcross | 14h00, Circuito de Motocross dos Cedros | Organização: Clube Amigos das Motas (CAM)

Workshop de Defesa Pessoal | 14h30, Rua Professor Manuel Ávila Coelho – Horta | Organização: Associação Ip Man Wing Chun Portugal

ShowMar – Feira do Mar dos Açores | 15h00, Escola do Mar dos Açores | Organização: Direção Regional das Pescas

Expo Açores – Artesanato Local | 19h00 – 22h00, Praça da República | Organização: Secretaria Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego (SRJQPE) e Centro de Artesanato e Design dos Açores

Animação de rua com 9 CIRCOS | 20h00 – 22h00, ruas da cidade | Organização: Câmara Municipal da Horta

Aldeia de Natal – animação infantil | 20h00 – 22h00, Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Roteiro das sopas | 20h00 – 22h00, cidade da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta

Atuação de dança pelo Grupo Desportivo Escolar | 20h30, junto ao Jardim Eduardo Bulcão | Organização: Câmara Municipal da Horta

Atuação de dança pelo Clube Desportivo Escolar | 21h00, Largo Duque de Ávila e Bolama | Organização: Câmara Municipal da Horta

Atuação “Misuzy e Zeca” | 21h00, junto ao Jardim Eduardo Bulcão | Organização: Câmara Municipal da Horta

Atuação do Grupo de Chamarritas Amigos das Angústias | 21h30, Largo Duque d’Ávila e Bolama | Organização: Câmara Municipal da Horta

Atuação de dança pelo Clube Desportivo Escolar | 21h30, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Câmara Municipal da Horta

2021 DEZ. 2 DOM.

Golfe: Torneio Natal Solidário | 08h30, Campo do Salto Furado – Castelo Branco | Organização: Clube de Golfe do Faial

Percurso Pedestre do Cabeço Verde | 14h00, ponto de encontro no Parque do Capelo | Organização: Azorica – Associação de Defesa do Ambiente

ShowMar – Feira do Mar dos Açores | 15h00, Escola do Mar dos Açores | Organização: Direção Regional das Pescas

Concerto “Notas de Natal” | 21h30, Teatro Faialense | Organização: Fundação INATEL – Delegação da Horta

2021 DEZ. 17 SEX.

Ténis – Torneio de Natal (seniores e sub12) [Horário não divulgado] Organização: Clube de Ténis do Faial

XXV Grande Prémio de Natal (atletismo) | 09h30 – 12h00, Largo Duque d´Ávila e Bolama | Organização: Associação de Desportos da Ilha do Faial (ADIF)

2021 DEZ. 18 SÁB.

Ténis – Torneio de Natal (seniores e sub12) [Horário não divulgado] Organização: Clube de Ténis do Faial

Exposição e venda dos produtos elaborados pelos utentes do Projeto Moviment´arte | 09h00 – 12h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Organização: Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF)

Aldeia de Natal  – animação infantil | 10h00 – 12h00, Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Workshop de embrulhos natalícios sustentáveis | 10h30 – 12h00, Banco de Artistas | Organização: Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA)

Trail Run de Pais Natais | 15h00, Trilho de Entre Montes, junto à Fábrica da Baleia | Organização: Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA)

“Matriz Peddy Papper” | 15h00 – 16h00, Matriz | Organização: Junta de Freguesia da Matriz

Filme para crianças “Rock Dog 2” | 19h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Aldeia de Natal  – animação infantil | 20h00 – 22h00, Praça da República | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

O Reencontro by AJIFA | 20h00 – 23h00 | junto ao Jardim Eduardo Bulcão | Organização: Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA)

Animação de rua com 9 CIRCOS | 20h00 – 22h00, ruas da cidade | Organização: Câmara Municipal da Horta

Ilusionista Telmo Melo | 21h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Grupo Corpo em Movimento “Renascer” | 21h30, Teatro Faialense | Organização: Corpo em Movimento

Música para crianças – DJ Puim | 22h00, Centro de Acolhimento Empresarial (mercado municipal) | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

2021 DEZ. 19 DOM.

Miniveleiros (4.ª Prova Turismar) [Horário a definir], baía da Horta Organização: Clube Naval da Horta | Apoio: Turismar

Ténis – Torneio de Natal (seniores e sub12) [Horário não divulgado] baía da Horta Organização: Clube de Ténis do Faial

Tiro: Torneio de Natal, disciplinas: P10 (pistola) C10 (carabina) e CCArt (carabina cano articulado) | 09h00, Pavilhão da Feira, Quinta de S. Lourenço | Organização: Clube Desportivo de Caça e Golfe do Faial (CDCGF)

Passeio Motard de Natal | 13h00, concentração junto ao Fayal Sport Clube | Organização: Moto Clube Ilha Azul (MCIA)

Filme para crianças “Sing 2” | 14h30, Teatro Faialense | Organização: Urbhorta

“Feira de Natal” das Angústias | 15h00 – 22h00, Parque Infantil das Angústias | Organização: Junta de Freguesia das Angústias

Filme para crianças “Sing 2” | 17h30, Teatro Faialense | Organização: Urbhorta

Concerto de Natal | 20h30, igreja paroquial do Salão | Organização: Grupo Coral da Horta (GCH)

2021 DEZ. 20 SEG.

Oficinas de Natal | 9h00 – 12h30, Banco de Artistas | Organização: Câmara Municipal da Horta

“Oficina dos Elfos” – Rita Rosa | 14h00, Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG)

2021 DEZ. 22 QUA.

“Natal com livros” – Bruna Leal | 14h30, Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG)

2021 DEZ. 27 SEG.

“Magia do Natal” – Bruna Leal | 14h30, Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG)

2021 DEZ. 29 QUA

“3, 2, 1 . . . Bem-vindos a 2022” – Rita Rosa | 14h30, Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG) | Organização: Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça (BPARJJG)

2021 DEZ. 30 QUI

Concerto de Natal | 21h30, Teatro Faialense | Organização: Sociedade Filarmónica Artista Faialense

2021 DEZ. 31 SEX.

Grupo Musical “Super Box” | 22h00, Marina da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

Banda “The Peakles” | 23h30, Marina da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

2022 JAN. 1 SÁB.

Brinde e espetáculo piromusical | 0h30, Marina da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

DJ CISKO | 2h00, Marina da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

1.º Banho do Ano | 12:30, Praia de Porto Pim | Organização: grupo de banhistas

Concerto de Natal e Ano Novo | 20h30, igreja paroquial dos Flamengos | Organização: Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense

2022 JAN. 2 DOM.

Encontro de Ranchos de Natal | 17h00, Teatro Faialense | Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

2022 JAN. 6 QUI.

Encontro de Ranchos de Natal | 19h00, Salão Nobre da Câmara Municipal da Horta | Organização: Câmara Municipal da Horta

Horta vai ter casa-museu

Moradia de Manuel José da Silva fotografia de Cristina Silveira


Nasceu na Califórnia e morreu nas Angústias, na Horta. Foi deputado, esteve ligado à fundação da Associação de Futebol da Horta (AFH) e interveio na instalação da moagem

SOUTO GONÇALVES TEXTO

A Associação de Futebol da Horta decidiu homenagear um dos seus fundadores realizando o troféu “Dr. Manuel José da Silva”, disputado no último sábado, em São Roque do Pico, entre o Vitória FC e o Fayal SC.

Foi a primeira edição do troféu, que os faialenses venceram por 2-1, através da marcação de penáltis, depois de a partida ter terminado empatada (1-1).

O jogo teve o propósito desportivo de contribuir para a preparação das duas equipas, que irão retomar a participação no Campeoanto de Futebol dos Açores, que se reinicia a 21 do corrente mês, após um interrupção provocada pela pandemia.

Além disso, como atrás referido, o troféu é uma homenagem ao
antigo presidente da direcção da AFH e, desde 1934, presidente honorário da instituição, em cuja criação, ocorrida a 21 de outubro de 1930, se envolveu, menos de cinco anos antes do seu pematuro desaparecimento.

ACERVO DO TEMPO DA REPÚBLICA VAI SER EXPOSTO

O neto paterno de Manuel José da Silva informou, através do portal da internet da AFH, que a família conservou a sua biblioteca pessoal e que todo o “acervo do tempo da República, com referências a António José de Almeida e a outras figuras desse período” será “devidamente exposto na casa que era dele”.

Num trabalho da autoria da jornalista Cristina Silveira, diretora do departamento de comunicação e marketing daquela associação, lê-se que Carlos Raulino e os seus três irmãos estão a organizar o que será a futura casa-museu, que se encontra em reparação. “Pretendemos mobilar a casa ao estilo da época, uma vez que temos todo o recheio devidamente acautelado para esse fim e organizar visitas de estudo e outras acções que dêem a conhecer o passado e a ação do nosso avô”,

Manuel José da Silva é natural da Califórnia, mas aos dois anos de idade, em 1894, foi viver para São Roque do Pico. Veio a falecer nas Angústias, cidade da Horta, em 1935. Estudou nos liceus da Horta e de Ponta Delgada e foi deputado, eleito pelos círculos de Oliveira de Azeméis e da Horta.

“Foi graças ao seu empenhamento que foram criadas, em 1924, em Angra do Heroísmo e na Horta, Escolas Comerciais e Industriais e o Liceu da Horta não foi extinto”, lembra Luís M. Arruda na Enciclopédia Açoriana (EA).

“O Sporting Club da Horta obteve o terreno da cerca do Governo Civil para construir o seu campo de jogos e aquele do relvão da doca para campo de futebol e o Fayal Sport Club obteve o seu campo de jogos; o Angústias Atlético Club obteve terreno junto da sua sede para realizar festas de verão”, fruto do labor de Manuel José da Silva, conforme recorda Arruda na EA. “Estes clubes desportivos obtiveram o estatuto de utilidade pública” devido ao seu esforço, adianta.

O Faial, segundo Luís M. Arruda, ainda deve a Manuel José da Silva, protagonista de muitas mais iniciativas, intervenção na instalação da moagem e na Loja maçónica Amor da Pátria. |X|

Entrevista. “Falta muito” para a Espalamaca navegar

Talvez nenhum faialense nem picoense perdeu a oportunidade de realizar uma viagem na Espalamaca no longo do tempo em que cruzou, no esplendor do verão ou nas agruras do inverno, as escassas, mas quantas vezes intermináveis, cinco milhas que unem — e também separam — a Horta e a Madalena. Por causa desta identificação singular dos habitantes do Faial e do Pico com a “rainha” da ELP, extinta Empresa das Lanchas do Pico, muito se têm esforçado os “Amigos do Canal”. Querem fazê-la reviver!

O presidente da direção da Associação dos Amigos do Canal, de que fazem parte membros das suas duas margens, foi entrevistado por ESCREVI.BOLG. O ponto de partida da “teleconversa” resumiu-se à simples pergunta: onde está a Espalamaca?

Objetivo? Fazer o ponto da situação da recuperação da lancha, daí que o “onde está” se reveste de um claro subentendido, ou seja, saber em que ponto se encontra todo o processo de resgate da mais amada embarcação que nos últimos 100 anos sulcou este mar, extensão da própria existência da gente destas ilhas.

Pior do que escutar quais as dificuldades que os “Amigos do Canal” sentem, como que enfrentando vagas alterosas a meia broa, é perceber o sinal preocupante dado por Manuel Tomás: “Começo a ter falta de paciência, mas vou aguentando.”

Os mestres Simão, Feijó, Medeiros e os outros, salvo Manuel Humberto, que não tremeram no desafio diário de fazer correr a seiva do cordão umbilical que prende os portos dos dois lados do Canal, ao mesmo tempo, de partida e de regresso, já não se encontram por aí.

Será que o picaroto Manuel Tomás e companheiros conseguem manter-se agarrados ao leme?

Manuel Tomás: “O futuro que queremos é o da navegabilidade da lancha” fotografia de Sara Leal

— Onde está a Espalamaca neste preciso momento?

— A Espalamaca está num estaleiro de Santo Amaro à espera de navegar outra vez, se houver mais vontades para que tal aconteça, pois apenas a vontade da Associação dos Amigos do Canal (AAC) não chega para a levar a bom porto.

— O que é que falta para que o processo de recuperação fique totalmente concluído?

— Falta muito. Falta obter a autorização da autoridade marítima para o efeito e alguma burocracia tem impedido uma rápida viagem até ao momento de se avançar mais rapidamente, em especial com a motorização, apesar de já termos os motores disponíveis.

Várias vozes pediram o regresso da Espalamaca.

Não andará muito longe da verdade quem disser que a ideia de dar uma nova vida à Espalamaca foi ótima, mas já peca pela demora. Qual a razão da delonga?

— A ideia já vinha a ser apresentada há muitos anos. Desde os escritos que abundaram sobre o caso, até a alguma, embora tímida no acompanhamento, intervenção política do CDS, várias vozes pediram o regresso da Espalamaca. Sobretudo depois do Governo ter decidido recuperar a parte de carpintaria da lancha. Então entrou em acção a AAC, em 2016, e tomou a seu cargo, devidamente autorizada pelo Presidente do Governo Regional, a tarefa de levar a Espalamaca para o mar e não deixar que ficasse apenas em cima do cais da Madalena.

— E as demoras começaram aí.

— O que podia parecer rápido foi muito demorado. A procura de motores até foi célere, mas a concretização da oferta dos mesmos pela Marinha Portuguesa demorou quase um ano e a assinatura de protocolo ainda mais, mas o que mais complicou foi a fraca ajuda da Direcção Regional da Cultura no processo. Seria fastidioso estar a focar todos os pormenores de um calendário demasiado longo, mas sempre direi que a burocracia demorou, desde 2016 até 2021, e tudo impossibilitando o podermos iniciar o processo de legalização junto da Direcção Geral dos Recursos Marítimos. Ainda nos falta um documento para avançar.

— Quem corre por gosto não cansa, mas a situação descrita parece desgastante.

— Em termos pessoais começo a ter falta de paciência, mas vou aguentando. O mesmo se passa com os meus colegas da AAC. Apesar de tudo isto, alguma coisa fomos fazendo, graças às ajudas anónimas de uma Família Faialense e de outra Micaelense, bem como de um grupo de emigrantes, norteados por Hélder Lemos, nomeadamente a construção dos tanques, das mangas e dos veios. Mas falta tanta coisa… Não esquecemos a ajuda preciosa do Capitão do Porto da Horta,  Comandante Rafael Silva, na cedência dos motores do salva-vidas e na orientação oferecida.

— Hoje, no estado em que estão as coisas, é possível saber qual o futuro desta emblemática embarcação?

O futuro que queremos é o da navegabilidade da lancha. O que vai acontecer, infelizmente, ainda estamos longe de o saber. O que pretendemos é que, sendo a Espalamaca propriedade do Museu do Pico, a mesma navegue entre Maio e Setembro, em actividades culturais e turísticas em íntima ligação com as autarquias do triângulo, e nos restantes meses esteja visitável no Museu da Construção Naval de Santo Amaro, conforme foi acordado com o Presidente do Governo.

A Câmara Municipal da Madalena tem a intenção de criar a Casa das Memórias do Canal, mas de mandato em mandato vai continuando no campo das intenções.

— Quando se fala do património marítimo associado ao Canal, recorda-se, de imediato, a “Calheta”, a “Velas”, os “barcos do Pico”. Há um inventário dessas “peças” que fazem parte da nossa memória e da nossa história?

Que saibamos, tudo, ou quase tudo, estará por fazer. A Câmara Municipal da Madalena tem a intenção de criar a Casa das Memórias do Canal, mas de mandato em mandato vai continuando no campo das intenções. E é pena que o Governo não tenha tido uma atenção para este património como teve para o Baleeiro que salvaguardou de forma exemplar.

— Ainda existe alguma das embarcações referidas em condições tais que possa ser recuperada? Se sim, valerá a pena fazê-lo, tendo em conta que as vicissitudes associadas à recuperação da Espalamaca não auguram facilidades a esse empreendimento?

— Tudo se perdeu. Dá pena ver a degradação em que está a Calheta e o Adamastor, num cerrado da Câmara Municipal da Madalena. Também se perdeu o Terra Alta e os outros iates do Pico, bem como os barcos da Areia Larga e do Calhau. A AAC queria recuperar o Santo António do Monte.

DEFENDER O PATRIMÓNIO MARÍTIMO DO CANAL

A Associação dos Amigos do Canal (AAC) nasceu para recuperar a Espalamaca?

A Espalamaca foi a razão próxima da sua criação, mas a defesa do património marítimo do Canal a razão primeira.

“A Comunidade do Canal existe e devia ser muito mais activa do que é.”

— Falar do Canal leva-nos à expressão “Comunidade do Canal”. Como a define?

A Comunidade do Canal sempre existiu, desde que o Faial e o Pico são habitados e houve gente no Lugar dos Ilhéus. Não é por acaso que a Monarquia, no início do século XVIII, decretou que as duas ilhas valiam como uma só. Lembro-me de, com 10 anos , quando fui estudar para S.Miguel ter sido verificada a minha mala, para ver se levava contrabando. Aqui sempre navegámos livremente entre o Pico e o Faial. Foi Tomás Duarte quem criou a feliz expressão que hoje é tão real como antigamente, mesmo que alguns pensem ou queiram que não, mas não há volta a dar, a Comunidade do Canal existe e devia ser muito mais activa do que é.

— A AAC poderá ser um veículo de afirmação desse conceito e da sua instrumentalização (no sentido positivo)?

— A AAC é mais um forte laço de união da Comunidade do Canal. Apenas somos duas margens do mesmo Canal, mesmo que, às vezes, pareça mais inclinado para um dos lados, sinal de que as elites se esquecem do essencial. |X|

Livros. Temas de Natal à disposição do público

Na passada semana a Biblioteca Pública João José da Graça (BPJJG), na Horta, recebeu duas dezenas e meia de livros, entre os quais se contam alguns títulos sobre o Natal.

DOM. 27 DEZ. 2020 — 23H55 | TEXTO: SOUTO GONÇALVES


“As Mais Belas Histórias Portuguesas de Natal” estão reunidas em livro e agora acessíveis na BPJJG. A escolha é de Vasco Graça Moura, sobre textos de escritores nacionais de renome, entre o quais se inclui o açoriano Vitorino Nemésio. A obra é dada à estampa pela Quetzal Editores.

A remessa bibliográfica que chegou à BPJJG nesta altura é dominada por publicações de pendor religioso. “Nossa Senhora na História de Portugal” é um exemplo disso. Trata-se de um livro da autoria de Thereza Ameal, da editora Lucerna.

“David”, de Paola Parazzoli (editora Libri), passou a estar nas estantes da biblioteca. O título refere-se à bíblica e popular história de David e Golias.

A estes livros juntam-se mais 22 acabados de chegar e que a Biblioteca Pública João José da Graça disponibiliza aos faialenses. |X|

Faleceu Mário Frayão na véspera de atingir 92 anos

Mário Mesquita Frayão, natural da ilha do Faial, nascido a 5 de outubro de 1928, faleceu hoje no Hospital da Horta. Amanhã completaria 92 anos.

Do ponto de vista cultural, social e político, Mário Frayão [na fotografia, com direitos reservados, após a edição de 6 de maio de 2014 do programa “Bate-papo” da Antena Nove, com Margarida Madruga e Souto Gonçalves] foi uma figura de relevo na ilha do Faial, onde cedo se começou a destacar pela sua irrequietude de espírito, que manteve durante uma vida prolongada.

Ator amador de reconhecidos e laureados méritos esteve ligado à época de ouro do teatro no Faial, nas décadas de 40 a 60 do século passado, tendo feito parte mais recentemente do elenco das revistas à portuguesa com que o autor e encenador Sérgio Luís, também já falecido, levou a Horta a reviver os seus tempos áureos da representação teatral.

Exerceu a profissão de bancário, primeiro na Horta e depois em Lisboa, onde fixou residência durante alguns anos, foi regressando a espaços e acabou por voltar à terra natal onde a sua figura de homem culto, popular, interventivo e de um finíssimo trato se tornou uma personalidade estimada e uma referência incontornável.

Conhecedor e ainda melhor contador de histórias antigas, ninguém perdia uma cavaqueira com Mário Frayão, um cidadão do mundo, que aliava, sempre, relatos pitorescos a evocações da História, da Filosofia e de vários campos do saber humano para completar e fazer perdurar o seu gosto por uma boa conversa.

A marcha inexorável do tempo, que, naturalmente, lhe foi imprimindo as marcas venerandas da idade, nunca o impediram, inclusivamente com o auxílio de uma bengala que rejeitou até poder, de manter-se jovial na atitude.

Amante intrépido da sua ilha, da que lhe fica em frente e dos Açores, fervilhavam-lhe ideias em catadupa, o que o levou a dirigir os jornais Tribuna das Ilhas e O Oceânico, este último por ele fundado.

Com uma leve mas indisfarçável inveja por causa do seu inconformismo intelectual, amigos contemporâneos diziam que Mário Frayão era um homem sem fim, que começava mas não acabava.

Já bem entrado em idade, abalançou-se a uma candidatura à Assembleia Municipal da Horta em representação da CDU, tendo sido eleito com outro candidato, pautando a sua ação em nome dos interesses do concelho. É dele uma frase marcante dita num dos plenários daquele órgão autárquico: “O meu partido é a ilha!”

Desafiado pela Antena Nove para um programa semanal sobre as suas memórias e o comentário do dia-a-dia da realidade faialense, foi a figura central do “Bate-papo”, realizado por Souto Gonçalves, ao qual se juntou Margarida de Bem Madruga. Este momento radiofónico atingiu assinalável popularidade em consequência das curiosidades, estórias, reflexões e até declamação de poesia que ali levava com grande paixão. |X|