Faz hoje 51 anos…

… que ocorreu um dos maiores ajuntamentos na ilha do Faial

Continuar a ler →

Mais uma aeronave em reabastecimento no Aeroporto da Horta

Têm sido muitas as aeronaves, neste período estival, a utilizarem a pista de aviação de Castelo Branco e os serviços prestados pelo Aeroporto

Continuar a ler →

Berta Cabral esclarece declarações sobre o Aeroporto da Horta

Recebi, da Dr.ª Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do Governo Regional dos Açores, cópia de um esclarecimento enviado ao líder do Grupo do Facebook Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas. Agradeço, publicamente, a deferência e com a devia vénia o transcrevo uma vez que abordei o assunto AQUI.

Tomei conhecimento do seu comunicado sobre as minhas declarações na RTP no dia 7 do corrente na cidade da Horta e esclareço o seguinte:

1- No desempenho das funções que exerci anteriormente são públicas e bastantes as minhas intervenções escritas e verbais, na Assembleia da República, a defender a ampliação do Aeroporto da Horta. Não é pois de hoje a minha posição sobre a execução dessa obra.

2- Enquanto Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, as declarações que proferi à RTP estão em perfeita concordância com essa posição: Defendo que se deve ampliar a pista, que a obra é uma responsabilidade do Governo da República, que deve ser financiada por fundos comunitários do Governo da Republica do próximo Quadro Comunitário.

3- Em momento algum referi desconhecer o artigo 70 da lei do orçamento de Estado que incumbe à NAV EPE o pagamento do projeto da pista da Horta. As minhas afirmações apenas alertam para a preocupação de quem conhece os processos concursais, as dificuldades com as cadeias de fornecimento de equipamentos, bem como a demora dos processos de autorização e licenciamento junto de diversas autoridades, que podem não se coadunar com o tempo limite de finais de 2024, que a ANA SA dispõe para certificar o aeroporto da Horta pela regulamentação EASA. Não podemos correr o risco de em 2024 a infraestrutura não se encontrar certificada e ficar impedida receber tráfego aéreo.

4- O Governo dos Açores está solidário com os Faialenses no aumento da pista do Aeroporto da Horta. |X|

O Faial não terá uma pista maior!

A naturalidade ou a ligação a uma determinada ilha dos titulares das Secretarias do Governo Regional foram, desde que me recordo, um assunto político relevante, sobretudo nas ilhas mais pequenas. Ter alguém da própria ilha ou a ela ligado com assento no Conselho do Governo era, argumentava-se, um fator de vantagem para a população dessa ilha, porque, assim, haveria uma voz a fazer-se ouvir no órgão onde boa parte do futuro da Região e de cada uma das suas parcelas é decidido.

Em campanhas eleitorais discutia-se o assunto. Quem obtinha essa vantagem fazia gala de tal conquista, quem não a obtinha desvalorizava a ausência. As coisas, entretanto, evoluíram, a mobilidade foi incrementada, as novas tecnologias facilitaram a comunicação e o tema já não tem a importância de outrora.

Já no início da década de 90 do século passado, Alberto Madruga da Costa, presidente da Assembleia Regional, dizia a Sidónio Bettencourt, na RDP-Açores (Antena 1 Açores), que um secretário regional não decide melhor ou pior por estar sentado numa ou noutra ilha e eu acrescento, por ser ou não ser desta ou daquela. Mesmo assim, albergar uma Secretaria Regional e o respetivo titular não deixou de ser matéria para debate político, pois ainda há relativamente pouco tempo a instalação de uma Secretaria Regional no Pico aquecia ânimos.

Neste aspecto e tendo em conta o que já possuiu, o Faial tem perdido muito. Levanto a questão porque, apesar de tudo, sempre fui de opinião, como continuo a ser, de que colocar um faialense no Governo não é despiciendo, como não o será para qualquer outro cidadão que habite uma das ilhas mais pequenas dos Açores, visto que São Miguel e Terceira, até por uma razão natural, têm lugares cativos no Governo Regional.

O aumento da pista do Aeroporto da Horta acaba de levar uma forte machadada por causa das declarações da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, pois Berta Cabral não foi ambígua ao priorizar a construção das zonas de segurança da pista, nem a secundarizar o respetivo aumento para o comprimento desejado pelos defensores da ampliação.

Vejamos este caso prático: o aumento da pista do Aeroporto da Horta acaba de levar uma forte machadada por causa das declarações da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, pois Berta Cabral não foi ambígua ao priorizar a construção das zonas de segurança da pista, nem a secundarizar o respetivo aumento para o comprimento desejado pelos defensores da ampliação. Para mim, a governante afirmou, sem o fazer, que o Faial não terá uma pista maior!

Se no Conselho do Governo estivesse um faialense (um faialense com peso político, capacidade de intervenção e desassombro) este assunto não passaria em claro com toda a certeza, nem provavelmente qualquer outro membro do executivo se pronunciaria publicamente sem medir as palavras que quisesse proferir. Além disto, acontece que no Conselho do Governo está sentado um picoense, que, obviamente, por mais imparcial que possa ser, não deixará de puxar a brasa à sua sardinha… |X|

Movimento aeromédico intenso no Aeroporto da Horta

Durante o inverno e a época turística baixa o movimento de aeronaves no Aeroporto da Horta diminui em relação às restantes épocas do ano, como é natural, pelo menos no que diz respeito às ligações comerciais. No entanto, em menos de 24 horas, ocorreram quatro operações aéreas destinadas a realizar evacuações por razões de saúde, o que tornou o dia de ontem e o princípio do de hoje excecionais em face da acalmia de tráfego atrás referida.

O líder do grupo do Facebook denominado “Aeroporto da Horta”, que mantém uma ininterrupta atenção à vida do aeroporto faialense, assinalou, precisamente naquela rede social, a presença de “três aeronaves diferentes da Força Aérea Portuguesa perfazendo quatro evacuações aeromédicas”. Dejalme Vargas explicou que “a primeira foi por volta da 1h30 do dia 20 com o Falcon a transportar um doente para Lisboa, pouco depois aterrou a aeronave CASA 295 levando um doente para Ponta Delgada, durante a tarde o helicóptero EH101 trouxe um doente do Pico [na fotografia, de Souto Gonçalves] e por volta da 0h10 do dia 21 mais um transporte do Faial para São Miguel no EH101”. |X|

SATA ATERRA DEBAIXO DE MAU TEMPO

A transportadora aérea regional já realizou hoje as duas primeiras ligações que estavam previstas para o Aeroporto da Horta. As aeronaves aterraram às 9h18 e 10h28, provenientes de Ponta Delgada e da Terceira.

Ainda neste dia a pista de Castelo Branco deverá receber mais quatro voos oriundos das Flores (11h50), Ponta Delgada (11h50), Terceira (15h25) e Corvo (15h50).

Apesar do mau tempo, em certos momentos com um cariz de tempestade, o movimento no Aeroporto da Horta decorre dentro da normalidade. No entanto, o Dash 400 (o avião maior) da SATA Air Açores, que tocou a pista às 10h28 de hoje, procedente da ilha Terceira, descreveu uma linha de aproximação um pouco diferente do habitual, afastando-se consideravelmente para sudoeste do Faial para depois aterrar, no sentido Morro – Monte da Guia, sob chuva e vento muito fortes, do quadrante sueste (de acordo com a previsão do Windguru) ou sul (conforme observação no terreno feita pelo autor deste texto).

Terá sido uma aterragem com grande turbulência, que ocorreu sob condições de visibilidade extremamente reduzidas. Observada a cerca de meio quilómetro, de forma perpendicular, praticamente não era possível descortinar a pista, pois apenas se via, com dificuldade, as respetivas luzes acessas. |X|

AVIÕES ATERRAM NORMALMENTE

Voo SP 570 da SATA Air Açores após a ligação Ponta Delgada – Horta neste domingo, 21 de novembro de 2021 | fotografia de Herberto Gomes

Apesar da chuva intensa, durante a madrugada e manhã e das nuvens muito baixas o movimento aeroportuário no Faial está a decorrer com normalidade. Durante a manhã de hoje aterraram no Aeroporto da Horta quatro aeronaves da SATA, provenientes de Ponta Delgada, de Lisboa, do Corvo e das Flores e ainda um avião da Força Aérea Portuguesa (FAP), da esquadra “Elefantes” (parecido com o “Aviocar”). Ainda está previsto mais um voo da SATA ao fim da tarde, com origem em Ponta Delgada.

O arquipélago dos Açores está sob aviso amarelo emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) por causa de “precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada por trovoada”, vigorando, no Grupo Central, até às 20 horas de amanhã. |X|

Porto do Pico

MEMÓRIA DA IMPRENSA

Os jornais locais, volta e meia, trazem as questões das acessibilidades para as suas páginas e não é de agora que o fazem. Nada de admirar, porque, vivendo numa ilha, a nossa necessidade de ligação ao exterior, pelas mais diversas razões, é permanente. O Correio da Horta, neste dia 13 de novembro, mas em 1968 (há 53 anos), punha o problema do porto do Pico, dizendo, em título, no melhor espaço da primeira página, que a sua construção era “imperiosa e urgente”.

“Muitos são os factos que dia a dia avolumam a necessidade imperiosa da construção do porto do Pico”, começa por escrever o autor do artigo que o jornal destacou. Trata-se do professor Ruben Rodrigues, que mais tarde dirigiu o próprio Correio da Horta e, antes deste, O Telégrafo, mas que em 1968 estaria pela Madalena, onde trabalhou na biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian e foi vereador da câmara municipal, entre outras atividades.

O texto destinava-se a publicação no Correio da Horta, Bom Combate (Madalena) e Açores (Ponta Delgada) e emissão no Rádio Clube de Angra. Ao lê-lo fica-se a saber que o Pico, “portuguesíssimo rincão açoriano”, nessa altura tinha 21 mil habitantes.

Ruben Rodrigues expôs um “facto que, só por si, bastaria para justificar a urgente resolução de dotar-se o Pico de um porto capaz”, ironizando: “Pseudo [portos] temos muitos”. E passou à descrição do motivo que, na sua opinião, justificava a reivindicação: “O ‘Terceirense’, desde ontem, navega em viagem turística – pobres turistas! – ao redor do Pico à procura de local onde possa embarcar cerca de duas centenas de bovinos a exportar para Lisboa, tendo no seu bojo trezentas e tantas cabeças do Faial e 130 do Concelho da Madalena exportadas através dos portos da Madalena e Areia Larga.”

Segundo a crónica enviada à rádio e aos jornais o navio encontrava-se num “vaivém” das Lajes para o Cais e “vice-versa”, os “únicos portos onde os barcos da Insulana” faziam serviço. A situação agravava a economia da ilha já afetada por “um tempo que teima em ser agreste”, depois “de um verão que foi paupérrimo em pescado”.

AEROPORTO DO FAIAL | Apesar de estar no Pico, como atrás se supôs e se deduz do emprego da primeira pessoa do plural a dado passo do texto que a seguir se volta a citar, Ruben Rodrigues não nega a sua condição de faialense. Aproveitou o ensejo para introduzir o tópico do transporte aéreo, mas fê-lo como nenhum picoense o faria, o que mostra que esta é uma querela com profundas raízes num passado não tão recente como possa parecer em face da atualidade do tema, discutido quase diariamente, boa parte das vezes envolto em polémica, agora que as redes sociais o favorecem.

“Esperamos, que depois de discutidas as comunicações aéreas inter-ilhas que no caso particular do Pico não são de modo algum, no momento, aspecto fundamental para o seu progresso – não temos nem luz, nem água, nem caminhos vicinais e nem o nosso movimento de mercadorias e nem a maioria esmagadora da população viajará utilizando esse necessário mas não, no caso presente, urgente meio – em construção um aeroporto no Faial como é sabido – esperamos, repetimos, que as altas esferas se debrucem sobre o problema do Porto do Pico”. |X|

LIGAÇÕES AÉREAS AFETADAS

Condições meteorológicas estão a condicionar as operações no Aeroporto da Horta

Instabilidade atmosférica atrasou ligação aérea entre as Flores e o Faial

Às 12h10 de hoje uma aeronave Dash 400 da SATA Air Açores aterrou no Aeroporto da Horta proveniente da ilha das Flores, apesar do mau tempo que se faz sentir, com céu encoberto, nuvens baixas e vento a soprar com alguma intensidade.

Esta ligação aérea entre as Flores e o Faial merece notícia porque aconteceu depois de duas tentativas frustradas para aterrar na pista do Faial durante a manhã de hoje. O voo da Azores Airlines procedente de Lisboa ainda fez a aproximação ao destino, mas divergiu para a ilha Terceira, o mesmo acontecendo, poucos minutos depois, com um voo da SATA Air Açores, que vinha de Ponta Delgada.

Estado do tempo não permitiu aterragem no Aeroporto da Horta de voos provenientes de Lisboa e Ponta Delgada

Melhor desfecho, conforme referido, teve a ligação entre as Flores e a Horta. No entanto, antes de aterrar, o avião deu várias voltas (seguramente mais de um quarto de hora), a uma razoável distância do Faial, para depois se encaminhar para a pista. Entretanto, às 12h46 partiu para Ponta Delgada.

O Aeroporto da Horta prevê receber, ainda hoje, mais três voos da SATA Air Açores, um deles do Corvo e os outros dois da ilha Terceira. Enquanto isto, o avião da Azores Airlines que não conseguiu aterrar na Horta encontrava-se, ao princípio da tarde, no Aeroporto das Lajes a aguardar a possibilidade de completar a viagem inicialmente prevista.

“A montanha do Pico constitui um gerador de turbulência que restringe drasticamente a operacionalidade do Aeroporto da Horta quando o vento sopra muito fresco, do quadrante Leste, neste caso SE/ESE, 45 km/h e rajada máxima de 65 km/h”, escreveu, a este propósito, no Facebook, Martins Goulart, que se mantém atento às questões relacionadas com o transporte aéreo, particularmente nas ilhas do Faial e Pico.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso amarelo para o Grupo Central do arquipélago dos Açores em vigor até ao início da manhã de amanhã por causa de chuva forte e trovoada. |X|