INFORMAÇÃO, SOCIEDADE

600 animais deram à costa

Baleia arrojada na Madalena foi retirada para “dissecação, amostragem biológica e remoção de ossadas” fotografia da DRAM


São às dezenas os arrojamentos de animais marinhos nas ilhas dos Açores em cada ano

SOUTO GONÇALVES TEXTO

Em 1999 foi lançada no arquipélago a Rede de Arrojamentos de Cetáceos dos Açores (RACA), que, até hoje, “registou quase seis centenas de arrojamentos, envolvendo animais marinhos de grande, médio e pequeno porte”, entre cetáceos, focas, tartarugas-marinhas, aves, cefalópodes, peixes e outras espécies, lê-se numa nota informativa publicada na página do Facebook da Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM).

Esta rede foi criada pelo governo regional e o seu objetivo é “minimizar as possíveis ameaças dos arrojamentos para a segurança e saúde humanas, minimizar a dor e o sofrimento de animais arrojados vivos e obter, a partir destes eventos, o máximo benefício científico e educacional”.

A coordenação da RACA é assegurada pela DRAM que conta, para a operacionalização da rede, com os Parques Naturais de Ilha e a colaboração de vários parceiros e autoridades, supervisinados cientificamente por investigadores da Universidade dos Açores.

ARROJAMENTO NO PICO

O último arrojamento em que interveio a RACA deu-se na Madalena do Pico, na passada terça-feira, envolvendo dois cetáceos. A progenitora não resistiu ao incidente, tendo sido encontrada no calhau, junto à oiscina muicipal da Madalena, na Areia Larga. A respetiva cria foi salva e encaminhada para o mar.

“O animal mais pequeno (3,40 m de comprimento) foi prontamente resgatado e libertado no porto da Madalena, com a ajuda de uma embarcação da empresa marítimo-turística CW Azores”, explicou a DRAM na nota de imprensa já referida.

“O animal maior [na fotografia da DRAM], com 6,36 m e peso superior a 2,5 toneladas, foi transportado com meios disponibilizados pela da Câmara Municipal da Madalena, para um local apropriado para dissecação, amostragem biológica e remoção de ossadas, tarefa essa realizada sob coordenação de investigadores da Universidade dos Açores. Este animal encontrava-se fresco e não apresentava ferimentos exteriores que pudessem indicar as causas da sua morte”, especifica a mesma nota. |X|

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