Câmara Municipal retifica cartaz da Semana do Mar

Palavra HORTA mantém-se, mas foi substituída pelo logotipo que identifica a cidade há muitos anos

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Ilídia Quadrado destaca-se no PSD do Faial

Depois de algum tempo sem uma vice-presidência no órgão executivo de direção política do Partido na Região os sociais-democratas faialenses reconquistaram o lugar

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CANAL FAIAL – PICO PONTIFICA NA ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS

Carlos Ferreira e José António Soares foram eleitos figuras de proa da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA)

A vitória na Câmara Municipal da Horta e também na Assembleia Municipal da Horta da coligação PSD-CDS-PPM, liderada no Faial por Carlos Ferreira, deu-lhe a presidência da “intermunicipal” da AMRAA | fotografia do Município da Horta

O presidente da Câmara Municipal da Madalena, que se pode considerar um “dinossauro” dos autarcas açorianos, inclusivamente no seio do partido que o elegeu, José António Soares, é o novo presidente do Conselho de Administração da AMRAA.

Soares, desde a sua juventude ligado à JSD e ao PSD, cumpre o terceiro e último mandato na autarquia madalenense, à qual se candidatou apenas vinculado aos sociais democratas, não acompanhando a coligação tripartida que sustenta o governo regional e algumas câmaras e assembleias municipais dos Açores.

Por sua vez, o protagonista de uma das mais saborosas vitórias da coligação PSD-CDS-PPM nas últimas eleições autárquicas, Carlos Ferreira, que arrancou o município da Horta das mãos do PS após 32 anos de domínio socialista, é agora o presidente da assembleia intermunicipal desta associação dos municípios dos Açores.

É caso para dizer que o eixo Madalena – Horta pontifica na AMRAA. |X|

CARLOS FERREIRA EM JOGO

Comemoração do Dia Mundial da Terceira Idade, a 28 de outubro de 2021 | fotografia da Câmara Municipal da Horta

NOVA ADMINISTRAÇÃO DA URBHORTA

Carlos Morais, Rui Martins e Sílvia Avelar são os novos membros do Conselho de Administração da empresa municipal Urbhorta

O Teatro Faialense é gerido pela Urbhorta | fotografia: Urbhorta

A Câmara Municipal da Horta já tinha divulgado que o vice-presidente do município, Carlos Morais, ocuparia o lugar de presidente do Conselho de Administração (CA) da Urbhorta – Construção, Gestão e Exploração de Projetos de Desenvolvimento Empresarial, E.E.M. Agora, através de uma nota informativa, ficou a saber-se que o CA é composto, para além do presidente, pelos vogais Rui Martins e Sílvia Avelar.

A nomeação do CA da Urbhorta é da responsabilidade da respetiva assembleia geral, à qual preside o presidente da câmara municipal, Carlos Ferreira, integrando, ainda, os vogais Maria Miguel Pavão Marques e Dário Silveira.

Os novos rostos da empresa municipal que, na administração, sucedem a José Freitas, Filipe Menezes e Diva Silva, surgem na sequência das eleições autárquicas.

Carlos Morais, cuja dedicação a tempo inteiro ao município foi questionada durante a campanha eleitoral, acaba por assumir um papel de relevo na gestão do município, acumulando a vice-presidência da câmara com a presidência da Urbhorta, cuja atividade abrange “equipamentos coletivos, do património edificado e a prestação de serviços nas áreas da educação, ensino, cultura e desporto”, segundo a referida nota informativa. “Atualmente – acrescenta o texto – gere o Parque Empresarial e Tecnológico da ilha do Faial, o Banco de Artistas, o Teatro Faialense, o Centro Hípico, a Piscina Municipal e os Parques de Campismo do Capelo e da Praia do Almoxarife”.

O vogal Rui Martins, homem forte do CDS no Faial, cuja preponderância cresceu no xadrez político local em resultado da coligação que suporta o governo regional, acrescenta as novas funções às de líder dos centristas nesta ilha; de deputado regional por via do círculo de compensação e de deputado municipal na Assembleia Municipal da Horta.

Sobre a acumulação dos cargos de deputado municipal e membro do CA da Urbhorta não se fizeram esperar reações no Facebook apontando o facto de Rui Martins se fiscalizar a si próprio visto que a empresa municipal é escrutinada pela assembleia municipal.

Sobre a vogal Sílvia Avelar nada se pode dizer, para já, pois não tem percurso em funções públicas. |X|

ESCÂNDALO

Já ontem, através do Facebook, no decorrer da sessão de instalação da Assembleia Municipal da Horta (AMH) e tomada de posse da Câmara Municipal da Horta (CMH), em que participei, representando o Grupo de Cidadãos Eleitores SOMOS FAIAL, a convite da senhora presidente da AMH, tive oportunidade de desejar a todos os cidadãos eleitos um mandato profícuo a favor do Faial e dos seus habitantes, o que, agora, reitero.

A cerimónia decorreu com uma dignidade e elevação adequadas ao momento, para o que contribuiu, naturalmente, a equipa responsável pelo protocolo, renovada na totalidade. Cumpriu, assim, com nota máxima, o seu papel e primeiro desafio.

Para mim, não é de somenos importância realçar os aspectos formais numa ocasião como esta, já que se trata, em grande medida, de uma momento em que o ritual e a etiqueta se sobrepõem aos demais aspectos em presença.

Em mais de uma hora como assistente, não me fico, contudo, pela natureza cerimoniosa do ato, porque aí não se esgota a sua importância, até porque de um convidado não se deve esperar apenas o aplauso, penso eu…

Por isso, sem delonga, realço dois aspectos:

Depois de ter convocado uma conferência de imprensa para exaltar o legado que deixou, o anterior presidente da câmara disse que “sempre assumiu os seus compromissos, por isso não será agora que o vai deixar de fazer”. (vide Incentivo, 2021-10-11).

Embora tenha declarado que irá tomar assento no seu lugar de vereador, a verdade é que faltou à posse. Não ficou bem!

O discurso de posse do presidente da câmara ficou, para mim, muito aquém das expectativas. Foi uma cópia da campanha eleitoral, tirando umas citações poético-literárias.

Passado o tempo em que as regras do “marketing” político são mais apertadas, para atrair votação, era de esperar — melhor dizendo, esperava eu — uma intervenção com outra profundidade, isto é, ancorada no que foi a ideia-chave (não explicada) do programa eleitoral vencedor: uma visão de futuro para o Faial, devidamente planeada.

Ou seja, eu tinha a ilusão de que o presidente da câmara mais desejado pelos faialenses, depois de Renato Leal, fosse capaz de um golpe de asa no momento inaugural do seu mandato.

Em género de parêntesis e a propósito, faço uma comparação entre Carlos Ferreira e Renato Leal: ambos cumpriram o desígnio da mudança, baseados num grau de popularidade assinalável, mas sem correspondência programática.

O presidente da câmara que entrou em funções ontem tem a seu crédito pelo menos quatro anos para confirmar que eu estou enganado.

Parte substancial das propostas para o mandato em curso são da responsabilidade do governo regional. Resta saber se o governo regional as cumprirá e, mais do que isso, se a Câmara Municipal da Horta terá força suficiente para chamar o governo à razão.

Na campanha eleitoral chamei a atenção para o facto de o Faial precisar de um presidente de câmara e não de um delegado do governo, como aconteceu no consulado socialista.

Em tempos, escrevi, citando uma anedota atribuída Bocage, a propósito de um discurso do presidente João Fernando Castro, em que apresentou obras do governo em vez de obras da câmara para justificar a validade do voto nos socialistas, que “o peido que aquela senhora deu, não foi ela, fui eu”.

Escandalizei na altura. Espero não ter que escandalizar de novo. |x|

AUTÁRQUICAS. Ricardo Soares na calha para a câmara da Horta pelo PSD

Jornal Incentivo avança, em primeira mão, com o nome escolhido para liderar a candidatura social-democrata nas próximas eleições autárquicas no município faialense

Embora o PSD do Faial se encontre em pleno processo eleitoral para a eleição dos próximos titulares dos órgãos de ilha do partido, marcada para 9 de abril e a quem caberá as definições sobre as autárquicas de 2021, o jornal Incentivo garante, na sua edição da manhã de hoje, que o presidente da comissão política já escolheu o cabeça-de-lista à câmara da Horta.

Trata-se, segundo o matutino, de Ricardo Soares, uma personalidade ligada à banca, atualmente quadro do Santander. O periódico assinala que Soares “não tem qualquer trabalho político conhecido, embora sejam conhecidas as suas simpatias pelo Partido Social Democrata” e sublinha, duas vezes, que não é natural do Faial, adiantando, embora, que vive nesta ilha, onde desenvolve projetos empresariais.

O Incentivo, que não cita explicitamente nenhuma fonte do partido, considera o envolvimento de Ricardo Soares nas autárquicas uma “surpresa”, “uma vez que era esperada a candidatura [à câmara] de Carlos Ferreira, dentro e fora” do PSD, explicando que este deputado eleito pelo Faial venceu os dois últimos atos eleitorais para o parlamento.

A revelação do nome de Ricardo Soares é, ainda, mais surpreendente porque, conforme referido no início deste texto, o PSD-Faial encontra-se em processo eleitoral interno, o que pode conduzir à renovação da atual direção, que, assim, vai herdar a decisão mais importante do processo autárquico que é a escolha do cabeça-de-lista à Câmara Municipal da Horta. |X|

|| SOUTO GONÇALVES texto | Fotografia: Fac-símile da 1.ª página do jornal Incentivo

Estudo sobre o porto surpreende

As consequências da agitação marítima têm sido um dos pomos de discórdia na discussão sobre o reordenamento do porto da Horta fotografia de José Manuel Garcia


O deputado da Iniciativa Liberal (IL), intervindo, ontem, no debate parlamentar sobre a petição “a favor da suspensão das obras de construção civil no Espelho de Água do Porto da Horta, tal como se encontram previstas no projeto da 2.ª fase” do respetivo reoordenamento, disse estar “em condições de adiantar” que os resultados dos testes do modelo reduzido feitos pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) vão surpreender.

“Os testes foram feitos e ainda são mais benéficos, mais positivos do que o modelo matemático”, afirmou Nuno Barata. “Por isso nós vamos ter, se calhar, finalmente, a possibilidade de avançar com a obra tão desejada do porto da Horta”, vaticinou o único deputado da IL, funcionário da Portos dos Açores, ligado à comunicação da empresa, antes de ser eleito para a Assembleia Legislativa dos Açores.

A “primeira mão” de Nuno Barata explica-se com a sua relação com a empresa à responsabilidade de quem o reordenamento do porto será realizado e é justificada pelo próprio, que alegou “conhecimento de causa que os senhores deputados não são obrigados a ter ainda”.

Parece, portanto, estar para breve a divulgação das conclusões do estudo pedido pela Portos dos Açores ao LNEC, já que, ainda de acordo com o deputado liberal, “só falta a produção dos relatórios finais”.

O DEBATE

Seriam poucos os faialenses que estariam à espera de que o debate em torno da petição (que não é votada), com de mais de 1.700 assinaturas, trouxesse alguma coisa de novo, já que aos peticionários resta aguardar que os partidos tomem alguma iniciativa legislativa para dar expressão ao conteúdo do documento. Só o Bloco de Esquerda (BE), pela voz da deputada Alexandra Manes, afirmou, sem especificar pormenores, que o seu partido o fará.

Apenas os partidos Chega (CH) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN) não se pronunciaram sobre o tema em discussão. Gustavo Alves (PPM), Tiago Branco (PS), Rui Martins (CDS-PP), Carlos Ferreira (PSD) e o já mencionado Nuno Barata, tomaram a palavra, pela ordem referida. O tom geral foi de congratulação pela atitude dos cidadãos que subscreveram o documento e de desejo que a obra se concretize de modo a potenciar as valências do porto.

O momento mais tenso aconteceu quando Carlos Ferreira criticou o facto de o relatório da comissão parlamentar que analisou a petição ter ficado pronto no início de 2020, sem que, entretanto, o assunto fosse levado à discussão do plenário antes de terminada a legislatura anterior.

Ana Luís (PS), presidente da assembleia nesse período, sentiu-se atingida pelos respingos e declarou que a petição foi preterida, em acordo com a conferência de líderes parlamentares, por causa do condicionamento que a pandemia causou na agenda dos trabalhos da assembleia.

Luís Garcia, presidente do parlamento, confirmou as palavras de Ana Luís, mas aproveitou a ocasião para dar um público puxão de orelhas aos presidentes das comissões permanentes, advertindo-os para a necessidade de desbloquearem diplomas que se encontram há demasiado tempo por relatar.

A ENCENAÇÃO

As baixas expectativas em torno deste debate não se confirmaram porque, como foi referido ao princípio, Nuno Barata tratou de anunciar a divulgação para breve de novos dados sobre o estudo em modelo reduzido elaborado pelo LNEC.

Curiosamente, Barata foi o menos efusivo e o mais parco nos encómios aos peticionários. Não será despiciendo assinalar que, politicamente, o liberal está numa posição diametralmente oposta ao comunista José Decq Mota, que subcsreve a petição em primeiro lugar.

Sendo o último a falar, encenou a revelação sobre as conclusões do LNEC com uma alusão aos “Os Lusíadas” para zurzir nos “velhos do Restelo”, exortando que “as forças vivas” do Faial “se dispam das vestes de velho de aspeto venerando” e que “apoiem finalmente o projeto que está testado e será provado que é um bom projeto para o porto da Horta”.

Tendo, certamente, consciência do peso e do efeito da invocação histórica que faria, Nuno Barata antecedeu-a de um rasgado elogio à marina da Horta, lembrando que é a quarta mais movimentada do mundo e que não se pode “vender” os Açores “sem usar esta marca”, sublinhando a importância económica do porto da Horta para o desenvolvimento dos Açores e concluindo que “ninguém despreza a sua importância geoestratégica”.

À conta de um remoque, dirigiu-se à bancada governamental manifestando a convicção que “saiba aproveitar o trabalho que foi feito pela Portos dos Açores no passado e que está em fase bastante adiantada”.

Rui Martins, que falara mais cedo, numa intervenção que se veio a revelar premonitória, acabou por deixar no ar a suspeita que persiste sobre a bondade da conclusão do estudo em modelo reduzido anunciada por Nuno Barata e que talvez seja o âmago das próximas discussões sobre o porto, a primeira das quais já na próxima sexta-feira na Assembleia Municipal da Horta (AMH).

O deputado centrista recordou que a Portos dos Açores (PA) pediu ao LNEC um estudo “que comprovasse que o último projeto apresentado é a melhor solução”, dando a entender que o que está em causa não é confirmar, mas, avaliar, lembrando que a AMH solicitou à PA o caderno de encargos do estudo, nunca remetido. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO