TEMPO. Sol de verão com aviso laranja

Quem esteve atento às previsões meteorológicas ter-se-á dado conta de que, ao contrário de chuva forte acompanhada de trovoada anunciadas, o Faial gozou, hoje, um dia primaveril, com o sol a fazer inveja ao brilho que o astro-rei exibe em plena canícula.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu avisos amarelo e laranja, prevenindo para o mau tempo que se avizinharia.

Olhando para a fotografia, extraída do portal (site) do IPMA, verifica-se que, ao meio-dia, o mau tempo, representado pela cor azul clara, se encontrava mesmo ao lado da ilha do Faial.

Durante a noite passada choveu por estas bandas, mas o movimento dos ares levou a que, ao longo do dia — período que estava abrangido pelo aviso laranja —, esta ilha escapasse.

Com efeito, a previsão do IPMA dirigia-se ao Grupo Central, que foi, de facto, atingido pela intempérie, mas só em parte.

Quando, por vezes, se critica o IPMA por não acertar nas previsões, esquece-se que pode acontecer o que hoje ocorreu, ou seja, um capricho da natureza fazer com que a chuva passe um pouco mais ao lado de uma ou outra ilha. |X|

POPULAÇÃO DO TRIÂNGULO DOS AÇORES

Dados (provisórios) dos Censos 2021, comparados com os dados dos Censos 2011, com a variação absoluta entre uns e outros e respetiva percentagem + AQUI.

As freguesias do Faial, Pico e São Jorge

Se se quiser dizer, de repente, o nome das freguesias dos seis concelhos do Triângulo dos Açores (TA), repartidos pelas três ilhas, talvez não seja fácil. Cada qual saberá quais são as freguesias do seu concelho e ilha, mas as restantes não estarão na ponta da língua, nem sequer, provavelmente, quantas são.

No Faial são 13 freguesias, no Pico 17 e em São Jorge 11, perfazendo 41 (as imagens foram extraídas do portal do Instituto Nacional de Estatística (INE):




Despovoamento do Triângulo dos Açores

Num ano em que se realizaram os Censos em Portugal é oportuno falar do assunto. O FREGUÊS publicará os dados relativos a cada uma das 41 freguesias do Triângulo dos Açores (TA), apresentando também os resultados por concelho, por ilha e no conjunto do próprio TA.

Embora o objetivo do FREGUÊS seja dar relevo noticioso às freguesias e aos fregueses, valorizando a sua importância, nesta publicação faz-se a comparação dos dados demográficos recolhidos nos Censos 2021 com uma informação publicada no jornal Correio da Horta de 27 de novembro de 1971 sobre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge. |x|

ALMOXARIFE: UM CASO DE ESTUDO

O cientista Mário Rui Pinho, da Universidade dos Açores, sugeriu hoje, numa publicação no Facebook, que a “dinâmica sedimentar da Praia de Almoxarife”, que “é extraordinária”, merece “ser estudada”.

A imagem, da autoria do referido universitário, há muito ligado ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, trabalhando na Horta, mostra o areal da Praia do Almoxarife a cobrir parte da escaleira do pequeno porto ali existente, contrastando com o que é habitual presenciar-se, ou seja, uma zona com alguma profundidade onde os banhistas costumam mergulhar. |X|

CHUVA E TROVOADA A CAMINHO

Arquipélago dos Açores sob aviso amarelo de mau tempo. Grupo Central em alerta a partir das 18 horas deste domingo

Depois de, a meio da semana finda, o Faial ter sido fustigado por fortes chuvadas e uma trovoada intensa, ainda que breve, o mesmo quadro meteorológico poderá repetir-se, com início ao fim da tarde de hoje, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Um aviso do IPMA já está em vigor (desde a meia-noite) nas Flores e no Corvo (Grupo Ocidental) e amanhã à tarde abrangerá São Miguel e Santa Maria (Grupo Oriental). O mau tempo vai passar pelas ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira (Grupo Central) durante cerca de 24 horas (entre as 18 horas deste domingo e as 20 horas de segunda-feira), trazendo consigo “precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada”, conforme anuncia o IPMA.

Na passada quarta-feira, recorde-se, choveu intensamente no Faial e uma forte trovoada abateu-se sobre esta ilha provocando cortes de energia elétrica e danificando eletrodomésticos.

PREVISÃO DO ESTADO DO TEMPO

O IPMA, para hoje, domingo, 10 de outubro de 2021, prevê períodos de céu muito nublado com abertas, tornando-se encoberto; períodos de chuva por vezes forte a partir da tarde; condições favoráveis à ocorrência de trovoada a partir da tarde e vento sueste moderado a fresco (20/40 km/h) com rajadas até 50 km/h, rodando para sul.

Para amanhã: céu geralmente muito nublado; períodos de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros para o fim do dia; condições favoráveis à ocorrência de trovoada e vento sul bonançoso a moderado (10/30 km/h), rodando para oeste para o fim do dia. |X|

| Fotografia de arquivo, com direitos reservados

Variante muda de traçado

Primeiro encontro oficial entre o presidente da câmara da Horta e o presidente do governo, no Faial fotografia direitos reservados

Os presidentes do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal da Horta encontraram-se para abordar várias questões relacionadas com o desenvolvimento do Faial.

Para a audiência de José Bolieiro a José Leonardo, na Casa do Relógio, Colónia Alemã, na tarde de terça-feira, o autarca faialense levou a lista de assuntos previsíveis no momento atual: frente-mar, porto, aeroporto e variante.

Sobre a 2.ª fase, a construir, da via de circulação denominada variante à cidade da Horta, ESCREVI.BLOG, confrontado com a habitual disputa sobre a paternidade das iniciativas políticas, procurou perceber as circunstâncias que envolvem, presentemente, o projeto.

Após a audiência, o gabinete de comunicação da câmara municipal emitiu uma nota informativa onde é referida a “colocação da construção da variante no leque de investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) do Governo da República”, razão pela qual, afirmou José Leonardo, se justifica avançar para a 2.ª fase da obra, tendo em conta também que o quartel dos bombeiros está em construção e a frente-mar continuará a avançar.

Apresentada desta maneira a questão da variante e sem que o presidente do governo tivesse feito alusão concreta ao assunto, tudo indicava que o presidente do município faialense obtivera, logo na primeira reunião com o chefe do executivo açoriano, uma importante conquista para o Faial.

Solicitado a clarificar as palavras de José Leonardo, o gabinete de comunicação da câmara precisou que o projeto da variante foi inscrito no PRR pelo governo regional anterior, satisfazendo a reivindicação do edil da Horta, que, por sua vez, no encontro de terça-feira com presidente do governo, reforçou a sua pretensão.

ESCREVI.BLOG, entretanto, procurou saber o ponto da situação das “démarches” para a construção da variante, confrontando a secretária regional das Obras Públicas e Comunicações com a sua inclusão no PRR.

Ana Carvalho contou a ESCREVI.BLOG que o PRR que recebeu do governo anterior referia, no que toca à rede viária regional, uma verba de 60 milhões de euros (ME) para executar 200 quilómetros de estrada.

Interrogada diretamente sobre a quem pertence a iniciativa de introdução da variante à cidade da Horta no PRR, Ana Carvalho respondeu que foi uma decisão do executivo de José Manuel Bolieiro.

Instada a divulgar o custo da obra, a secretária regional informou que o projeto está a ser reformulado e que, por isso, ainda não é quantificável, mas o investimento será suportado pela União Europeia, cabendo à região apenas o pagamento do IVA.

Sobre as alterações em curso explicou que o objetivo é modificar o traçado, para que seja “uma verdadeira variante e não uma rua de uma zona residencial”.

FAIALENSES PRESOS NA ESPERANÇA

A cimeira Bolieiro — Leonardo, embora tenha um significado político importante, acabou por não se traduzir em nada, ou quase nada, de concreto.

Ficaram, no entanto, expressas as melhores intenções de parte a parte, com o presidente do governo a falar da continuidade de compromissos anteriormente assumidos, enquanto o presidente da câmata sinalizou a sua atitude “leal e construtiva”, não esquecendo “o princípio da defesa do Faial e dos faialenses.”

Sem nunca abrir o jogo, pelo menos diante dos microfones, José Manuel Bolieiro deixa os faialenses presos na esperança de boas decisões e melhores execuções.

O executivo ainda não tem os seus instrumentos básicos de governação — plano de médio prazo, para a legislatura (4 anos) e plano e orçamento anuais —, por isso só a fé é que pode salvar, por enquanto, a ilha do Faial, uma das mais contestatárias dos últimos anos.

Talvez porque ainda não está na hora de “mostrar os dentes”, as forças vivas locais optaram por uma atitude tolerante apesar das mãos vazias com que algumas figuras locais saírem dos “briefings” com Bolieiro, que costuma ser colocado no primeiro lugar do pódio dos negociadores.

Por exemplo, Davide Marcos, presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, aceitou de bom grado, conforme se percebeu das suas declarações à imprensa, a manutenção das “gateways” do Faial e Pico, sem questionar, pelo menos publicamente, as condições em que a operação da SATA passará a fazer-se. Recorde-se, no entanto, que até há bem pouco tempo, o número de ligações semanais entre Lisboa e a Horta era um cavalo de batalha bem montado. Admite-se, como atrás referido, que o momento não seja o indicado para pôr o assunto em cima da mesa. Poderá, no entanto, haver quem pense que a hora certa é esta.

O mesmo se pode dizer do omnipresente em matéria de aviação, viagens aéreas, SATA, TAP e líder do grupo do Facebook Aeroporto da Horta, Dejalme Vargas, manifestamente crente, como se lhe ouviu na Antena 1 Açores, na boa intenção de a região passar a fazer parte da solução dos problemas que têm afetado o Faial neste sector. Quanto a prazos e outras exigências, “cala-te boca”, dir-se-ia em linguagem popular.

Igualmente liso no trato, José Leonardo sempre lembrou a José Bolieiro que o Faial vai ter mais dois hotéis (no Carmo e no Largo do Bispo) e que, por isso, é preciso “mais turismo e mais gente para o Faial”. Também recordou ao seu antigo homólogo da câmara de Ponta Delgada que o governo de Vasco Cordeiro prometeu contribuir para a frente-mar da Horta e sobre o porto disse não querer que a obra “fique parada e perdida no tempo”.

Tudo isto num clima de cordialidade que se saúda, mas que contrasta com algum destemperamento quando os interesses político-pessoais, ou a pressão da opinião pública, fazem soar os alarmes. Então, é assistir a comunicados e conferências de imprensa à fartazana! Ou manifestações. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO

Paula Decq Mota relança PCP

A nova líder do PCP no Faial fotografia com direitos reservados


A última coisa que se pode esperar do Partido Comunista Português (PCP) é que baixe os braços. Apesar do resultado desastroso nas últimas eleições regionais e de não terem confirmado as boas expectativas no círculo eleitoral do Faial, os comunistas voltam a arregaçar as mangas

SOUTO GONÇALVES TEXTO

Não se pode dizer que a Direção da Organização da Região Autónoma dos Açores (DORAA) do PCP andou a dormir na forma, pois em todas as eleições, através da Coligação Democrática Unitária (que junta PCP, Partido Ecologista Os Verdes e Intervenção Democrática, estes dois inexistentes no arquipélago), tem marcado presença e se feito ouvir de alguma maneira no panorama político regional.

Mas é notória a perca de fôlego nos últimos anos. Acontece com qualquer um, seja no plano regional, seja a um nível mais baixo. Os partidos, depois de grandes líderes, levam tempo a recompor-se.

José Decq Mota, pela longevidade, pela qualidade da sua ação política e até pela boa imprensa que conquistou, dificilmente poderia ver suceder-lhe uma figura igualmente carismática.

Aníbal Pires, mesmo assim, aguentou o balanço, mas as coisas nunca mais foram como dantes. O sindicalista Vítor Silva, senhor que se seguiu, foi sol de pouca dura à frente da DORAA e a passagem de João Paulo Corvelo pelo parlamento não conseguiu, antes pelo contrário, fazer esquecer os antecessores — o erudito Aníbal Pires, o trabalhador Paulo Valadão e o orador Decq Mota.

O funcionário Marco Varela dirige atualmente os comunistas no arquipélago, sem desmerecer o cargo, embora dificilmente possa ser encarado como uma solução prometedora. Aliás, as dificuldades para encontrar uma liderança forte têm mergulhado o PCP-Açores numa espécie de anemia. A assembleia da Organização da Região Autónoma dos Açores continua adiada.

No Faial, estabelecidas as diferenças, mobilização e resultados não são propriamente os termos indicados para caracterizar o estado do partido.

Institucionalmente os comunistas estão na Assembleia Municipal da Horta através da velha raposa José Decq Mota, mas a representação do partido já foi feita por dois deputados municipais. Também já lá vai o tempo em que participaram na vereação. Em Pedro Miguel e na Matriz deixaram de integrar as respetivas juntas de freguesia.

Enquanto isto, Paula Decq Mota concorreu à câmara em 2017, quando ainda pertencia à Junta de Freguesia da Matriz. Não surpreendeu. Apresentou-se, no entanto, nas últimas eleições regionais de 2020 pelo círculo eleitoral do Faial, conseguindo concitar na opinião pública um sentimento de adesão ao ponto de ter havido quem a colocasse, perante o seu desempenho na campanha eleitoral, ao nível dos candidatos que vieram a ser eleitos. As urnas não o confirmaram.

A última assembleia da organização do Faial remonta a 2013 e a que seria realizada em 2020, acabando com um longo hiato, foi cancelada por causa da pandemia.

Esta sucessão de dificuldades parece ter levado os comunistas do Faial a uma introspeção relativamente à sua vida interna.

Eis senão quando e depois de ter dado alguns sinais de que não baixaria os braços por causa da derrota de outubro passado, Paula Decq Mota surge de mangas arregaçadas.

Em ano de eleições autárquicas o PCP, mesmo sem a realização da assembleia, refrescou a Comissão de Ilha do Faial (CIF), pelo método estatutário da cooptação e elegeu a coqueluche comunista para ser a cara dos próximos combates.

Sob a coordenação de Paula Decq Mota foi criada uma comissão executiva, ficando, assim, lançados os dados para a batalha que se aproxima, não sendo difícil de adivinhar que esta professora de matemática, sindicalista ativa e cidadã cívica e politicamente interveniente acumule a direção partidária com a candidatura à Câmara Municipal da Horta como cabeça-de-lista.

A CIF já sob a coordenação de Paula Decq Mota deliberou criar uma comissão executiva, ficando, assim, lançados os dados para a batalha que se aproxima, não sendo difícil de adivinhar que esta professora de matemática, sindicalista ativa e cidadã cívica e politicamente interveniente acumule a direção partidária com a candidatura à Câmara Municipal da Horta como cabeça-de-lista.

Com as novas responsabilidades Paula Decq Mota não evitará, facilmente, que dela se fale como provável futura líder do partido nos Açores, até porque a organização do Faial sempre teve uma palavra a dizer na estrutura regional comunista.

AS CARAS DO PCP NO FAIAL

Quem acompanha, minimamente, a política local vinha se interrogando sobre o futuro do PCP nesta ilha. A sede iça a bandeira diariamente sem interrupções, mas o movimento que outrora ali existia não é o mesmo.

Toda a gente sabe que o partido gira em torno de um conjunto não muito alargado, mas indefetível, de militantes e com o passar do tempo a falta de renovação torna-se um problema, ainda por cima numa terra pequena, onde há pouca gente.

No entanto, nesse quadro limitado, o PCP conseguiu, agora, senão atrair novas caras em número significativo, pelo menos baralhar e dar de novo, o que, em política, pode ser suficiente para alcançar determinadas metas, visto que, mais importante do que o que se diz é aquilo de que se consegue convencer o eleitorado.

Mantendo, na generalidade, a sua composição, a CIF cooptou três elementos, que tinham “começado a realizar maior número de tarefas no partido, desempenhando assim um papel mais ativo”, segundo Paula Decq Mota. São eles Carlos Fraião — cujo estatura intelectual é indiscutível —, Manuela Flores e Joana Fernandes.

Os membros que se mantêm na CIF são: António Manuel Freitas, Bruno Escobar, Hélia Decq Motta, Isabel Silva, Joana Decq Motta, João Decq Motta, José Decq Mota, José Leitão, José Liduíno, Céu Decq Mota, Luís Decq Mota, Mário Serpa, Paula Decq Mota, Rui Rodrigues e Walter Lavrado. A comissão executiva, que emerge da CIF, é composta por Paula Decq Mota, Joana Fernandes, João Decq Motta e Manuela Flores.

João Decq Mota era o coordenador em funções que, em face das suas responsabilidades no movimento sindical, levou a CIF a analisar a situação e optar pela eleição de uma nova líder comunista local.

A próxima Assembleia da Organização do Faial do PCP será a décima segunda, sem data ainda marcada por causa da pandemia. |X|

Dois novos casos no Pico

Fotografia de Esmeralda Rosa


Nas últimas 24 horas foram diagnosticados cinco novos casos positivos de COVID-19 nos Açores: três em São Miguel e dois no Pico.

No Pico, ambos os casos estão ligados à cadeia de transmissão ativa naquela ilha: um na Madalena e outro em São Roque.

O Faial mantém um caso ativo, nos Cedros. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO