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Trabalhadores desprotegidos

Plenário da União de Sindicatos: não há saída para a economia sem os trabalhadores fotografia: direitos reservados

“Existe um desequilíbrio muito grande entre as medidas aprovadas de apoio às empresas e as de proteção aos trabalhadores”. A conclusão é do plenário da União de Sindicatos da Horta (USH), realizado na manhã de hoje no Faial.

Esta organização sindical, identificada com a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) e que abrange as ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo, chama a atenção para “a grave situação social e económica da região”, reclamando “medidas urgentes, para aliviar o sofrimento dos trabalhadores e das famílias e relançar o crescimento da economia, em moldes mais sustentáveis e socialmente mais justos”.

O plenário sindical teve lugar no Hotel Horta e alertou ainda para “a precariedade” que “já levou a que houvesse despedimentos de trabalhadores e/ou também a situações de chantagem sobre trabalhadores precários, com muitos a serem obrigados a gozarem férias ou a serem ameaçados de que só iriam receber os dias em que estivessem a trabalhar”.

Os representantes sindicais das quatro ilhas em que a USH desenvolve a sua atividade asseguram que “não há saída para a economia do país nem da região sem ter em conta a valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

Para a USH é urgente o aumento ao acréscimo regional ao salário mínimo nacional de 5 para 7,5 por cento, bem como o aumento da remuneração complementar.

No texto das conclusões do plenário de hoje é referida ainda uma série de reivindições, entre elas o aumento dos apoios sociais na região, nomeadamente dos complementos de pensão e do abono de família; o desagravamento da carga fiscal suportada pelos trabalhadores e a
reposição do diferencial fiscal máximo entre os Açores e o Continente; o alargamento do subsídio social de desemprego aos desempregados que não tenham acesso ao subsídio de desemprego e a redução dos custos de bens e serviços públicos essenciais (a água, a eletricidade, os combustíveis e os transportes) para aliviar as famílias e as empresas.

Participaram no encontro cerca de duas dezenas e meia de sindicalistas, que se manifestaram em frente ao parlamento, associando-se à jornada de luta nacional marcada para esta quinta-feira. |X|

SOUTO GONÇALVES TEXTO

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